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Estudo Nº 2 – Opressão

Salmo 137


IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA

EBJ – ESCOLA BÍBLICA DE JOVENS – 20 a 24 DE JULHO DE 2011

DEPRESSÃO, OPRESSÃO E POSSESSÃO

ESTUDO Nº 2 – OPRESSÃO – PR. JOSÉ NOGUEIRA

Introdução

Às vezes pode ser difícil distinguir os sintomas de DEPRESSÃO e da OPRESSÃO, e até confundir com POSSESSÃO.

 

Há sentimentos, mesmo fortes, que podem acometer uma pessoa, e ser justificável pela ocasião e também pela própria sensibilidade, sendo completamente normal o passar e sofrer naqueles momentos e naquelas circunstâncias. Por exemplo, durante o Exílio na Babilônia (606 a 536 a.C.), os judeus tementes a Deus passaram, toda intensidade, a melancolia ‘mórbida’ de estarem em outra terra, exilados, e sem esperança.

1 Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. 

2 Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. 

3 Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. 

4 Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha? 

5 Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. 

6 Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria. 

7 Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces. 

8 Ah! filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós. 

9 Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras. 

Salmo 137

 

Comparemos os sintomas revelados no Salmo 137 com a notícia publicada pelo Jornal do Commercio, em 22/06/1872, sobre o famoso “banzo”:

"Apareceu ontem enforcado com um baraço*, dentro de um alçapão, na casa da rua da Alfândega, nº 376, sobrado, o preto Dionysio, escravo de D. Olimpya Theodora de Souza, moradora na mesma casa. O infeliz preto, querendo sem dúvida apressar a morte, fizera com uma thesoura pequenos ferimentos no braço ...”

* Baraço: corda de fios de linho.

Desenvolvimento

Como podemos perceber através da análise dos sentimentos do salmista e a nota do jornal de 1872 que há realmente uma complexidade na alma do ser humano. E nós, como tricotomistas bíblicos (corpo, alma e espírito – 1 Ts 5:23) devemos levar muito a sério tudo isso, a fim de que possamos, em nossos aconselhamentos e ajudas mútuas, prestar uma bíblica e eficaz ajuda.

Também devemos observar que essa notícia revela uma faceta pouco conhecida da escravidão: os escravos se suicidavam. O índice de “mortes voluntárias” entre eles, quando comparado ao de homens livres, era duas ou três vezes mais elevado. Os suicídios de escravos também se diferenciavam noutros aspectos. O mais notável deles era o fato de atribuir-se o gesto ao banzo. Ainda hoje se discute o significado dessa palavra. O mais aceito tem uma remota origem africana, equivalendo a “pensar” ou “meditar”. O termo também, há tempos, designou uma doença. Em 1799, por exemplo, Luiz António de Oliveira Mendes apresentou, na Academia Real de Ciências de Lisboa, um estudo sobre “as doenças agudas e crônicas que mais freqüentemente acometem os pretos recém-tirados da África”. O banzo constava entre elas. Os sintomas? Os escravos ficavam entristecidos, paravam de falar e, acima de tudo, deixavam de se alimentar, mesmo “oferecendo-se-lhes” – afirma o médico – “as melhores comidas, assim do nosso trato e costume, como as do seu país...”, falecendo pouco tempo depois.

 

Aquela melancolia mórbida que os escravos passaram, com razão provocada pelas reais e cruéis circunstâncias, não poderia ter sido agravada por uma opressão maligna?

Encontro naquela situação facilmente a depressão e a possessão (eles eram adeptos de invocação de espíritos e demônios – candomblé, macumba, etc.). E certamente estavam também suscetíveis a opressão.

Mas, isso veremos com detalhes na sequência.

 

Por isso, precisamos ter um conhecimento sobre Depressão, Opressão e Possessão para nos ajudar a discernir os casos.

 

Outro exemplo esclarecedor se encontra em 2 Coríntios 7:10

Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte”.

Deus estabelece dois tipos de Tristeza (“lypê” = tristeza, dor; usada em Lc 22:45; e quatro vezes em João 16, vs. 6, 20, 21 e 22).

1 – A Tristeza que tem origem em Deus – quando Ele nos disciplina:

Hb 12:11 – “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.”

Como é dito em 2 Co 7:10, tal tristeza opera arrependimento para correção da alma e não remorso, e acerca dela o crente, depois de restaurado, sente gratidão ao Senhor (ver os versos 12 e 13 de Hb 12).

Vejamos os resultados dela em 2 Co 7:8-9.

 

2 – A Tristeza do Mundo – Pode ter várias causas, como já foi visto nessa EBJ, e, se não for tratada, inevitavelmente produzirá morte (o verbo produzir é “ergazetai”, contudo Paulo usa com uma preposição pré-fixada ‘katergazetai, que segundo Hughes, enfatiza a inevitabilidade da operação da morte neste tipo de tristeza).

 

Temos exemplo dessas duas tristezas respectivamente em Judas (que produziu remorso e morte) e em Pedro (a qual produziu arrependimento e salvação).

 

Tendo nesses dois estudos um bom conhecimento sobre DEPRESSÃO, podemos agora definir OPRESSÃO: Uma perturbação mental e espiritual produzida por uma fonte externa, retirando a paz e a vitalidade da pessoa.

ð     Não é possessão (não há uma invasão completa alienígena);

ð     Não é doença mental (transtorno bipolar, esquizofrenia, etc)

ð     O oprimido espiritualmente consegue viver sua vida sob certa normalidade, como trabalhar, estudar, vida social, etc.

 

A palavra OPRESSÃO, em Português, significa o ato de sobrecarregar com peso, apertar, comprimir, pressão que esmaga, sufoca.

Os nossos bons tradutores expressaram isso nos aspectos:

1 – Físico – Lc 8:45 (“... a multidão Te aperta e Te oprime... ”)

2 – Social – Êx 3:9 (“... tenho visto a opressão com que os egípcios vos oprimiram...”) – Dt 26:7.

3 – Psicológica – 2 Co 11:28 (“... me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas...”).

Entendo que a opressão espiritual, operada pelo diabo e pelos demônios, se dá também em nível mental nesses níveis:

1 – A missão de Jesus envolve a libertação desse mal – Lc 4:19

A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a  anunciar o ano aceitável do Senhor.”

 

2 – O livro de Atos descreve que Jesus cumpriu essa missão – Atos 10:38

Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”

ð     Observemos que aqui é identificado o AGENTE da opressão espiritual.

 

3 – A opressão espiritual é coisa séria (talvez mais ainda do que a possessão – por ser mais sutil), porque é uma investida diabólica perigosíssima.

Ec 7:7 – “... a opressão faria endoidecer até o sábio...”

 

4 – A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno (1 João 5:19) e que, ao sermos salvos, somos libertados do Império do Diabo e transportados para o Reino de Jesus (Cl 1:13 e At 26:16-18). Logo, todo descrente é, de certo modo e em graus diferentes, oprimido pelo diabo.

Por isso Jesus convida os homens: “Vinde a Mim os que estão cansados e oprimidos...” (Mt 11:28 e Jo 8:44).

 

5 – Exemplos de pessoas oprimidas pelo diabo:

            1) Saul – 1 Samuel 16:13-15 e 18:10 (a mesma expressão de 1 Rs 18:29 – o sentido é de uma espécie de transe que mantém a consciência – ver vs. 11).

            2) Judas – Lc 22:1-4

O caso de Judas é um exemplo clássico que revela o quão longe um homem pode ir em sua profissão religiosa sem ser convertido. Quanto uma pessoa pode se envolver com as coisas de Deus e ser apenas um hipócrita. Aqui temos a inutilidade dos maiores privilégios sem um coração sincero diante de Deus. Privilégios espirituais sem a graça de Deus não salva ninguém. Ninguém é salvo por servir a Deus por exercer um ministério espetacular. Judas nos alerta sobre o perigo de se ter apenas um conhecimento intelectual do evangelho, mas um coração ainda não convertido. Judas nos mostra que ser batizado ou ser membro de igreja não é uma garantia de que estamos certos diante de Deus.

Aqui temos a exortação sobre a necessidade de sondarmos o nosso coração. Judas amou mais o status do que a sua alma. Ele amou mais o material do que o espiritual. Aquele não foi um deslize momentâneo na vida de Judas. Jesus já conhecia o seu coração. Jesus sabia que ele era um “diabo” (João 6:70). Jesus sabia que ele era ladrão. Aqui a máscara caiu e Judas acolheu o sugestionamento do diabo. Aqui Judas simplesmente evidencia de quem ele era servo. Quem mandava em sua vida. A quem ele de fato obedecia. Ah! Devemos orar continuamente para que a nossa fé seja verdadeira. Temos que ter a coragem e a sinceridade de dizer: “Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo”.

 

6 – Importante: O crente pode sim ser oprimido pelo diabo, senão não teriam sentido nem razão exortações tais como: 1 Pe 5:8 e Ef 6:11, 12 e 16.

Segundo o exemplo de Pedro, isso se dá na área de sugestionamento – Mt 16:21-23.

Vejamos em que circunstâncias isso pode acontecer:

ð     Esconder algum pecado de estimação – Ef 5:26-27

ð     Teimosia ao plano de Deus – Mt 16:21-23;

ð     Ficar sob influência de incrédulos em vez da Palavra de Deus – Sl 1;

ð     Manter uma ambição em desmerecimento dos valores espirituais – Judas;

ð     Deixar-se dominar pela murmuração – Nm 11:1-6 e veja 1 Co 10:10;

ð     Abrigar ciúmes e invejas doentias – no caso de Saul – 1 Sm 18 a 28;

Dr. José Maria, psiquiatra cristão, com sua experiência escreveu:

“Esses aspectos vão se acentuando através de mil desculpas e racionalizações que damos para nós mesmos. E é exatamente nesta área que, em nosso íntimo, aparecem os primeiros ruídos dessa batalha feroz, que já se instalou no espírito do cristão:

1) Falácias (desculpas de auto-complacência, pena de si mesmo, auto-comiseração);

2) Culpar os outros (pôr defeitos nos irmãos, na igreja);

3) Desânimo (tédio e pessimismo);

4) Distração (procurar alegrias mundanas, pois o espiritual se torna um fardo);

5) Dúvidas (começa a duvidar da salvação, questiona doutrinas e, por fim, a própria Palavra de Deus.”

 

7 – Outro ‘modus operandi’ da opressão espiritual:

O Novo Testamento cita que algumas enfermidades são provocadas por uma opressão maligna (Lc 13:10-13). Lembremos do grande poder sugestionador do diabo, e como pode isso hoje está sendo usado nas doenças psico-somáticas e nas curas “espirituais” dos católicos, espíritas e neo-evangélicos.

 

Conclusão

Como podemos prevenir e ser curados da Opressão Espiritual

1 – O descrente só pode ser libertado definitivamente através da conversão a Cristo – Ef 2:1-2;

 

2 – O crente que estiver sendo vítima desses ataques do inimigo precisa:

ð     Uma vida de obediência e submissão a Deus – Tiago 4:7

Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.

ð      Discernir a diferença entre a opressão humana e a espiritual – Salmo 42:9 (43:2) com  55:3 e 119:134;  

ð     Reconhecimento da opressão e refúgio no SENHOR – Salmo 143:3-4 e 8-12;

ð     Romper com a causa – Tiago 5:16;

ð     Manter-se cheio do Espírito – Efésios 5:15-21;

 


Pr. José Nogueira


2011-07-21 00:00:00

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