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Os Últimos Dias de Jesus

04/04/2012


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Os Últimos Dias de Jesus

Pr. José Nogueira

 

Introdução

Hoje é terça-feira, dia 03 de abril de 2012.  Há 1980 anos atrás, foi a a terça-feira do dia 10 do mês judaico de Nisã (que, segundo bons cálculos, foi o dia 06 de abril de 32 d.C., em nosso calendário).

Vou procurar aqui, pesquisando na Bíblia Sagrada,  entender e descrever aqueles últimos dias de Jesus Cristo. Vou começar pela sexta-feira, quando Ele estava ainda em Betânia, casa de Marta, Maria e Lázaro, e se preparava firmemente para ir definitivamente para Jerusalém.

Os Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) descreveram a vida de Jesus de forma muito parecida, contando desde o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Jesus, dando o devido espaço na narrativa para cada um desses períodos. Contudo, o Evangelho de João conta a mesma história sob uma perspectiva um pouco diferente. João concentra a maior parte dos seus 21 capítulos no último ano de Jesus (a partir do capítulo 7), principalmente na última semana (capítulo 12 em diante). Então, temos nesse Evangelho a maior parte do material necessário para reconstruir os últimos sete dias da vida e ministério de Jesus. Também convém lembrar que os judeus marcavam o início dos seus dias por volta das 18 horas, ao pôr do sol, por isso se dizia “houve tarde e manhã”, como em Gênesis 1.

 

MÊS DE NISÃ (ABIBE) DO ANO 32 d.C.

Dia 08 do Mês de Nisã (sexta-feira)   Jesus estava na Judéia, e hospedou-se na casa de Marta, Maria e Lázaro, em Betânia, que fica cerca de 3 quilômetros de Jerusalém  - João 12:1 e 2.

Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos. 

Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele”.

Foi no fim desse dia, numa ceia, que Maria ungiu os pés de Jesus (Jo 12:2-8). João registra com detalhes que havia em Jerusalém a expectativa da chegada de Jesus, bem como os cochichos e a trama para matá-lo (11:55-57 e 12:9-11).

E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos. 

E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro; 

Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.” (João 12:9-11).

Dia 09 de Nisã (sábado) – Certamente descansaram no sábado, como estabelecia a Lei.

Dia 10 de Nisã (domingo) – É o cumprimento da profecia de Daniel 9:25, que estabelecia 69 semanas de anos (7 x 69 = 483 anos), desde a ordem de restaurar Jerusalém até o Messias.

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” (Daniel 9:25)

Neemias (2:1) registrou que a ordem foi dada no mês de Nisã, no 20º ano do reinado de Artaxerxes (que reinou de 465 a 445 a.C.). Quando não menciona o dia, trata-se do dia primeiro do mês. Logo a ordem de restaurar Jerusalém foi no 1º dia de Nisã de 445 a.C. O ano profético bíblico tinha 360 dias, por isso, quando são feitos os cálculos, se chega ao incrível dia 10 de nisã do ano 32 d.C. (dia 06 de abril do ano 32 d.C., em nosso calendário). É o Domingo da Entrada Triunfal, cumprindo a profecia de Zacarias 9:9. Todos os Evangelhos registram esse fato – Mt 21:1-11; Mc 11:1-11; Lc 19:29-44 e Jo 12:12-19.

No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém, 

Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor. 

 E achou Jesus um jumentinho, e assentou-se sobre ele, como está escrito: 

Não temas, ó filha de Sião; eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta. 

Os seus discípulos, porém, não entenderam isto no princípio; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito dele, e que isto lhe fizeram. 

A multidão, pois, que estava com ele quando Lázaro foi chamado da sepultura, testificava que ele o ressuscitara dentre os mortos. 

Por isso a multidão lhe saiu ao encontro, porque tinham ouvido que ele fizera este sinal. 

Disseram, pois, os fariseus entre si: Vedes que nada aproveitais? Eis que toda a gente vai após ele.” (João 12:12-19).

Como o cordeiro pascal tinha que ser separado e observado por quatro dias antes de ser sacrificado, aqui começam os quatro dias de Jesus ser observado também – Êxodo 12:1-6:

“1 E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: 

2 Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. 

3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. 

4 Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. 

5 O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. 

6 E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.”

Dia 11 de Nisã (segunda-feira) – Em Marcos 11:12 e 15, há o registro do que se deu no dia seguinte: a maldição da figueira sem fruto e a segunda purificação do templo.

E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze. 

12 E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 

13 E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. 

14 E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto. 

15 E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas. 

16 E não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo. 

17 E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões. 

18 E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina. 

19 E, sendo já tarde, saiu para fora da cidade.” (Marcos 11:11 a 19)

Dia 12 (terça-feira) – Na manhã desse dia os discípulos observaram que a figueira secou, conforme a palavra de Jesus – Mc 11:20 (Mt 21:20-22 e Lc 21:37-38).

20 E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes. 

21 E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eis que a figueira, que tu amaldiçoaste, se secou. 

22 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; 

23 Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. 

24 Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. 

25 E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. 

26 Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.” (Marcos 11:20-26)

A terça-feira foi mesmo um dia intenso: os fariseus e escribas tentando apanhar Jesus em alguma falha, como quando perguntam com que autoridade ele fazia “estas coisas” (Mc 11:27), e fizeram o interrogatório sobre a questão dos impostos (Lc 20:20), sobre a ressurreição (Lc 20:27), e sobre o primeiro mandamento. Foi nesse dia que Jesus contou a parábola dos dois filhos (Mt 21:28), do dono da vinha e das Bodas. Também Jesus expôs a ignorância espiritual dos líderes religiosos quando lhes perguntou sobre o que eles pensavam sobre o Messias (Cristo) – Mt 22:41-46. Naquela intensa terça-feira temos o último discurso público de Jesus, quando Ele denuncia a hipocrisia dos líderes judeus e o seu choro ao olhar a cidade de Jerusalém – Mt 23:1-39. Ele é finalmente rejeitado (Jo 12:37-50), e profere seu sermão profético – Mt 24 e 25. Depois, Jesus se volta para os seus discípulos e prediz sua morte (Mt 26:1-2).

“1 E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos: 

2 Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado. 

3 Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás. 

4 E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem. 

5 Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.” (Mateus 26:1-5).

Agora, está chegando a quarta-feira.

Mas, é assunto para estudarmos amanhã, se Deus assim nos permitir.

 

 


Pr. José Nogueira


2012-04-04 00:00:00

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