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IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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Aconselhamento Bíblico

Romanos 15:14


INTRODUÇÃO

Aconselhamento Bíblico é um trabalho de equipe: Conselheiro (s), aconselhado e o Espírito Santo. Os três são igualmente importantes, tanto na anamnese, quanto no discernimento, e mais ainda no tratamento com a Palavra de Deus – 2 Timóteo 3:16-17.
O conselheiro bíblico tem que ser alguém com as qualidades descritas em Romanos 15:14:
“Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros”
  1 – Cheio de Bondade: Uma pessoa que ama o próximo e quer ajuda-lo, para isso ele vai dispor seu tempo e oração. Bons conselheiros bíblicos são pessoas que se interessam por pessoas, por isso elas despertam a sua atenção, seu amor, e seu interesse de dispor de tempo para ajudar.
 2 – Cheio de todo o Conhecimento: Ele deve conhecer a Bíblia, suas doutrinas, seus princípios, deve ser alguém que tem experimentado em sua vida o valor e a utilidade prática da Palavra de Deus. Ele deve manejar bem a Palavra (2 Tm 2:15).
 3 – Apto para aconselhar: “podendo admoestar-vos uns aos outros”. O sentido é de alguém capaz (apto), que pode confrontar. Ele é digno de confiança, capaz de receber as cargas dos outros sem ser afetado por elas, e que vai ser usado pelo Espírito Santo na cura, na restauração, na correção, e no novo andar.

 

DESENVOLVIMENTO
 Uma das matérias primas do estudo das pessoas são os bons escritores. Eles, como ninguém, descrevem o íntimo, as nuances, dualidades, contradições, dilemas, reflexões, sequelas e os aspectos psicológicos imprescindíveis no estudo do comportamento humano.
No filme “Terra das Sombras” que conta a história do escritor cristão C.S. Lewis, há uma cena em que C.S.Lewis dá uma aula de Literatura. Ele discute com seus alunos sobre quem é mais importante, ou que gera a história, o personagem ou a trama?
Há livros e filmes que a trama, o conflito, é o motor possante e marcante da obra. Noutros, os personagens são inesquecíveis, geram inúmeros conflitos e soluções interessantíssimas (assistam com essas lentes “Tinha Que Ser Você”, comentário postado em ARTIGOS –
www.cristoevida.com , em 13/01/2012)
A Revista Super Interessante publicou uma matéria ressaltando alguns transtornos com nomes inspirados em personagens, que fazem questionar, em termos, quando acaba a realidade e inicia a ficção [e vice-versa].

 

Alice, personagem de Lewis Carroll, de 1865, escolhia a fim de penetrar no País das Maravilhas. Em 1955, o psiquiatra J. Todd descreveu esta condição neurológica que compromete os sentidos e a percepção. Chamou de Síndrome de Alice as pessoas acometidas de problemas de percepção (confusão quanto ao tamanho do corpo, pensa que está crescendo ou diminuindo, mudando de formato também).
Em muitos casos se descobriu que havia estreitas ligações com enxaquecas crônicas e até epilepsia,
Resumindo: Não eram transtornos psicológicos, mas problemas neurológicos, a serem tratados com exames médicos e medicamentos.

 

Em 1911, J.M. Barrie nos levou em um passeio pela Terra do Nunca, lar encantado de Capitão Gancho, de Sininho, dos Garotos Perdidos e, claro, de Peter Pan, o menino que não queria crescer. Não por acaso, é que deste menino levado que a psicologia pegou emprestado o nome para a condição descrita e popularizada pelo escritor Dr. Dan Kiley. A Síndrome de Peter Pan. Encontra-se isso em adultos que nunca conseguiram dar adeus à infância. “Ele é um homem devido a sua idade e um garoto por seus atos”, descreve Kiley em livro publicado em 1983. Considerada uma psicopatologia, a condição ainda não foi incluída na lista de distúrbios da Organização Mundial da Saúde.
Esse transtorno de comportamento pode ser visto em menor ou maior escala nas salas de aconselhamento, que pode ser tratada com os estudos bíblicos que tratem do crescimento e conscientização de grandes personagens bíblicos (Paulo, Jeremias, etc.), levando o aconselhado a ver-se em determinadas situações da vida, como Gideão – Jz 6:11 e 15 – cf. vs. 2 e 14.

 

Você com certeza se lembra dela: Rapunzel é a heroína do conto escrito pelos Irmãos Grimm e publicado em 1812. Inconfundível, a jovem princesa, aprisionada em uma torre sem portas ou escadas, possui longos e belos cabelos dourados. Como você pode imaginar, as madeixas também são uma parte importante da rara síndrome de mesmo nome, descrita em 1968. A Síndrome de Rapunzel está ligada à tricotilomania, transtorno que torna irresistível a vontade de arrancar os próprios cabelos e muitas vezes está associado também à tricofagia: a compulsão pela ingestão destes fios. O problema se agrava porque o corpo humano não é capaz de digerir o cabelo, que pode acabar se acumulando entre o estômago e o intestino delgado. Aí, já viu: caso essa grande massa (chamada tricobezoar) vá crescendo até chegar até o intestino delgado, acaba o obstruindo, tornando necessária sua remoção cirúrgica.
Nesses casos (pessoas que se ferem, comem unhas, etc.), eu sempre recomendo uma terapia associada (conselheiro bíblico mais um psiquiatra cristão), se possível com interação entre ambos, para se descobrir as causas, e fortalecer o tratamento.

 

Obcecado com sua aparência, Dorian Gray, o perturbado e narcisista personagem criado por Oscar Wilde, faz escolhas impensáveis para manter sua juventude eterna. O Retrato de Dorian Gray, publicado em 1890, inspirou a descrição da condição que aflige àqueles que também não lidam nada bem com a ideia do envelhecimento. Ainda não incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (a bíblia dos psiquiatras), a síndrome descrita no International Journal of Clinical Pharmacology and Therapeutics, em 2001, aponta uma das mais comuns “fontes da juventude eterna” procuradas pelos afligidos pela condição: cirurgias plásticas e drogas milagrosas que prometem esconder a passagem dos anos.
O livro de Oscar Wilde, que foi preso por ser homossexual, revela um dos pecados que mais provocam transtornos e males à própria pessoa: a hipocrisia. Ao denunciar a hipocrisia na Inglaterra do Século XIX, pois o jovem belo e admirado pela sociedade era na verdade um prostituto que se aproveitava de um homossexual. Contudo, o RETRATO dele revela sua alma e isso era o que atormentava, provocava distúrbios íntimos e o mataria.
O Conselheiro Bíblico diante desses casos deve cobrar tarefas bem práticas, mostrar os efeitos nefastos do esconder pecado, e os benefícios da confissão a Deus e sincero arrependimento – Pv 28:13=14
13 O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. 
14 Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal.

 

Huck não teve uma infância feliz. O garoto, personagem de As Aventuras de Huckleberry Finn, livro escrito por Mark Twain em 1884, nunca conheceu sua mãe e era constantemente abandonado por seu pai. Ao invés de ir para escola, Huck cabulava aulas e fugia de qualquer obrigação. E, segundo estudos, este tipo de comportamento na infância pode ter impactos ao longo da vida. Vem daí o nome da Síndrome de Huckleberry Finn, que faz uma ligação entre a infância problemática e atitudes erráticas na vida adulta – como a instabilidade profissional, por exemplo. Segundo o Steadman’s Medical Eponyms, a condição seria despertada por sentimentos de rejeição.
Pessoas que não cumprem com suas responsabilidades são vítimas de problemas familiares e sociais. Tais dificuldades o levarão a um Conselheiro Bíblico, que serão apresentadas em formas de problemas pessoais em que pessoas (da família, do trabalho, da igreja) são descritas como culpadas (transferência).
O discernimento espiritual do Conselheiro (orando em silêncio, durante a anamnese) poderá guia-lo na compreensão do problema e no tratamento adequado. A marcação de novas sessões de Aconselhamento darão tempo de oração, estudo (Manual do Conselheiro – de Jay Adams), consulta a conselheiros mais experientes, e perseverança na confiança do poder do Espírito Santo.

 

É verdade o que você ouviu por aí: o ciúme pode mesmo ser uma doença. O sentimento angustiante tem uma explicação clínica – é causado pelo medo da perda de um objeto amado. Até aí, tudo bem. Mas, quando o ciúme passa a gerar perturbações e sofrimentos sérios, deixa de ser considerado normal. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quem sofre do Transtorno Delirante Paranóico do tipo ciumento tem convicção, sem motivo justo ou evidente, de que está sendo traído pelo cônjuge ou parceiro. O ciúme patológico e delirante se enquadra na Síndrome de Otelo, cujo nome remete à obra escrita por William Shakespeare em 1603. Em Otelo, o Mouro de Veneza, o personagem-título é devorado pelas suspeitas infundadas de que sua esposa, Desdêmona, estaria o traindo. Se você não sabe como termina a história, uma dica: ninguém vive feliz  nem termina feliz sem resolver seus problemas.
Os pecados da carne como CIÚME e INVEJA são destruidores de si e das pessoas envolvidas. A INVEJA é um dos pecados mais disfarçáveis e nunca assumidos (em toda a minha experiência de quase 30 anos aconselhando, apenas uma pessoa confessou que “morria de inveja”), são pecados que criaram a barreira do tabu (você já encontrou alguém dizendo que adora uma fofoca?), por isso, pessoas assim devem ser vista como um iceberg (que só deixa na superfície ¼ da realidade).
A técnica da confrontação é necessária, mas muitas vezes ineficaz  se aplicada sozinha (o aconselhado geralmente já sabe que está errada e que isso é pecado). Precisa-se recorrer ao espelho (exemplos, filmes, estudos bíblicos, etc.). Falar da importância do reconhecimento do pecado e da culpa real, da confissão (1 Jo 1:9), do compromisso (Tg 5:16), e do acompanhamento esporádico para incentivar o progresso e a perseverança.

 

CONCLUSÃO
O Aconselhamento Bíblico, apesar de ser uma das responsabilidades pastorais (2 Timóteo 4:2 e Tito 1:9) é um dom que é dado pelo Espírito Santo a alguns membros do corpo de Cristo (Romanos 12:8).

Mas, também o dever de aconselhar biblicamente é uma responsabilidade de toda a igreja – cada membro deve buscar preparo para ajudar seus irmãos – é dos mandamentos da reciprocidade – Colossenses 3:16 e Hebreus 3:13.

Assim, todos devem se preparar, buscar a Sabedoria do Alto, e usar a força do amor para cumprirmos Hebreus 10:25. Assim seja!


Pr. José Nogueira


2013-06-27 00:00:00

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