Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Bíblia Online

[ cristoevida.com ]

  • youtube
  • Instagram
  • twitter

Artigos

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
www.cristoevida.com


Separação Igreja Estado


A Igreja não deve falar de Política, dizem os defensores do Estado Laico. Nas eleições americana este foi um argumento extremamente batido. Na disputa pela Prefeitura de Fortaleza também ouvimos a mesma cantilena. E até mesmo entre membros da nossa igreja, defendeu-se o afastamento dos crentes das discussões políticas. Os americanos fizeram sua escolha, nossa cidade também. Quanto aos rumores observados nos bastidores da nossa igreja, cabe aqui uma reflexão: até onde deve ir a relação púlpito/palanque?

 

Primeiramente, é preciso pedir aos/às irmãos/irmãs contrários à discussão que entendam que a questão é bem mais religiosa que possam imaginar. Não se trata de um discurso dicotomizado, como muitos pensam. Política e Religião caminham juntas sim.

 

Recentemente o Supremo Tribunal Federal brasileiro deliberou sobre a liminar que permitia o aborto em casos de fetos anencéfalos. Os recorrentes solicitavam que a Justiça autorizasse o aborto caso fosse comprovado que a criança em gestação nasceria sem cérebro.

 

No auge das discussões, o Ministro Marco Aurélio, apontando um enorme crucifixo pendente sobre os Magistrados, disse: “Ainda temos um Cristo na parede desta sala, mas há muito ocorreu a separação entre a Igreja e o Estado”. Analisando a frase, o pensador brasileiro Percival Puggina (www.puggina.org/2003/publicados/news.php?detail=n1098657654.news ), fez um comentário que merece ser transcrito para melhor compreendermos as falácias escondidas nas palavras do Ministro do STF:

 

“O argumento da separação entre a Igreja e o Estado, na circunstância exposta pelo Ministro, é juridicamente desprezível e socialmente inaceitável, embora costume ser invocado quando se debatem temas de natureza moral em relação aos quais a Igreja tem posição. Que a Igreja e o Estado ocupam esferas distintas da vida social é coisa sabida. Existem estados ateus (os que proscrevem a menção a Deus e negam ou inibem a atividade religiosa na vida social), estados laicos (os que, como o Brasil, concedem liberdade religiosa, mas não assumem como sua qualquer religião), e alguns estados confessionais (que adotam como sua alguma das religiões existentes)”.

 

“É juridicamente desprezível”, continua Puggina, “invocar a separação entre a Igreja e o Estado como forma de defender posições jurídicas reprovadas pela moral cristã porque ninguém está pretendendo que nosso ordenamento legal seja submetido à sanção eclesiástica, nem querendo substituir nosso direito pelo direito canônico. E é também socialmente inaceitável invocá-la porque essa separação não esteriliza a condição cívica dos indivíduos com convicções religiosas”.

 

A legitimidade dos argumentos daqueles que defendem a separação Igreja/Estado cai por terra quando percebemos que estas mesmas pessoas posicionam-se com fervor quase que religioso sobre temas que se chocam diretamente com preceitos presentes na cultura judaico-cristã. Quando lançamos um olhar espiritual sobre o tema, perceberemos que o que vem triunfando são proposituras antibíblicas. Lançando mão de eufemismos, chamam de “cultura” o que deveria ser denominado “idolatria” ou “liberdade de expressão” ao “pecado” e vão, pouco a pouco, implementando leis, influenciando costumes, ditando modismo. E ai daqueles que divergirem. Apelam logo para o sacrossanto argumento de que os valores religiosos não devem interferir na esfera política.

“O que o ministro Marco Aurélio pretende é transformar a religiosidade e as posições dela decorrentes em coisas interditas fora do ambiente familiar ou eclesial”, diz Percival Puggina. “Aos relevantes espaços da política e do universo jurídico somente teriam acesso e legitimidade as opiniões materialistas, atéias, hedonistas, utilitaristas, relativistas e assemelhadas. Os cristãos, mesmo quando ocupando posição em tais círculos, ficariam constrangidos ao silêncio, como catecúmenos de uma nova igreja, a igreja dos sem fé alguma”.

O argumento de que crente não deve opinar sobre política tem sido amplamente utilizado com o fito de fazer com que os poucos corajosos que se levantam contra os desmandos cada vez mais presentes na nossa sociedade se calem. Enquanto isso, uma minoria depravada flana tranqüila ditando modismos e gerando leis que empurram a sociedade para práticas cada vez mais degradantes. Mas o crente não pode falar, o crente não pode discutir, o crente não pode se opor. Igreja e Estado não se misturam, grita ruidosamente a minoria dona da verdade.

 

Percival Puggina terminou sua exposição de maneira brilhante: “Não percebe o ministro o absurdo que decorreria de sua exigência: noventa e cinco por cento dos brasileiros que crêem em Deus e professam alguma religião estariam submetidos às normas impostas pela ínfima minoria restante, ungida, graças à sua descrença, com a legitimidade para definir os padrões morais que iriam influenciar a vida social através dos instrumentos legais e das decisões judiciais. Assim, se restabeleceria a submissão do Estado a uma nova e peculiaríssima igreja, a igreja dos incrédulos”.

 

Quando os Estados Unidos optou por associar o Púlpito ao Palanque eles nos deram uma lição. Lição que eles aprenderam a duras penas. Foi o desleixo dos crentes americanos, maioria naquele país, que permitiu as “conquistas” de uma minoria depravada, mas atuante. Este desleixo foi brilhantemente exposto por Anne Graham, filha do pregador Billy Graham, em um programa de televisão dois dias após os atentados de 11 de setembro de 2001 (www.cbsnews.com/earlyshow/healthwatch/healthnews/20010913terror_spiritual.shtml ): “Por muitos anos nós temos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. (...) É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente, mas uma discussão pública a respeito de DEUS é suprimida rapidamente”.

 

O envolvimento dos crentes norte-americanos3 foi tão forte que o resultado surpreendeu o Mundo. De costa-a-costa, como eles costumam falar, a frase mais ouvida nas igrejas foi “Pledge to Pray. Pledge to Vote”: “Empenhe-se em Orar. Empenhe-se em Votar!” (www.christianvotes.com )

 

O aprendizado dos irmãos do norte precisou de oito anos de presidência democrata para amadurecer. Não sei se nos quatro que estão por vir sobre Fortaleza aprenderemos algo. Nas próximas eleições, reflita sobre tudo isso e “pledge to pray, pledge to vote”.


Roberto Santos


2004-11-06 00:00:00

TV Cristo é Vida - Ao Vivo aos Domingo
Israel 2018

© IBFCV • Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Avenida K, nº 911 - Planalto da Barra - Vila Velha - Fortaleza - Ceará - Brasil - CEP 60348-530 - Telefone: +55 85 3286-3330