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Vícios – Um Banquete no Túmulo Cap. IV

Edward T. Welch


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 Vícios – Um Banquete no Túmulo

Edward T. Welch

Capítulo 4

Cemitério judeu em Jerusalém – os visitantes colocam pedras sobre o túmulo para registrar a visita – pedras duram mais do que flores (e são mais baratas).

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Assim o site Skoob fez a resenha do livro “Vícios: Um Banquete no Túmulo”:

“Vivemos em uma cultura em que a teoria e a linguagem sobre o vício são controladas por categorias seculares. Termos como doença, tratamento, e mesmo vício nos levam à ideia de que estes problemas têm a sua causa final no corpo ao invés de na alma - uma visão comumente aceita e completamente oposta ao ensinamento bíblico. Pensar biblicamente sobre estes problemas difíceis exige muito mais do que a redefinição de termos.”

Agora trazemos o resumo do Capítulo IV desse importante livro. 

Tenho usado o livro “Vícios: Um Banquete no Túmulo” em meus trabalhos de aconselhamento bíblico pessoal, e ele tem sido uma ferramenta muito prática e eficiente.

Que o SENHOR Deus abençoe a sua leitura!

Pr. José Nogueira – www.cristoevida.com

* Quaisquer comentários ou observações suas serão muito bem recebidas e analisadas – pastornogueira@bol.com.br

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VÍCIOS: UM BANQUETE NO TÚMULO

Sempre há esperança em Jesus Cristo.  

Resumo do Capítulo 4

O Processo de Queda Gradual no Vício 

 

Introdução

            Qualquer tema bíblico poderia ser escolhido para ser tratado, mas foi escolhido o tema idolatria que têm maior relevância e aplicação para nós: de que forma a idolatria ajuda a analisar os estágios de queda gradual no vício, desde um experimento ingênuo ao de um vício escravizante.

            Muitos anos atrás, houve um período em que a ciência acreditava que a pessoa que têm uma pré-disposição a qualquer tipo de vício, no momento em que ela experimentasse o objeto de vício, ficaria viciada no mesmo instante. No entanto, enquanto que para umas pessoas elas possam se apaixonar por alguma coisa instantaneamente, a idolatria é algo bastante gradual que começa antes mesmo da pessoa experimentar seu vício.

           

Por natureza, estamos todos “em queda”

            A humanidade divide o mundo em dois grupos, os que são tendenciosos para o vício, e os que não são. Mas, todos são pecadores, essa é a realidade. Em Adão todos pecaram, mas agora, todos escolheram continuar pecando por conta própria. Todos já experimentaram o desejo ímpio e a escravidão voluntária. A grande diferença (única) é que alguns vícios trazem uma maior consequência trágica e são mais visíveis. Há pessoas que já se agarraram em Jesus Cristo e foram libertas dessa escravidão e puderam crescer. Ao nos identificar com esse processo de queda, não deveríamos nos preocupar menos com as pessoas, pelo contrário, deveríamos ter mais amor e mais tolerância  para com os outros, ajudando-os.

 

Estar despreparado ou ser indiferente

            A queda real começa sutilmente. A evidência de vício é marcada por pequenos passos e não por uma rebeldia evidente, há uma ausência da sensibilidade do que é certo e errado. A indiferença passa despercebida. Acha-se: o erro não é tão ruim.  Tudo ocorre de forma suave, quando na verdade tudo ao redor parecer sinalizar que estamos errados.

            O povo de Israel recebeu a Lei do Senhor sem temor, por isso eles caíram desta maneira. Eles apenas ouviram, e desprezaram e não se vigiaram, por isso começou a tolerar a presença de outras nações, se misturaram com os povos e acabaram na idolatria deles. Por isso Deus permitiu com que fossem surpreendidos pela Assíria e Babilônia.

            O uso de drogas na adolescência começa com pequenos passos. “Isso simplesmente acontece”, como testemunha uma garota do 2º ano do ensino médio.

Eles apenas experimentam alegando curiosidade, ou por fazer parte de uma roda de amigos. É apenas uma atividade social (como testemunhou de um garoto do ensino médio)

            Pedro bebeu com 19 anos depois do primeiro ano de faculdade (menor idade do EUA). Saia do trabalho pra almoçar com uma colega (hoje alcoólatra), que tomava duas doses de Martini antes do almoço. Ele resolveu experimentar e gostou. Nesse tempo ele ainda podia parar.

            Bebia duas a três vezes a ano, quando voltou a faculdade.

            A experimentação gradativa, não faz parte das “grandes desobediências”, mas sim das “pequenas coisas”. Aconteceu isso com a nação de Israel. Eles foram desobedecendo aos poucos, discretamente, somente assim contaminaria toda a consciência coletiva de nação. Fizeram um tratado com um país distante que se tornou nação vizinha; Manassés falhou em expulsar os canaanitas e em menos de um século estavam familiarizados com os povos vizinhos e idolatrando seus baals.

            Assim é o pecado. Passa despercebido por nós. Com certeza nunca é a nossa intenção dar passos rumo à idolatria, assim como provavelmente não era a intenção de Israel, mas a idolatria é algo automático. Se não estamos vigilantes, ela entra em ação. Caso advertíssemos os israelenses, eles teriam negado essa idolatria.... assim como nós, se fossemos  advertidos de algum tipo de idolatria, vício ou pecado (iniciais), provavelmente nós iríamos negar.

            As preocupações dos pais em relação aos filhos na adolescência, geralmente é saber se os filhos estão envolvidos com drogas e as filhas grávidas. Devemos clamar a Deus, pelas Suas misericórdias que nos dê a sabedoria  e revelação, no conhecimento dEle.Devemos sempre buscar adorar somente a Ele, a nos deleitarmos em Sua Santidade. Devemos conversar mais sobre Deus com as pessoas.

            Se não procurarmos confessar nossos pecados, falarmos honestamente da nossa letargia espiritual, estarmos alerta onde nossa imaginação é imprudente e ímpia, valorizarmos a repreensão como uma benção, proporcionar um ambiente onde os outros possam falar abertamente conosco, sem medo da nossa ira ou julgamento, tardios em nos irarmos, as pessoas não falarão honestamente conosco, e nem mesmo vão nos procurar.

            Uma questão importante é nos perguntar, se já caímos, se estamos rumo à queda. Ao nos perguntar sobre isso, estamos rumo ao alto, uma vez que suspeitamos do nosso coração, pois ele nos engana.

            O vício precisa de uma imaginação pré-estabelecida e uma afeição por seus desejos, ele não acontece simplesmente. Devemos procurar afeições que nos afastem dos vícios.

            Precisamos saber se algo que não seja Cristo está nos controlando.

            Há exceções quanto à regra geral de que as quedas são gradativas. Os que caíram de repente, em geral, queriam fugir das dificuldades de casa, estresse de trabalho, aliviar dor emocional, expressar ira ou desânimo etc. Um amigo sábio saberá ouvir o viciado e aconselhá-lo com a verdade e com amor para lidar com aquelas preocupações.

 

Amizade

            Quando se passa a ouvir um viciado, percebe-se um ponto na qual a experiência e a verdade se distanciam. O viciado acha que está tudo bem. Ele deixa as amizades e passa a ter tempo apenas para seu objeto de adoração: o vício. Gasta dinheiro, até o que não têm. Só pensa no seu ídolo. Mas não consegue enxergar as coisas com clareza para julgá-las.

            O estágio de pré-vício parece divertido, a pessoa acha que está no controle. Ela se sente mais viva, mas precisará de muitas lições claras para perceber seu erro.

            Para os que continuam nas drogas, elas acham vão suprir todas as suas necessidades, e tudo o que querem: liberdade da dor, poder, prazer.

            O que eles sempre pensam é: “estou no controle”.  Eles se sentem aceitos, tranquilos, relaxados, para lidarem com seus relacionamentos, tudo sem depender de Deus. Mas uma vida longe do Criado só encontra alienação que conduz à miséria.

            Geralmente pensamos em drogas que podem ser porta de entrada como a cocaína, e algo pior como a heroína, mas a verdadeira porta de entrada é o álcool e o cigarro. Já que elas são drogas legais, às vezes não sabem as verdadeiras desgraças que elas podem trazer.

 

Paixão Cega

            Em situações de adultério sexual, relacionamentos se tornam mais íntimos nesse sentido. Duas pessoas compartilham como estão insatisfeitas com seus relacionamentos no casamento. Podem procurar meios para estarem sozinhas, precisam apenas de uma oportunidade e procuram qualquer motivo para contatos físicos. Fazem isso porque gostam, porque satisfazem seus ídolos. O sentimento de pertencer a alguém e ser amado, o proibido, o flertar, agora existem. O adultério agora é mais complexo do que uma mera atração física.

            O relacionamento secreto têm um preço. O casamento é afetado, as amizades, o trabalho, a vida financeira e social. Na família, a culpa é do cônjuge, que perdeu o amor. No trabalho a culpa é do chefe e do ambiente de trabalho. Os amigos são culpados por se distanciarem, ou eles é que têm problemas.

 

O ato de culpar está em alta.

            Nas etapas iniciais do vício, o uso de drogas é controlado por falta de dinheiro(preço), desaprovação da família e da sociedade. Com o tempo , aumenta a disponibilidade e aumenta o interesse. O que era consumido poucas vezes no mês, passa a ser consumido varias vezes por semana.

            Pedro se casou logo ao sair da faculdade, e antes de entrar no exército. Em suas viagens o interesse pelo álcool aumentou bastante. Logo chegou uma época em que ele sentava em um bar, e deixava de jantar para beber, afinal depois de beber bastante, ele não conseguiria sentir o gosto de comida mesmo.

            Ele não era um bêbado negligente em busca de porre, então era fácil fazer vista grossa à bebida. Ele não fazia idéia de como conseguia chegar em casa. Na época ele tinha 29 anos e sentia-se indestrutível.

            Pedro começou a esconder as bebidas no banheiro, mas escondia mais no porão. Ao nascer seu primeiro filho, ele comemorou com uma dose, depois continuou a beber, passou pra um copo maior, e depois esse copo só tinha bebida, sem gelo e estava cheio até a boca. Passava muito tempo no porão sozinho, escondia suas bebidas lá, mas ninguém sabia.

 

            Quando um viciado é descoberto, é incrível como as desculpas são criadas. .

Enquanto cegamente apaixonados, o viciado por bebidas planeja ocasiões para beber. Blackouts são comuns e podem ser um dos objetos do vício. Alguns bebem para esquecer. A amnésia temporária do álcool permite isso.

            Aquele que está apaixonado por sexo faz rotas tortuosas para passar em bancas de revistas adultas. Ele corre um risco, que para ele, vale a pena.

            Nesse estágio, as características comuns, são as promessas quebradas. É nesse momento que a família e os amigos percebem que há algo errado. Eles não sabem o que está acontecendo, mas sabem que há alguma coisa errada.

            A resposta mais natural é tentar não confrontar a pessoa de frente. É tentar fazer um ambiente mais normal possível. É nesse momento que os que estão familiarizados com o ciclo do vício falam em facilitadores. Que são pessoas agradáveis, mas eles vão tentar atenuar o problema. Não se deve ceder à pressão. Se não se sabe o que fazer, devemos procurar ajuda. A estratégia é nós mesmos tentar ajudar, caso não consigamos, devemos procurar ajuda. Deus nos dá sua palavra e seu povo como recursos primários.

            Ao dizer para um viciado que vamos procurar ajuda, ele pode reagir de diversas formas, seja com ira ou ameaças. Mesmo que a pessoa diga que é só uma fase, que vai tudo melhorar, devemos buscar ajuda. Devemos procurar ajuda do pastor ou de alguém que possa dar bons conselhos.

             viciado vai nos acusar, dizendo que a culpa é nossa. Devemos levar em consideração as acusações, e se realmente falhamos em alguma coisa, devemos pedir perdão.

            Ainda assim, apesar de nossas falhas, isso não nos desqualifica para confrontarmos em amor, segundo Mt 7:3-5. As Escrituras indicam que confessar nosso pecados, nos autoriza a falar ao próximo os pecados dele. Somente depois da nossa confissão podemos falar com atitude isenta de acusação.

            Esteja preparado para qualquer reação. Qualquer reação à ajuda, pode fazer você perguntar o que aconteceu. Não significa que devemos nos calar, mas que precisamos de ajuda para pensar como viver e falar de forma criativa.

 

Amor e Traição

            O vício se expande. Ele agora não apenas é algo cotidiano da pessoa, mas agora é a solução para tudo. Todo tipo de emoção que ele sentir, a resposta é praticar o vício.

            Quando a família está ciente do caso, agora eles passam a esconder as chaves do carro,  diluem as bebidas encontradas em casa. Mas raramente  vão confrontar o viciado de forma direta. Preferem até mesmo conversar, já que tudo é motivo de ira e discórdia.

            Os viciados procuram montar estratégias para criar problemas. Eles criam problemas familiares, antecedendo uma farra mais adiante. Embora nem sempre seja planejado, é algo calculado para uma futura desculpa.

            Muitos usuários de drogas jamais pensariam vender drogas, mas é no que eles acabam se envolvendo, e roubar os pais é um fato. As desculpas dos viciados são cada vez mais bizarras, quase cômicas.  Eles vendem tudo para conseguir drogas. A culpa sempre é dos outros, afirmam.

            O que é até assustador, é o fato de que as drogas impedem que os viciados aprendam a viver. Ao invés de procurar resolver os conflitos, eles fogem e procuram apenas soluções temporárias. E a cada uso, eles perdem um pouco mais dessa habilidade para viver. Eles ignoram a sabedoria, se parecendo cada vez mais com crianças.

            Os viciados ainda acreditam que a droga não os controla. Acreditam que ela preserva a sua auto-imagem, isso os ajuda, faz com que se sintam normais. Dizem que têm um sentimento mais profundo da realidade e da verdade. Até percebem que existe um preço a se pagar, mas não se importam. As drogas deram a eles um sentimento artificial de que está tudo bem.

            Mesmo que o comportamento do viciado não esteja totalmente exposto, os familiares e amigos, passam por muitas emoções. Às vezes acham que está tudo bem, e outras parecem enlouquecer, achando que o problema talvez sejam eles. A vida para entes e amigos se tornou algo imprevisível. A menos que busquem o Senhor e clamem a Ele, ficarão buscando respostas e maneiras de como conter o comportamento do viciado.

 

Adoração

            O viciado torna-se um adorador desprezível, no fim.  O fim da espiral é a escravidão. Seus ídolos prometeram liberdade, vida e prazer, mas no fim tudo termina em escravidão.

            O adultero torna-se obcecado. Ele têm ciúmes do seu cônjuge. Tudo é um reflexo da influência de sua amante. Ele foi escravizado por seus desejos. E se a relação com sua amante se desfaz, ele entra e depressão, fica infeliz e pode até mesmo cometer suicídio.

            Isso ocorre com um drogado. As drogas são seu companheiro constante. O viciado está sempre pensando na sua droga, e depende fisicamente dela. Durante a farra, ele não poderá parar de consumir a droga, pois já ocorre a abstinência física.

Para Paulo, o fumar um baseado, que é o seu café da manhã, o preparava para mais um dia chato de casamento e trabalho.

            Para amigos, o poder da droga é algo visível, para o dependente, o autoengano se sobressai. Essa negação consiste apenas em mentir sem medir esforços, mas essa mentira o leva a um engano pessoal mais profundo.  Ele se torna um insensato sem percepção da droga e de suas consequências. Pra eles, não há problema algum.

            Muitos viciados, em um estágio mais profundos, parecem não se importarem mais e não sentirem mais culpa alguma. Eles se tornaram moralmente insensíveis a seus pecados. Mas podemos descobrir que eles sentem muito mais culpa do que poderíamos pensar. Eles se sentem culpados por destruírem suas famílias, machucar amigos, de irem contra a vontade de um Deus Santo. No caso de dependentes químicos, a única forma que eles enxergam de se verem livres de sua culpa, é ingerindo mais da sua droga.

            Pedro passou por problemas médicos, mas só ele sabia do que se tratava. Ele teve convulsão causado pela bebida, mas isso não era impedimento para ele parar de beber. Durante um jantar, teve dores de estômago, mas nada que ele não resolvesse, vomitou e voltou a beber.

            O fim para o segredo de Pedro chegou ao fim, quando ele chegou em casa. Não havia ninguém em casa, e Pedro bebeu, bebeu e bebeu. Subiu as escadas, e desmaiou lá mesmo. Quando sua esposa chegou em casa, ele ainda estava lá, ela pensou que era outra convulsão e chamou os paramédicos. No hospital o médico disse que o nível de álcool em seu sangue era tão alto, que mataria a maioria das pessoas. Ele foi desintoxicado e levado a um programa interno de recuperação.

            A dor dos que amam os viciados não pode deixar de ser enfatizada. O viciado se relaciona tanto com seu ídolo, que ninguém consegue se relacionar com ele, mas apenas testemunhar a sua autodestruição. Ficaríamos paralisados se não fossem as perguntas:

1-     O que fiz de errado?

2-     Se fizer alguma coisa, a situação pode piorar, mas se não fizer, não sei como continuar. O que fazer?

3-     Devo ficar calado e submisso(a)?

4-     A Bíblia permite que uma pessoa abandone a casa ou me abandone?

5-     O que dizer aos filhos?

6-     O que dizer aos amigos?

7-     Caso a pessoa peça perdão, será que isso fecha as portas para discurtirmos o que aconteceu?

8-     Se eu contar a outras pessoas, será que ele(a) se sentiria traído(a)?

9-     Posso me divorciar?

10- O que fazer se perceber que estou em perigo?

 

Teologia prática

À medida que você enfrenta o seu vício

Você pode não identificar-se com todas as fases e exemplos citados neste capítulo, mas terá que reconhecer que há algumas que honestamente você terá que perceber que realmente existem.

 

À medida que você ajuda o próximo

É sábio pedir ajuda (Pv 19:20 e 20:18).


Pr. José Nogueira


2012-08-24 00:00:00

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