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Reflexões de um Velhinho de 50 anos

Eclesiastes 12:1-14


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Reflexões de um Velhinho de 50 anos

Pr. José Nogueira

 

Tenho recebido a mensagem que copiei abaixo. Segundo se informa na introdução, trata-se de um relato de Bronnie Ware, uma enfermeira australiana, que acompanhou seus pacientes terminais durante as últimas doze semanas de vida deles.

 

Após o texto, que transcrevi em itálico, faço algumas considerações pessoais do meu sentimento ao refletir sobre esse tema.

 

“Os cinco arrependimentos mais comuns no leito da morte

 

Durante muitos anos trabalhei dando assistência a pacientes terminais. Meus pacientes eram aqueles que voltavam para casa só para morrer, e com eles compartilhei momentos extremamente especiais. Eu passava com eles  suas últimas três a doze semanas de vida.

As pessoas crescem muito quando se deparam com sua própria mortalidade. Aprendi a nunca subestimar a capacidade que as pessoas têm de crescer. Algumas mudanças eram fenomenais. Cada um desses pacientes sentia uma variedade de emoções: negação, medo, raiva, remorso, mais negação e por fim aceitação. Entretanto, todos os pacientes encontravam a paz antes de partirem, todos sem exceção.

Quando lhes perguntava se tinham algum arrependimento ou se fariam algo diferente em suas vidas, os assuntos eram sempre os mesmos. Os cinco principais seguem abaixo:

 

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel ao que eu sou, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham abertamente para trás, é fácil perceber que muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não honrou nem a metade dos seus sonhos e morreu sabendo que era por causa das escolhas que fizeram, ou deixaram de fazer.

É muito importante tentar ou pelo menos honrar alguns de seus sonhos ao longo do caminho.

Quando você perder a saúde, será tarde demais. Só se percebe a liberdade que a saúde traz, quando já não a temos mais.

 

2. Eu gostaria de ter trabalhado menos.

Todos os pacientes do sexo masculino que eu acompanhei tinham esse arrependimento. Eles perderam o crescimento de seus filhos e o companheirismo do cônjuge.

As mulheres também citaram este arrependimento, mas como a maioria era de uma geração menos recente, muitas pacientes do sexo feminino não tinham sido chefes de família. Todos os homens que eu acompanhei se arrependeram profundamente de passar tanto tempo da sua vida com foco excessivo no trabalho. Ao simplificar o estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo da vida, é possível que você não precise de um salário tão alto. Ao criar mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, que serão mais adequadas ao seu novo estilo de vida.

 

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para manter a paz com os outros, por isso, muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.

Como resultado, tiveram uma existência medíocre e nunca se tornaram realmente quem eram capazes de ser.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, mesmo que as pessoas reajam quando você muda a sua forma de ser e se expressa com honestidade, a sua relação entra em um nível mais elevado e saudável. Ou isso acontece, ou você se liberta de um relacionamento que não é saudável. Você ganha de qualquer maneira.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes os pacientes terminais não percebiam os benefícios de ter antigos amigos por perto até a semana da sua morte, e nem sempre era possível encontrá-los. Muitos haviam se tornado tão centrados em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro se diluírem ao longo dos anos. Havia muito arrependimento por não dar atenção a essas amizades da forma que mereciam. Todos sentem falta dos amigos quando estão morrendo.

É comum que as pessoas que têm um estilo de vida agitado se esqueçam das amizades. Mas quando você se depara com a proximidade da morte, os detalhes físicos da vida caem por terra. As pessoas querem deixar as finanças em ordem, mas não é dinheiro, nem status, que tem importância real para elas. Querem deixar tudo em ordem para beneficiar as pessoas que amam, mas em geral, estão doentes e exaustas para gerenciar essas tarefas. No final das contas, tudo se resume ao amor e relacionamentos. Repito: tudo o que resta nos dias finais é amor e relacionamentos.

 

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

Este arrependimento é surpreendentemente comum.

Muitos não perceberam, até o fim da vida, que a felicidade é uma escolha.

Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” com aquilo que é familiar sobrepujava suas emoções e a vida física. O medo das mudanças os faziam fingir para os outros e para si mesmos que eram felizes, enquanto lá no fundo ansiavam rir de verdade e ter uma certa loucura em suas vidas novamente.

Quando se está no leito da morte, pouco importa o que os outros pensam de você. Que maravilhoso poder relaxar e sorrir novamente, bem antes de morrermos.

A vida é uma escolha. É a SUA vida. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz“.

.........   ooooooooo  ...........

 

Pois bem, eu sempre tive inveja das pessoas que tiveram pela medicina sua previsão de vida. Para mim, ter uma expectativa de tempo de vida, ao invés de amedrontar, me causaria uma sábia e alegre preparação para o encontro com o SENHOR Deus.

Como ainda nenhuma junta médica me deu qualquer prazo (tenho boa saúde, graças a Deus), eu mesmo vivo me dando prazos.  Sei que parece engraçado ou fúnebre, mas não é nada disso.

Quero explicar:

A Bíblia Sagrada nos ensina a orar pedindo a Deus sabedoria para avaliar bem nosso tempo de existência:

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.”

Salmo 90:12

 

Também, pelas Escrituras Sagradas, o SENHOR Deus exortou ao Seu povo a preparar-se para o encontro com Ele:

“Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei,

prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.”

 Amós 4:12

 

Por isso é tão importante para Deus o momento da morte de cada um de Seus filhos:

“Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos.”

Salmo 116:15

 

Por causa dessas tremendas verdades e realidades, é que eu vejo a (minha) morte como esse encontro que marcará o fim da linha aqui e o glorioso início na Eternidade com o Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo afirmou peremptoriamente: “Para onde eu estiver estejais vós também” (João 14:3). É óbvio que, como o apóstolo Paulo, eu gostaria de não ter que passar por essa porta da morte, uma vez que há a promessa da Segunda Vinda de Cristo, quando o arrebatamento dos salvos (sendo transformados num corpo de glória sem passar pela morte), é uma promessa de fazer tremer o coração de alegria de expectativa gloriosa. Mas, se não for nessa minha geração o tempo da Segunda Vinda, irei, se o SENHOR Deus me permitir, passar pela morte com muita fé e sabedoria.

 

Por isso me vêm as reflexões da enfermeira dos doentes terminais de uma forma um pouco diferente. Os desenganados (como são chamados - então os outros doentes são os que ainda estão “enganados”?), sim, aqueles que receberam prazo tiveram, de forma geral, cinco tipos de arrependimentos. Lamento por eles não terem se lembrado de arrependerem-se diante de Deus por seus pecados e por não terem confiado em Jesus Cristo, como único e exclusivo SENHOR e todo-suficiente Salvador.

 

Mas, fico a pensar, uma vez que cri de coração na promessa do perdão eterno de Jesus, por Seu sacrifício substitutivo (Romanos 10:9-10), e se me dessem uma previsão de três a seis meses, que arrependimentos eu provavelmente teria?

 

Penso que aqueles alistados pela enfermeira australiana são realmente muito sérios e verdadeiros. Mas, creio que, no meu caso, eu me sentiria pesaroso por três ou quatro coisas:

 

1 – Eu lamentaria não ter orado mais.

Sei que pela Bíblia a oração tem uma importância incalculável. É o desenvolvimento do relacionamento com o Senhor Jesus, em intimidade e doce comunhão. Ela é fonte de poder e de esclarecimento de nossas impotências (Ele disse: “sem mim nada podeis fazer!”). Eu certamente me arrependeria por ter orado tão pouco. Por isso, como vivo com meus prazos, vou me dedicar a orar mais.

 

2 – Eu lamentaria não ter trabalhado mais para o SENHOR.

Conheço a vida dos grandes homens de Deus, como o apóstolo Paulo, que consumiu sua vida no serviço de Deus. Ele cria com esperança no galardão que o aguardava. Vejo a vida dos homens que fizeram diferença no mundo por sua vida dedicada e consagrada, que em suas realizações glorificaram a Deus e mesmo hoje suas vidas ainda pregam, homens como William Carey, Hudson Taylor, etc. Eu lamentaria ter sido tão acomodado, tão envolvido com o reino dos homens e tendo investido tão pouco no Reino de Deus. Tal reflexão é para mim oportuna, pois me cutuca para aproveitar bem, com dedicação, com zelo e com amor dedicado, o tempo que me resta, para servir mais e melhor a Deus. Dessa vida, diz a Bíblia, nós não levamos nada, a não ser as pessoas que ganharemos para Cristo para levá-las para o Lar Celestial.

 

3 – Eu lamentaria não ter investido mais do meu tempo com a Palavra

Quando chegar diante do Pai, e se Ele me perguntar como eu tratei a Sua carta que Ele deixou para mim, eu ficarei envergonhado. Preciso de mais amor à Palavra de Deus, necessito de estudá-la com mais carinho, de aprender mais do SENHOR por meio dela. Assim, isto tem constituído outro desafio para mim por esse tempo.

 

4 – Eu lamentaria por minha desconfiança e medo

Sim, eu certamente pensaria quantas vezes deixei de obedecer às instruções da Palavra (não é que eu não conhecesse) por, na verdade, duvidar, por ter medo de confiar, por me omitir. Deveria ter sido mais ousado em aplicar seus princípios, custasse o que custasse. Eu pensaria em quanto perdi por não confiar, por não crer na Sabedoria do Alto. Talvez esse sentimento de perda, por não ter aplicado mais os princípios da Palavra e por não ter confiado mais nas promessas de Deus, fosse um motivo de lamento. Porém, tenho (penso) tempo para consertar tudo isso, e viver como creio, não como penso.

Assim, posso, nas minhas reflexões de um velhinho de uns cinquenta anos, fazer como o sábio Salomão:

1 Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;

2 Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;

3 No dia em que tremerem os guardas da casa, e se encurvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;

4 E as portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as filhas da música se abaterem.

5 Como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;

6 Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,

7 E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

8 Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.

9 E, quanto mais sábio foi o pregador, tanto mais ensinou ao povo sabedoria; e atentando, e esquadrinhando, compôs muitos provérbios.

10 Procurou o pregador achar palavras agradáveis; e escreveu-as com retidão, palavras de verdade.

11 As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos, bem fixados pelos mestres das assembléias, que nos foram dadas pelo único Pastor.

12 E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.

13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.

14 Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.

Eclesiastes 12


Pr. José Nogueira


2012-03-29 00:00:00

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