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Pertube a Sua Consciência

Salmos 51:3


 

O que significa isso e como é que pode ser efetuado? Significa que você precisa fazer mais do que meramente reconhecer a culpa do seu desejo mau. Precisa perturbar sua consciência com a culpa do seu desejo mau em particular. Como é que pode fazer isso? Pensemos sobre duas maneiras gerais e duas específicas.

 

1. Duas maneiras gerais:

 

a) Exponha sua consciência à luz escrutinadora da lei de Deus

Ore pela obra do Espírito Santo, a qual produz convicção; que Ele use a lei de Deus para lhe convencer da magnitude da sua culpa. Que o terror da lei de Deus penetre na sua consciência. Pense em como Deus seria justo se punisse cada uma das suas transgressões de Sua lei. Não permita que seu coração enganoso argumente que a lei de Deus não pode condená-lo porque você "não está debaixo da lei, e, sim, da graça" (Rom. 6:14).

Diga à sua consciência que enquanto um desejo mau que ainda não foi mortificado permanecer no seu coração, você não poderá ter uma certeza válida de que está livre do seu poder de condenação. Deus deu a lei para condenar o pecado onde quer que ele fosse encontrado. A lei de Deus foi dada para expor a culpa do pecado de um cristão tanto quanto do pecado de qualquer outra pessoa. A lei de Deus quer despertar os cristãos para a culpa do seu pecado de modo que possam humilhar-se e lidar com ele. Opor-se a que a lei de Deus perturbe sua consciência não é um bom sinal. Antes, é uma triste indicação da dureza do seu coração e do engano do pecado.

Previna-se de pensar que a libertação da penalidade da lei de Deus significa que ela não mais deve dirigir sua vida ou expor seus pecados. Este é um erro perigoso que tem arruinado muitos cristãos professos. Se você se diz pertencer ao Senhor, recuse-se a pensar dessa maneira. Antes, procure persuadir sua consciência a ouvir cuidadosamente o que a lei de Deus diz sobre seus desejos pecaminosos e práticas pecaminosas. Oh, se fizer isso, tremerá e se prostrará! Se realmente quer mortificar seus desejos pecaminosos, permita que a lei de Deus perturbe sua consciência até que esteja convencida da terrível culpa dos seus desejos pecaminosos. Não se satisfaça antes de poder dizer com o penitente Davi: "Eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim" (Sal. 51:3).

 

b) Permita que o evangelho condene e mortifique seus desejos pecaminosos

Pense em tudo que deve ao evangelho. Diga a si mesmo: "Deus me tem mostrado tanta graça, amor e misericórdia e o que tenho eu feito? Tenho desprezado e pisado em Sua bondade para comigo. Seria dessa maneira que demonstro meu apreço pelo amor do Pai e pelo sangue do Seu Filho? Como poderia macular o coração que Cristo morreu para limpar, e no qual o bendito Espírito Santo veio habitar? O que posso dizer ao meu amado Senhor Jesus? Será minha comunhão com Ele de tão pouca importância que eu possa deixar meu coração se encher de desejos pecaminosos a tal ponto que quase não mais exista lugar para Ele? Como posso diariamente "entristecer o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef. 4:30). Considere estas coisas cada dia e, com a ajuda do Espírito Santo, você se sentirá enojado com a maldade dos seus desejos pecaminosos e desejará mortificá-los.

 

2. Duas maneiras específicas:

 

a) Pense na infinita paciência de Deus e na Sua longanimidade para com você

Pense em quão facilmente Deus poderia tê-lo exposto à vergonha e à reprovação deste mundo. Contudo, na sua misericórdia, Ele tem ocultado seu pecado dos olhos do mundo e freqüentemente impedido que você pratique pecados públicos. Quão facilmente Deus poderia ter dado fim à sua vida pecaminosa e mandado você para o inferno. A despeito de toda Sua bondade para com você destas maneiras, você tem continuamente permitido que seus desejos pecaminosos se manifestem. Quão freqüentemente você tem provocado a Deus recusando-se a fazer qualquer esforço, fazendo pouco esforço para mortificar seus desejos pecaminosos. Continuará provocando Deus e testando Sua paciência?

Pense nas vezes quando tem deliberadamente planejado como gratificar seus desejos pecaminosos e Deus graciosamente o impediu. Pense nas vezes quando se entregou tanto aos desejos pecaminosos que sua consciência o alarmou e lhe fez sentir temor de que Deus não mais tivesse misericórdia de você. Contudo, Deus já teve misericórdia de você e lhe tem trazido novamente ao arrependimento e à fé.

 

b) Pense nas repetidas manifestações graciosas de Deus para com você

Pense em quão freqüentemente a misericórdia de Deus tem salvo você de ser endurecido pelo engano do pecado. Pense nas muitas ocasiões em que se deparou com frieza na sua vida espiritual; ocasiões nas quais seu prazer nos caminhos de Deus, na oração, na meditação na Palavra de Deus e na comunhão com o povo de Deus tem quase que desaparecido. Pense nas ocasiões quando de diversas maneiras tem se afastado de Deus e, contudo, Deus o tem resgatado e restaurado.

Pense nas muitas maravilhosas manifestações da providência de Deus na sua vida. Pense nas provações que Ele transformou em bênçãos para você e nas provações das quais Ele o poupou. Pense em todas as maneiras como Deus o tem abençoado. Depois de todas estas manifestações da graça de Deus por você, poderia continuar a permitir que os desejos pecaminosos endureçam seu coração contra tal graça? Perturbe sua consciência com a ajuda de tais pensamentos, e não pare enquanto seu coração não estiver profundamente tocado pela sua culpa. Enquanto isso não se der, nunca fará esforços vigorosos para mortificar estes desejos pecaminosos. Enquanto isso não acontecer, não haverá motivação para agir e colocar em prática a quarta regra.


John Owen


2011-07-06 00:00:00

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