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Valores que fundamentam o Anti-Semitismo - Parte 3


Tal qual acontecia na Alemanha nazista do início do século passado, o anti-semitismo explode no mundo todo. Até mesmo entre muitos que se apresentam como “evangélicos”. Procuraremos, de forma sucinta, lançar luzes sobre este movimento. Que é bem mais articulado do que possamos imaginar.

O ANTI-SEMITISMO HOJE

Deveríamos ter aprendido da história. Mas o contrário parece estar acontecendo. Em ritmo crescente ouvem-se novamente manifestações anti-semitas de políticos europeus. Na Rússia os judeus temem abusos anti-semitas e as pressões da União Européia e dos EUA sobre Israel aumentam. Isso sem considerar o comportamento das nações islâmicas contra o povo judeu.

Quando Hillary Clinton, esposa do então presidente dos EUA, esteve em Israel, causou perplexidade o fato dela não ter reagido a uma manifestação anti-semita da esposa de Arafat, simplesmente ignorando suas palavras e prosseguindo com a programação. Suha Arafat tinha afirmado em uma entrevista coletiva: “Israel envenena o ar e a água dos palestinos em Gaza, na Judéia e Samaria. Dessa forma os israelenses desencadearam câncer em muitas mulheres e crianças palestinas. Elas morreram dessa enfermidade.”

Hillary Clinton não reagiu, levantou-se, abraçou Suha Arafat depois dela encerrar suas declarações, e fez o discurso que havia preparado. A senhora Clinton foi duramente criticada nos Estados Unidos e em Israel por não ter reagido a um ataque tão forte contra Israel. Em Israel as afirmações de Suha Arafat desencadearam uma onda de indignação. Muitos vêem nisso o retorno de uma acusação anti-semita por demais conhecida: os judeus envenenam os poços.

Algumas semanas após o trágico acidente com um avião da “Egypt Air” em 31 de outubro de 1999, a imprensa egípcia, leal ao governo, não hesitou em lançar a culpa do acidente sobre Israel. O que ficou provado, posteriormente, é que o próprio piloto, um árabe, provocou o acidente para cometer suicídio.

Num dos inúmeros debates que se seguiram aos atentados de setembro passado, Judith Miller, repórter do New York Times especializada em bioterrorismo, discutia com Dana Suyyagh, produtora da TV árabe al-Jazira. Judith pôs a corda no pescoço de Dana quando esta admitiu que quando sua emissora noticia os ataques nos EUA refere-se aos suicidas árabes como terroristas e, ao descrever homens-bomba igualmente suicidas que atingem civis israelenses, usa o termo "mártir".

O jornal americano Oneida Daily Dispatch, após muitas acusações de anti-semitismo, retratou-se de um editorial, publicado em 19/09/01, citando um paquistanês não-identificado que culpava judeus pelos atentados do World Trade Center. “O fato é que, em muitas áreas do Oriente Médio, acredita-se que a história os ensinou a realizar tais atos”, dizia o editorial sobre os terroristas. “Até 1948, não havia Israel. A ONU tomou terras palestinas e as deu a alguns terroristas judeus para governar.” Dale Seth, que escreveu, e o editor-geral, Jean Ryan, que publicou o editorial, foram despedidos.

Já a multinacional Procter & Gamble está retirando seus anúncios de um programa de sátiras de uma emissora árabe, em que um ator faz o papel do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, bebendo sangue de crianças árabes e atirando nos inimigos capturados. Em outro quadro a paródia exibe Drácula mordendo o pescoço de Sharon e morrendo em seguida, porque o sangue do primeiro-ministro seria sujo.

O fabricante de chocolate italiano Ferrero, que produz o famoso Kinder Ovo, também pensa em tirar seus comerciais da emissora. O programa, intitulado “Terrorismo”, é transmitido pela TV Abu Dabi durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, que começou em 16 de novembro. Trechos do programa foram exibidos na TV israelense e suscitaram expressões de repúdio do público. Shimon Peres, ministro do Exterior israelense, achou o programa "repulsivo". Guy Verhofs-tadt, primeiro-ministro belga, disse que a sátira é "um escândalo".

Ismail Abdullah, diretor da TV Abu Dabi, não quis comentar as críticas, dizendo apenas que Peres perdeu seu senso de humor. “Em vez de ficar furioso com a mídia, Israel deveria olhar de perto suas políticas e parar de atirar em palestinos”, disse ele à agência oficial de notícias dos Emirados Árabes Unidos.

Gideon Meir, porta-voz do ministro do Exterior, disse que Israel provavelmente sugerirá que outras empresas sigam o veto iniciado pela Procter & Gamble. “Tenho certeza de que as empresas não faziam idéia do conteúdo anti-semita virulentamente exposto no programa quando compraram o tempo de propaganda”, afirmou Meir.

A propósito: você sabia que boa parte da economia da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Uruguai) está sendo desviada para o Oriente Médio para o financiamento das ações de grupos terroristas? Comerciantes entrevistados por uma emissora de televisão deixaram bem claro que fazem isso sem nenhum constrangimento. A Polícia Federal Brasileira acredita que dois em cada três suspeitos, na região, estão ligados a extremistas islâmicos. Ao estourarem uma das fortalezas do grupo Al Qaeda, de Osama Bin Laden, os agentes norte-americanos encontraram um pôster da cidade brasileira de Foz do Iguaçu colado na parede do esconderijo. Juntando as peças deste quebra-cabeças podemos deduzir que, ao comprar, junto a alguns camelôs do centro da cidade, aquele produto importado do Paraguai, você pode estar ajudando, sem saber, a financiar uma causa anti-semita. 

E quanto ao “pacato” Brasil? A quantas anda o anti-semitismo?  Exemplos de intolerância se espalham por todo o país. O prefeito da cidade mineira de Caxambu foi criticado pela cidadã Maria Goldenberg por ter contratado um trio elétrico baiano para uma festinha de carnaval. Além do desperdício do dinheiro público, o evento transtornou a cidade que, sendo uma estância de águas minerais, está mais acostumada ao clima tranqüilo. Em represália às críticas, o prefeito Marcus Gadben, moveu uma ação contra Goldenberg. Queria uma indenização de R$ 150.000,00. O juiz da cidade deu ganho de causa ao prefeito e Goldenberg foi condenada a pagar R$ 15.000,00. Um jornalista da cidade, comemorando a condenação, escreveu que  “todo mundo sabe que a parte do corpo dessa raça suína que mais dói é o próprio bolso”.

Qual a razão de tanto ódio? Maria Goldenberg, como se pode ver pelo nome, é judia. O marido da sra. Goldenberg, Isaac, e seu filho Eduardo ouviram nas ruas de Caxambu expressões muito populares na Alemanha hitlerista, tais como “porco” e “fora, judeu”. Exemplar foi a atitude do conferencista Dr. João Lúcio Azevedo, presidente da Sociedade Brasileira de Genética. Convidado para um congresso na cidade declinou do convite e justificou: “Meu comparecimento a Caxambu iria tornar-me indigno de meus avós, tios, tias e primos, assassinados em campos de extermínio nazistas”.

No Estado do Espírito Santo, o jornalista Uchoa de Mendonça, do Jornal A Gazeta (ligado ao grupo Globo de Comunicações), destila, há anos, veneno contra os judeus. No dia 27 de janeiro deste ano, escreveu um artigo intitulado “O direito de cada um”. Nele, Uchoa lembra que a liberdade é um bem importante e defende o direito dos alunos do Colégio Militar de Porto Alegre de admirarem Adolf Hitler. Neste artigo, Uchoa afirma textualmente: “Quem leu Minha Luta [livro inspiração do Holocausto], de Adolf Hitler, não pode deixar de admirá-lo, considerá-lo como uma das grandes personalidades do século”.

Não foi a primeira nem a segunda vez que Uchoa escreveu um artigo de cunho anti-semita. Ele não esconde que defende a revisão histórica do nazismo e do holocausto e que admira Adolf Hitler. Evidente: sempre que trata deste assunto, destila seu mais rasteiro anti-semitismo. No dia 13 de outubro passado, Uchoa publicou mais uma de sua série, sob o título “Hitler tinha razão?”

No início de Junho de 2000, o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o proprietário da Editora Revisão, Siegfried Ellwanger, de 71 anos, a dois anos de reclusão por crime de incitação ao racismo. Por ser primário, ele ficará em liberdade. O editor obteve a suspensão condicional da pena, mas terá de prestar serviços à comunidade. Em seu livro “Holocausto: Judeu ou Alemão — Nos Bastidores da Mentira do Século”, Ellwanger rechaça a existência de campos de concentração e a morte de 6 milhões de judeus na 2ª Guerra Mundial. O livro defende que as vítimas foram os alemães. No livro, Ellwanger diz que os judeus “lutam contra nós mais eficazmente que os exércitos inimigos. (...) É de lamentar que todo Estado há tempo, não os tenha perseguido como a peste da sociedade e como os maiores inimigos da felicidade da América” (p.59). Sobre o médico Joseph Mengele, Ellwanger afirma: “O Dr. Mengele era, na realidade, uma pessoa de elevadíssima instrução e cultura (...) Descobri que essa figura, acusada como frio assassino até de crianças, não matava nem galinha’ (p.170)."

Já no programa Manhattan Connection (seria o mesmo ligado ao sistema Globo?), os jornalistas sugeriram que o verdadeiro culpado pelos atentados do World Trade Center poderia ser, mesmo que indiretamente, Israel. Eles, os mandantes dos atentados, não se manifestaram nesse sentido, mas acharam logo quem o fizesse.

 

Leia a última parte deste artigo clicando ao lado.


Texto básico www.chamada.com.br. Matérias complementares www.uol.com.br, www.observatoriodaimprensa.com.br e Revista Eclésia, Dezembro de 2001.

Roberto Santos


2004-07-05 00:00:00

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