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Calvinismo Moderado


CURSO BÍBLICO DISCIPULAR - CBD
TRABALHO - TEOLOGIA SISTEMÁTICA II

Anne Karoline Tabosa Barbosa

 

 

REFUTAÇÃO À RESENHA CRÍTICA DO PROF. JONES MENDONÇA AOCALVINISMO MODERADO DE ERICKSON

        O professorJones começa a sua resenha crítica apresentando alguns pontos do modelocalvinista moderado proposto por Erickson, como a eleição e a predestinação (capítulo12 da “Introdução à Teologia Sistemática” de Millard Erickson -ERICKSON,Millard. Introdução à Teologia Sistemática. J. Trad. Luci Yamakami. São Paulo:Ed. Vida Nova, 1997, p. 143-156). Depois ele fala do trabalho de fundamentaçãobíblica que Erickson fez para atestar a atuação de Deus na história, planejandoe ordenando os eventos. Até aqui Jones parece concordar com Erickson quando dizque “Deus realmente determina a chuva, as catástrofes e a construção de umacisterna... Foi Ele também que decretou a traição de Judas e a condenação demilhares de pessoas ao inferno...”.

         Mas, segundo Jones, há dois problemas na argumentação deErickson quanto à predestinação.

 

O primeiro, ele diz que está na insistênciade Erickson em conciliar predestinação com liberdade humana. Jones, então,compara uma citação de Erickson onde ele fala que “o plano de Deus não nosforça a agir de maneira específica, mas assegura que vamos agir livrementedaquela forma” com a história de um homem que, mesmo tendo a possibilidade desalvar a todos, escolhe salvar apenas algumas das pessoas que estão em um buracocheio de lama e são arrastadas pelo lamaçal para o fundo, não tendo como sesalvarem sozinhas. Ele diz que os não escolhidos era livres para qualquercoisa, menos para se salvarem. Ou seja, já que é Deus quem elege (determina) osque vão ser salvos e os que não vão, o homem não tem escolha. Pois, não temcomo ir contra os decretos de Deus.

Mas, não é bem assim.

De fato, nenhum dos planos de Deus pode serfrustrado (Jó 42:1). O plano de Deus é eterno, ou seja, Suas decisões foramtomadas desde a eternidade, antes do início do tempo (Sl 139:16), e não àmedida que os fatos vão ocorrendo. Deus determina salvar o pecador, não porqueEle, pela Sua presciência, já sabia da decisão que ele iria fazer por Cristo.Antes, Ele sabe, porque predeterminou (predestinou) que tal pecador iria sersalvo (Ef 1:4). Pois, o plano de Deus não é condicionado pela decisão humana. Noentanto, embora os atos humanos façam parte do plano de Deus, cada ser humano éresponsável pelas suas próprias decisões. Deus não constrange, não forçanenhuma pessoa a tomar quaisquer decisão. Mas, embora sejamos nós osresponsáveis por nossas próprias escolhas, todas elas estão dentro do plano deDeus, tendo sido determinadas desde a eternidade. Se não fosse assim, Deuspoderia cometer erros em Seus planos (eu poderia agir de modo diferente do queEle espera).

O segundo problema, que Jones alega existirna argumentação de Erickson, diz respeito à responsabilidade pelo pecado. Elecritica Erickson por ele dizer que todas as características biológicas do homeme o ambiente em que ele nasce são estabelecidas por Deus, sendo então o homemum produto, não do meio nem da sua hereditariedade, mas de Deus. Jones, citandocomo referência Paulo Freire, acredita que muitos elementos influenciam ohomem, mas que jamais determinam o seu comportamento. Pois, para ele “se Deusdetermina nossas ações como pode nos responsabilizar por elas?”. Parece que eleentende liberdade como espontaneidade total, escolha aleatória. Mas, nada écompletamente espontâneo ou aleatório. Se for assim, a liberdade humana é umaimpossibilidade prática. No que diz respeito a decisões e ações humanas, nada écompletamente espontâneo ou aleatório. Há uma medida de previsibilidade nocomportamento humano. De fato, sou livre entre várias opções. Mas minha escolhaserá influenciada por aquilo que sou, e o que sou foi determinado por Deus(ERICKSON, 1997). Então, o pecado que cometo estava nos planos de Deus. Mas,quem decidiu pecar, fui eu. Logo, sou culpado pelo meu pecado.

Jones conclui sua críticadizendo que crê que Deus age na história, que Ele se preocupa com o homem e quedeseja que tenhamos comunhão verdadeira com Ele. Mas, diz que não crê que Deusé quem determina nossas escolhas. Para ele somos apenas influenciados pordiversos fatores, como cultura e hereditariedade, e Deus age independentedeles. Porém, como vimos, quem estabeleceu desde a eternidade esses fatores foiDeus. Logo, somos um produto de Deus, em que nossas ações e decisões são feitase tomadas por nós, mas porque já foram predeterminadas por Deus.


Anne Karoline


2013-04-25 00:00:00

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