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Darwin, Shakespeare ou Gênesis?


Deus tem senso de humor? Seria capaz de criar uma piada? Divertir-se com situações ocorridas entre os homens? Não sei e não me arrisco a escrever sobre a natureza de Deus. É um tema sempre muito complexo. Grandes discussões aconteceram - principalmente na Idade Média - ao tentar se analisar a natureza humana do Filho, Jesus Cristo, imagine, então, discutir se Deus tem ou não senso de humor. Como minha formação teológica propriamente dita se resume a quase quatro anos em um seminário católico (o que, convenhamos, não significa nada) não vou me enveredar por esta escorregadia área doutrinária. Mas de uma coisa tenho certeza absoluta: Deus têm desígnios e propósitos.

Nasci num lar religioso e fui ensinado numa cultura criacionista. Era semelhante a Deus e descendente direto de Adão. Fui feliz com essa idéia até os 12 anos, mais ou menos. Aí, numa escola, apresentaram-me a um barbudo (como o Deus das figuras do catecismo) que deu um nó na minha cabeça. Descobri, com um tal Charles Darwin (1809-1892) que, entre os animais, havia uma mutabilidade nas espécies e que eu, até então tatatataraneto de Adão tinha, agora, um parentesco fisiológico com, imagine, macacos!

A confusão aumentou quando um outro nome estranho atravessou a sala de aula do colégio e chegou ao ápice numa aula de teologia do já referido seminário católico. No colégio, Lamarck (1744-1829) discordava de Darwin explicando que a evolução das espécies se deu pelo uso dos órgãos e a destes pelas funções. No seminário o Reitor, Padre Valdir Pammont (1941-) disse acreditar que o homem talvez viesse do macaco e que, numa determinada fase da evolução Deus teria tomado este homem e trabalhado em sua vida através de uma nação, Israel. Para usar uma gíria daqueles anos 70, quase pirei. Cheguei até mesmo a escrever uma poesia da qual me lembro, ainda, os versos finais:
Foi justamente aí que tive uma "revelação divina" num livro de zoologia: A foto de um estranho animal chamado Ornitorrinco. Muito mais complicado que o nome, é o bicho. Foi por volta de 1800 que ele chegou à Inglaterra, empalhado, vindo da recém-descoberta Austrália. O novo continente já tinha surpreendido os britânicos com plantas e animais nunca vistos, mas este era simplesmente ridículo. Ele tinha aproximadamente 60 centímetros e era muito peludo. Como boca, um enorme bico de pato, achatado e parecendo de borracha. Tinha membrana entre os dedos do pé, um rabo vistoso como se fosse um castor e enormes esporas nos tornozelos que levantavam a suspeita de servirem para picadas venenosas. Para aumentar a confusão, sob o rabo trazia um orifício único que era usado para todas as funções.

A primeira sensação experimentada pelos zoólogos britânicos é que aquilo era uma piada. Alguém teria pego partes de diferentes animais e montado um frankestein animal. Mas não havia sinais de costura. Quando receberam os primeiros exemplares vivos a coisa se complicou mais ainda. Como era peludo pensaram ser um mamífero. Somente os mamíferos têm pelos. Mas ele botava ovos! E isso é coisa mais apropriada aos répteis e aves. E mais, os filhotes já nasciam com dentes e mamavam leite. Como isso era possível se a mãe não tinha mamilos? Os zoólogos descobriram, então, que a mãe transpirava leite e os filhotes se alimentavam lambendo-a!

Fiquei imaginando a cara dos cientistas olhando uns para os outros e para um ornitorrinco sobre a mesa. Fui além. Fiquei imaginando Deus, de uma janelinha qualquer do Céu, olhando aquela cena. Deus, pensei, teria feito aquilo de propósito. Expliquem isso, sabichões!, teria pensado Ele.

Não sei como os zoólogos classificaram o ornitorrinco. A última notícia que tive foi através de uma coluna do falecido bioquímico Isaac Asimov que assegurou: "Giles MacIntyre, do Queens College, está procurando maneiras de classificá-lo segundo o nervo trigêmeo, ou trifacial. Em todos os mamíferos o nervo passa através de um osso. Em répteis são dois ossos. Nos bebês ornitorrincos, antes dos ossos da cabeça se fundirem, o nervo trigêmeo passa entre ossos separados. MacIntyre acha que isso os torna répteis, mas a questão ainda não está resolvida. Continua à espera de um critério definitivo."

O que para os zoólogos é uma interrogação e para os teólogos possa parecer não muito adequado, para mim está claro: O ornitorrinco é uma brincadeira de Deus. Afinal, como diz Sua Palavra, se "Ele apanha o sábio na sua própria astúcia" (Jó 5:13a), como poderiam os evolucionistas explicarem a cadeia que gerou o ornitorrinco? Na verdade, os cientistas estão aprendendo, com o ornitorrinco, algo que Jeremias, há milênios, afirmou: "Os sábios serão envergonhados; (...) eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria é essa que eles tem?" (Jeremias 8:9)

Nos Estados Unidos, à partir da experiência de Kansas, diversos Estados estão abolindo o ensino evolucionista e voltando ao criacionismo (New York Times, 29/07/2000). Trata-se de Isaías 29:14b se confirmando: "a sabedoria dos seus sábios perecerá".

Os homens precisam se adaptar, mudar, excluir, aumentar, desmentir, porque "Deus torna louca a sua sabedoria" (1Coríntios 1:20c). Então eles reformulam suas teorias e corrigem seus livros, "mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente" (Isaías 40:8b).

É por isso que quando vejo alguém falando de evolução, big-bang, física quântica, ou sei lá o quê, sorrio e lembro-me do salmista que diz: "Desde a antigüidade fundaste a terra: e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás: todos eles, como um vestido, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim." (Salmo 102:25-27).

Dá até para mudar o versinho de adolescente: Entre Darwin e Shakespeare, fico com Gênesis!"


Diácono, Roberto Santos


2004-05-30 00:00:00

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