Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Bíblia Online

[ cristoevida.com ]

  • youtube
  • Instagram
  • twitter

Artigos

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
www.cristoevida.com


Vícios – Um Banquete no Túmulo Cap. II

Edward T. Welch


Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Artigos – www.cristoevida.com

 

Vícios – Um Banquete no Túmulo

Edward T. Welch

Capítulo 2

Não precisa ir até o túmulo com os vícios. Há esperança em Cristo.

...........................................................................................

Já colocamos aqui o resumo do Capítulo 1 do livro “Vícios: Um Banquete no Túmulo”. Esse livro de Edward T. Welch foi publicado no Brasil pela Editora Nutra.

O grande mérito dessa excelente obra está no fato de estender o assunto sobre vícios de dependência química e psicológica (como álcool, drogas, etc.) para abordar também os chamados pecados escravizantes, como o pecado da imoralidade e da pornografia, com seus desvios de comportamento como obsessões, homossexualismo e perversões.

Como explicamos no comentário do Capítulo 1, o autor não somente expõe os problemas, mas apresenta a esperança que há no poder do Evangelho do SENHOR Jesus Cristo.

Continuamos com o propósito de fazer um resumo de cada capítulo, pois nosso objetivo é incentivar a leitura e estudo desse valioso livro, tanto para sua própria edificação como para ajudar pessoas que estejam atravessando esse vale sombrio de escravidão ao pecado.

Conforme escrevi anteriormente, tenho usado o livro “Vícios: Um Banquete no Túmulo” em meus trabalhos de aconselhamento bíblico pessoal, e ele tem sido uma ferramenta muito prática e eficiente.

Que o SENHOR Deus abençoe a sua leitura!

* Quaisquer comentários ou observações suas serão muito bem recebidas e analisadas – pastornogueira@bol.com.br

Pr. José Nogueira – www.cristoevida.com

...........................................................................................................

 

 

VÍCIOS: UM BANQUETE NO TÚMULO

Qualquer que seja a natureza do vício (pecado, doença, ou ambos), o homem não precisa levá-lo até ao túmulo. Há verdadeira cura e libertação em Cristo.

 

Resumo do Capítulo 2

Pecado, Doença ou Ambos?

 

Introdução

 

Para termos uma melhor compreensão do vício, devemos estudar um pouco mais o nosso sistema teológico. Percebemos que devemos entender mais sobre a doutrina do pecado. Obviamente não é a doutrina mais importante, mas é um conceito que devemos levar a sério. Podemos comparar às peças de um dominó, que se não estivermos bem convictos e entendidos sobre o pecado, a peça vai cair, destruindo todas as outras áreas da nossa vida.

Quando se é levantado a relação vício-pecado-doença, as pessoas se negam a ouvir, ou porque acham que o preletor não entende do assunto, ou acham que um viciado, ao ouvir aquilo, o levaria a auto-condenação e auto-depressão, ou mesmo porque acham que pecado nada há com os vícios.

Os AA falam abertamente sobre as dificuldades, ressentimentos vingativos, auto-piedade e orgulho. Sua literatura jamais teve medo de falar, como os cristãos falam do pecado. Muitos escritores já trataram sobre o debate de vício incluindo o pecado. Até mesmo autores seculares sugerem a abordagem do vício como uma doença, como algo incompleto. A ideia de alguém ser responsável pela sua própria cura, e não pela causa, nem sempre se encaixa nos dados, reprimindo essa discussão.

Nós pecamos – esta é a mais pura realidade

Até mesmo dentro das Igrejas conservadoras, há muita dúvida quanto à palavra pecado. Se a igreja não se sentir à vontade em falar sobre pecado, como poderá entrar no tão polêmico assunto vício?

Ao se falar de pecado a uma sociedade cheia de auto-estima, auto-suficiência e com uma visão de valor pessoal tão elevada, o pecado parece ser um assunto que ofende. Parece evocar um tipo de puritanismo, e a essas pessoas parece passar uma visão de querer ser superior e que nada vai ajudá-las e/ou edificá-las.

O pecado, no entanto, é bem real. Há pessoas que são mais agradáveis que outras, ninguém trata as pessoas da mesma maneira que outras. Quanto mais éticos, mais teremos consciência dos nossos erros. Se uma pessoa se acha menos agradável, ela está pronta para reconhecer suas falhas e pecados, e, portanto, chega a ser uma pessoa agradável já que ela busca se aperfeiçoar.

Na verdade, definir, falar e expor o assunto pecado, e falar que é uma transgressão à Lei de Deus, não é algo condenatório, crítico ou cruel. Afinal essa é a nossa realidade e faz parte da nossa natureza. Ignorar isso seria um autoengano. Algo que faz parte da nossa cultura é a dificuldade de assumir que erramos, e isso de certa forma ofende o valor próprio das pessoas e por isso não confessam seus erros. Mas é um valor pessoal irreal e impróprio, tendo suas consequências muito além do autoengano.

Parece que os juízos morais estão ficando para trás à medida que a sociedade avança. “Você faz o que quer e eu faço o que quero” deixou de ser uma opção quando o assunto abuso sexual chegou ao olhar público. Porém parece que de certa forma estamos voltando a um passado obscuro. As pessoas querem julgar a causa dos outros, apontando o erro, mas não querem aceitar que apontem os seus. Isso é passível de julgamento, uma vez que querem se fazer acima da Lei de Deus, ao invés de se renderem a ela. Para dizer que alguém está errado, precisamos primeiro nos corrigir. Essa autoavaliação não é fácil, mas é necessária.

Se para várias pessoas essas observações são tão evidentes, porque elas reagem mal quando se fala de pecado e de vícios? Poderia ser porque a Bíblia diz que o pecado é uma violação e que o pecado é contra Deus. Mas as pessoas preferem evitar ou simplesmente acham que isso não se aplica a elas. Acham que Deus nada tem a ver, que é algo dentro delas, que elas mesmas podem resolver, que não é contra Deus, nem contra ninguém. Uma coisa é dizer que errou, outra é reconhecer que pecou e que foi contra Deus.

O pecado é o nosso problema mais profundo

Mesmo entre cristãos, nem sempre o pecado é visto como principal problema. Colocam tantas outras coisas na frente do pecado, que consideram o pecado como algo ocasional.

Mesmo não sentindo ou não vendo o pecado como principal problema, não quer dizer que ele não o seja. Momentos de ira, raiva, maus pensamentos, ciúmes etc. fazem parte do nosso cotidiano e são pecados. O maior pecados de todos é “eu não amo o Senhor meu Deus de toda a minha mente e todo o meu coração”, e isso acontece sempre quando colocamos qualquer coisa no lugar de Deus, mesmo quando não percebemos, quando falhamos em nossa adoração pessoal.

Se dissermos que o pecado não é nosso principal problema, o evangelho fica em segundo lugar. No evangelho de Cristo é que encontramos o perdão para nossos pecados, por meio da graça redentora de Cristo, e onde colocamos nossa confiança nEle. Se o pecado não é nosso principal problema, o evangelho de Cristo deixou de ser o evento mais importante da humanidade.

O problema mais profundo do homem é o seu pecado. O problema do viciado é o seu pecado.

Esta é uma afirmação clara e teológica. Dizer que o problema do viciado é seu pecado, é a mesma afirmação quando dizemos que o problema do ser humano é o seu pecado.

Pecado e Vício

Uma regra óbvia entre cristãos é que a Bíblia é nosso guia. Mas se tratando de vícios, há pessoas que acreditam na Bíblia ainda que elas não dependam dela para moldar sua visão sobre o assunto. Dizem que a Bíblia fala do problema e não do diagnóstico. Crêem que a Bíblia é, de certa forma, silenciosa quanto a vícios, e por isso priorizam a visão científica.

1 - O Ensino Bíblico

Os escritores da Bíblia Sagrada estavam bem familiarizados com questões de vícios mais que nós mesmos. Sobre embriaguez, sempre foi chamada de pecado e não doença. Embriaguez é contra Deus e Sua Lei. E na Palavra de Deus vemos exemplos disso: Noé, Ló, Nabal, etc. Pessoas que se envolveram-se com a tolice do álcool. Provérbios 23:29-35 vai descrever sobre um homem que bebe demais... atração cativante, irracionalidade, desejos aparentemente irresistíveis etc. O Antigo Testamento está totalmente ilustrado com a experiência de vícios.

No Novo Testamento o padrão de embriaguez é o mesmo da imoralidade sexual, roubo, avareza, egoísmo etc. Faz parte da natureza pecaminosa do homem. O Novo Testamento apesar de diferenciar doença de pecado, ela sempre coloca embriaguez na posição de pecado.

Quando observado com atenção, a embriaguez não afeta apenas a pessoa, mas é um pecado contra Deus, pois vai mostrar que o Senhor da pessoa são seus desejos. A pessoa acaba desejando mais as coisas criadas do que o Criador. Acaba violando o mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”. Na verdade, ser escravo do pecado (vício) é uma forma de adoração própria. Por exemplo, a adoração ao dinheiro é na verdade uma máscara para ter o que se quer. O bêbado não bebe para glorificar a Deus, nem para amar ao próximo, mas para satisfazer seus desejos.

O vício interfere em nossa vida profissional. Relacionamentos rompidos. A dor não virá por meio de agressões físicas, necessariamente, mas por palavras ásperas, acidentes de carro (provocados pela embriaguez), negligência, promessas quebradas e decisões tolas. O viciado, inevitavelmente no caso de dependentes químicos, fere ou pode ferir outras pessoas profundamente.

Algumas pessoas vão achar que a Bíblia ainda não diz muita coisa, pois a Bíblia vai falar sobre embriaguez, e a sociedade chama de alcoolismo. Então dizem que alcoolismo é uma doença. Temos que tomar cuidado com argumentos, pois podemos acabar achando que as Escrituras estarão alheias em relação a problemas supostamente modernos.

Cientificamente não há diferença ente o ébrio e o alcoólatra. Não há exames que diferenciem um do outro. E têm comportamentos idênticos. Ambos perdem o controle, o domínio próprio, através de intoxicação química. A questão é a perda de controle. O viciado encontra-se “indefeso” diante do seu vício (claro no caso de dependente químico).

Questiona como uma pessoa pode pecar, se ela não consegue escolher fazê-lo. Já que o pecado é uma escolha autoconsciente, e o viciado não se sente tomando uma escolha, já que a bebida é quem toma a decisão. Mas quando pecamos, pretendemos pecar. Sabemos o que fazemos. “Se uma violação legal for involuntária, não existe uma culpa real”. Nesses casos a pessoa não é culpada por motivo de insanidade ou problema mental e é hospitalizada.

2 - A Escolha de um Vício Pessoal

A questão crítica está em decidir olhar o vício como pecado ou doença. A maioria das pessoas diz que se fizer algo de errado, e for de propósito e de maneira consciente então é pecado. Mas se fizer algo errado sem intenção então é doença. Então embriaguez, bebedice ou alcoolismo se tornam doença. Pode-se até aceitar que no começo isso seja um pecado, mas logo se transformou em doença.

Como conciliar a natureza descontrolada do vício e a natureza intencional e consciente do pecado? As duas parecem ser diferentes.

A doença não se encaixa tão bem quanto se pensa. Os desejos no cerne da experiência do vício não é a mesma coisa como se fosse um vírus invasor. No caso da contaminação, a pessoa o adquire, mas não têm escolha. Você não o quer, você quer ficar livre dele. Porém tornar-se bêbado não é algo que simplesmente acontece. Quem bebe se sente realizado, como uma recompensa. Isso se encaixa a qualquer pecado. Ou seja, o viciado escolhe o seu vício.

A embriaguez proposital proporciona uma breve oportunidade para fugir dos seus problemas, esquecer a dor, curar a timidez, preencher vazios, ser agradável aos outros, afastar solidão etc.

Ou seja, para o viciado, a escravidão com o objetivo de desejo é preferível à liberdade sem ele.

Estudos genéticos na Dinamarca sugerem que filhos adotivos, de pais biológicos alcoólatras têm três vezes mais chances de se tornarem alcoólatras do que filhos de pais biológicos não alcoólatras, mesmo que os pais adotivos não bebam. Porém estes dados são discutíveis quando ocorre caso de gêmeos idênticos e apenas um deles se torna alcoólatra, além dos cientistas não saberem o grau de alcoólatra que aquela criança será. Algo além de genética está em ação.

As Escrituras não se opõem quando cientistas dizem que estudos biologicamente orientados sugerem que a genética pode influenciar. Mas há diferença entre ser influenciado pela genética e ser determinado pela genética. Essas pessoas, então, deveriam ser mais vigilantes em situações em que o pecado pode ser facilmente incitado.

Não são os apelos da ciência que persuadem as pessoas a acreditar que vícios são doenças. Essa teoria persiste porque não há outra explicação do porque das pessoas se sentirem sem controle.

3 - Desejos

Desejos intensos são reais e não se discute. As pessoas sentem como se tivessem coceiras que precisam ser coçadas.

Os desejos podem ser despertados em três situações na vida do viciado:

A - Quando se está abstêmio ou sóbrio

O desejo surge como um impulso imprevisível, mesmo quando a pessoa está “limpa” e não têm ninguém por perto, isto sugere uma causa biológica. Afinal, não houve uma intenção consciente. Então como ser responsável? Este tipo desejo é mais corriqueiro do que se imagina. Mesmo que não haja um motivo aparente, os desejos são frutos de algo que queremos muito.

Somos atraídos por qualquer coisa que gostamos ou queiramos. O desejo de comida pode ser disparado por: tédio, alegria, conversa agradável etc. A pessoa que lutou contra pornografia no passado, se absteve dos desejos por meses, porém teve de fazer uma viagem de negócios, o desejo pode ser imediatamente intensificado, pois o objeto de seu desejo está à vista.

Com substâncias químicas, algo que tenha sido associado com a substância, como cheiros, discussão matrimonial, som de garrafa sendo aberta – é algo suficiente para intensificar o desejo.

Desejos podem ser provocados por nossa própria imaginação, mesmo quando não há lembranças diretas. Mesmo a pessoa estando sóbria ainda pode amar o objeto de seu desejo do passado, surgindo os desejos que não querem aceitar “não” como resposta.

O “não” é possível, mas pouco provável. Se torna mais difícil se houver como ceder sem prestação de contas. É aí que os desejos praticamente se tornam impossíveis de refrear.

B - Depois da primeira dose

Disparado pelo próprio comportamento viciado. Há um pensamento que diz “depois do primeiro drinque, o segundo será irresistível”. Embora seja sábio esse conselho, não é bem assim. E muitos viciados dizem que já tomaram um drinque e não sentiram vontade de tomar um segundo.

C - Quando fisicamente dependente

Uso intenso e diário de produtos químicos (bebidas e drogas) faz o corpo se acostumar com a substância, e aos poucos, a pessoa começa a crer na droga como algo natural para o corpo.

Se o nível da droga for pouco na corrente sanguínea, o corpo pede mais. Se não houver nada no sangue, o corpo mostrará sinais como náuseas. A abstinência pode ser um processo realmente doloroso e até perigoso. Essa é uma maneira pela qual o pecado dá danos, dor e tristeza.

Nesse ponto em vista, o principal é o físico. Deve-se primeiro tratar o físico para depois o espiritual. Não adiantaria falar da Bíblia para um a pessoa que está fora de si. Assim que a pessoa recuperar a sobriedade, deve-se confrontar a pessoa com a Palavra e Deus.

O corpo faz parte do processo de vício. Porém não é o corpo que nos faz pecar.  Não é o corpo que força a violar os mandamentos divinos, embora a vulnerabilidade às tentações venham por meio dele.

O sistema secular usa termos como alcoolismo, tratamentos, sintomas, doenças, terapias, etc. para focar atenção no corpo, no fim das contas, essas palavras comunicam que a causa final encontra-se em nosso corpo e não em nosso coração. Há uma diferença entre enxergar o vício como fraqueza física que faz da pessoa vítima com a visão de uma expressão de um coração egoísta.

  • Fraqueza física => não se muda, se tolera e controla. Não motiva a engajar na batalha espiritual. Limita o papel de Jesus Cristo como nosso ajudador.
  • Coração egoísta => O coração pode receber, pela graça santificadora por meio do Espírito Santo, os recursos espirituais para a mudança. Essa abordagem nos compele a um exame pessoal e ao arrependimento. Clama a Cristo.

4 - Escravidão Voluntária

Há muitas coisas que precisam ser analisadas na Bíblia sobre vícios. Para as pessoas que não enfrentam esse tipo de problemas em sua vida parece fácil dizer não e parar com o vício. Para um viciado, dizer não ao seu vício parece impossível e ineficaz.

Onde nas Escrituras falam sobre experiências difíceis que parecem doença e seja algo real e profundo ou falam de ser controlado e dominado por algo?

O pecado além de ser contra Deus é um poder enganador e controlador que escraviza. As igrejas hoje encontram-se despreparadas por negligenciarem esses aspectos do pecado, assim não sabendo tratar de experiências que parecem acontecer sem propósitos.

Lutero escreveu um livro que no seu tempo e ainda hoje é desprezado, retratando o assunto vício. Lutero diz que a nossa vontade é impotente sem o Poder e a Graça de Deus derramados sobre nós.

O pecado vai além de escolhas conscientes, ele age como um capataz, nos controla, aprisiona e surpreende. Há vezes que pretendemos fazer algo, mas o pecado nos conduz a fazer outras coisas que não queremos. Mesmo querendo realmente mudar, parece uma missão impossível. O pecado se parece com uma doença, e uma das formas da Bíblia retratar pecado é em forma de doença (Isaías 1:5-6)

“Por esse motivo é importante ser um teólogo que vê as Escrituras como um todo, e não como textos isolados”. A escravidão do pecado é similar à escravidão das doenças, embora existam diferenças.

A diferença fundamental é que somos responsáveis pela escravidão do pecado, e Deus pode nos capacitar para abandoná-la.

Pecado é uma doença que infeccionou o coração. Embora voluntário, nos subjugamos a ela, pensamos nela, a desejamos. Somos impotentes, e essa impotência fala que devemos nos inclinar a Deus, pois sem Ele nada podemos fazer. Somos ao mesmo tempo vítimas e responsáveis. É um paradoxo, mas representa a essência de todo hábito pecaminoso. Se alguém negar a natureza descontroladora do vício, então presumirá que qualquer um tem o poder de mudar a si mesmo, e é o que muitos cristãos têm feito.

Por outro lado, haverá problemas se ignorarmos a natureza controladora do vício. A vítima sempre está pronta a culpar alguém. Ela não compreende sua culpa. A obra redentora de Cristo acaba sendo substituída por uma “cura” que não está enraizada da Graça perdoadora. Se o viciado negar sua responsabilidade, ele está indefeso diante da sua doença.

Então, podemos dizer diante da Bíblia que vício é a escravidão a uma substância, atividade ou estado mental que controla e torna-se o centro da vida, que se opõe à verdade de tal maneira que até mesmo as más consequências não trazem arrependimento, conduzindo a um distanciamento cada vez maior de Deus.

O vício resulta da intersecção do nosso pecado com as inúmeras influências em nossas vidas.

O coração e sua avidez por idolatrar desejos físicos ó vícios ó As influências sobre o nosso coração: natureza e criação.

O pecado pode se tornar uma doença?

Se o cristão luta com as Escrituras para ter uma perspectiva do tipo AA, surge um híbrido: o vício começa com o pecado e termina como doença. Combina o “melhor” dos dois mundos, Bíblia e experiência, de abordagem de vícios.

Essa abordagem parece fazer sentido. Obvio que o primeiro porre vai ser totalmente diferente do quinquagésimo. Assim é o pecado, e isso vai escravizando.

O pecado é o problema fundamental, do começo ao fim. Entretanto, há diferença no estágio inicial e posterior de certos pecados. Para alguns pecados, a vida fica muito mais complicada.

  • Mentiras.
  • Substâncias que viciam.
  • Se praticado, o comportamento vai servindo a vários propósitos.
  • O corpo se sente gradativamente doente, subnutrido e desejando mais.
  • Desesperança e culpa.
  • Começa-se a acreditar nas próprias mentiras.

A progressão do vício começa com o pecado ingênuo e se desenvolve ao pecado endurecido e encurralado. Começa com poucas consequências e vai até consequências dolorosas. Com a prática o corpo fica doente, alma entorpecida, relacionamentos rompidos. O pecado repetitivo escraviza, provoca grande quantidade de consequências dolorosas, e no abandono de Deus. Até que entrega pessoas aos desejos de formas que jamais se saciarão. Uma grande tragédia.

De volta à idade das trevas?

Discutir pecado, relacionado com vício, há um vago sentimento que devemos nos desculpar. A doutrina do pecado tem sido usada para coagir o viciado, porém, existe a preocupação que qualquer menção ao pecado impedirá o viciado de buscar ajuda.

Essas preocupações fazem sentido. O problema não está na doutrina do pecado, pois o pecado é uma realidade. O problema é o coração humano que diz naturalmente: “eu estou bem e você não”. Ele se justifica, acusa, se julga bem e julga o próximo como alguém inferior.

Sistemas e programas que evitam ou negam as Escrituras terão, em si, problemas significativos: teologia ruim, problemas ruins. A resposta é permitir que a doutrina do pecado torne-se uma característica comum de nossa visão acerca do eu e do discurso público. O preceito básico cristão deveria ser a humildade.

A humildade nos protege de sermos duros e críticos. Devemos admitir que jamais vamos deixar o pecado com nossos próprios esforços. Jesus Cristo é a Palavra final e não o pecado. O pecado deveria nos levar direto a Jesus. A saída do pecado é falar mais de Jesus, do Salvador, Redentor e Libertador, do que falar sobre o pecado.

Não deveríamos nos preocupar de um viciado ficar paralisado pela culpa se falarmos sobre pecado, afinal ele já está paralisado pela culpa e vergonha. A nossa obrigação é guiar esse viciado ao Único Deus que perdoa, liberta, ama e capacita. Como libertos da nossa própria escravidão, devemos guiar outros onde encontrar vida e esperança.

“A doutrina não deve ser apenas prática, ela também precisa conduzir naturalmente para Jesus Cristo”.

............................................................................................................

Leia outros ARTIGOS:

[ 29/3/2012 ] » Reflexões de um Velhinho de 50 anos

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 8/3/2012 ] » Satanás Entre Os Santos

----------------------------------------------------------------------------------------------

 [ 2/3/2012 ] » Coração de Manteiga

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 24/2/2012 ] » O Perigo da Imprudência

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 2/2/2012 ] » Conformidade

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 1/2/2012 ] » Saudade e Nostalgia

----------------------------------------------------------------------------------------------

 [ 28/1/2012 ] » Encontrei o que Procurava...

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 24/1/2012 ] » Mais Dez Planos e Sonhos

----------------------------------------------------------------------------------------------

 [ 20/1/2012 ] » O Reencontro

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 19/1/2012 ] » Presunção

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 14/1/2012 ] » Gigantes – O Retorno

----------------------------------------------------------------------------------------------

[ 13/1/2012 ] » Tinha que ser Você

 


Pr. José Nogueira


2012-05-22 00:00:00

TV Cristo é Vida - Ao Vivo aos Domingo
Israel 2018

© IBFCV • Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Avenida K, nº 911 - Planalto da Barra - Vila Velha - Fortaleza - Ceará - Brasil - CEP 60348-530 - Telefone: +55 85 3286-3330