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Os crentes do Bush e os crentes do Lula - Parte II


Continuação... (Parte I)

Enquanto a parceria Brasil-Israel desapareceu na feira Irriga Ceará, um encontro reuniu brasileiros e árabes no Centro de Treinamento do Banco do Nordeste do Brasil, Passaré, no início do ano. A reunião teve o pomposo nome de "Encontro América do Sul-Países Árabes sobre Semi-árido e Recursos Hídricos". Além de uma parceria que, na prática, visa substituir aos poucos a antiga, com Israel, o seminário foi tratado como "encontro preparatório à Conferência de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes < www2.mre.gov.br/doma/textos/nota_mre_17_03_2005.htm >, que ocorrerá no Brasil nos dias 10 e 11 de maio de 2005". Participarão deste encontro "especialistas em recursos hídricos" de 14 países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Arábia Saudita, Argélia, Egito, Jordânia, Marrocos, Síria e Tunísia. Quem mais entende de irrigação no mundo, Israel, está de fora.

A Cúpula será precedida, nos dias 8 e 9, de reuniões de altos funcionários e de Chanceleres. Na pauta, parceria políticas. Paralelamente acontecerá, entre os dias 9 a 11, o Encontro Empresarial América do Sul/Países Árabes. Na pauta, venda de frangos e perus da S... Bem, os interesses à parte não vêm ao caso. O que queremos ressaltar neste espaço são as implicações espirituais do afastamento do Brasil de Israel e este súbito amor pelos árabes.

Pincelei frases de recente matéria do Jornal O Povo < www.noolhar.com/opovo/economian/457719.html > sobre a safra deste ano: "Pior seca dos último 62 anos"; "pior safra dos últimos anos"; em "Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul os técnicos constataram que a seca afetou praticamente todas as áreas visitadas. O Rio Grande do Sul perdeu 70% da safra de soja. A produtividade é tão baixa que não compensa os custos de colheita"; "No Paraná [houve] queda na produção do milho"; "a crise é grave na região Centro-Oeste" e até mesmo no sempre irrigado Mato Grosso existem locais "onde há lavouras abandonadas por conta da ferrugem."

O que dizíamos naquele INFORMISSÕES é que romper com padrões cristãos, se aliar a inimigos, romper com Israel, poderia trazer conseqüências. Perceba que vivíamos uma euforia pelas seguidas safras recordes naquele tempo. Um trecho do Antigo Testamento me vem a mente. Está no quarto capítulo do livro do Profeta Amós: "Por isso vos dei limpeza de dentes em todas as vossas cidades, e falta de pão em todos os vossos lugares; contudo, não vos convertestes a mim, diz o SENHOR. Além disso, retive de vós a chuva, quando ainda faltavam três meses para a ceifa; e fiz que chovesse sobre uma cidade, e que não chovesse sobre outra cidade; sobre um campo choveu, mas o outro, sobre o qual não choveu, secou-se. (...) Contudo, não vos convertestes a mim, diz o SENHOR. Feri-vos com crestamento e ferrugem; a multidão das vossas hortas e das vossas vinhas, e das vossas figueiras e das vossas oliveiras, foi devorada pela locusta; contudo, não vos convertestes a mim, diz o SENHOR" (Am 4.6-9).

Contrasta com tudo isso as notícias que vem do exterior. No Oriente Médio, árabes fazem mega-passeatas onde se podem ver jovens portando cartazes com frases pró-Bush. Numa dessas passeatas, Jihad Chokr, um engenheiro sunita que tem a guerra contra o Ocidente até no nome, não esconde que, "tal como a imensa maioria dos árabes, nunca aprovou a política externa americana". Mas, reforça as palavras de um amigo, também árabe: "Eu odiava Bush. Agora até começo a gostar dele" 2 .  A declaração mais surpreendente, no entanto, veio do druso Walid Jumblatt, um dos caciques da guerra civil árabe no Líbano, que nunca gostou de Bush: "É estranho para mim admitir isso, mas o processo de mudança está começando por causa da invasão (sic) americana do Iraque" 3 .

Internamente, nos EUA, os crentes estão fazendo a maior "revolução" dos últimos tempos. Com muita dificuldade vão retomando valores cristãos que foram dilapidados pelos Presidentes de Esquerda que ocuparam a Casa Branca desde a década de 60. Proibição do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, fortalecimento das famílias nucleares (marido, esposa e filhos) e políticas de preservação da vida estão na pauta do dia. Há um recrudescimento da prática religiosa e os crentes fundamentalistas estão mais ativos que nunca.

Uma das frentes de batalha onde têm colhido as maiores vitórias está no sistema de ensino. A nação mais desenvolvida do mundo está na contra-mão da ciência graças à tenacidade dos seus crentes. No dia 4 de março passado, Bruce Alberts, diretor da Academia Nacional de Ciências fez um apelo público aos membros da academia para que estes "confrontem os desafios crescentes ao ensino da evolução nas escolas públicas" < http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/usatoday/2005/03/24/ult582u599.jhtm >. Segundo Alberts, os crentes estão impondo o ensino do Criacionismo nas escolas Americanas. E estão mesmo. A Associação Nacional de Professores de Ciência divulgou pesquisa na última quinta-feira, dia 31 de março, dando conta que "os professores estão sob ataque (sic) a todo momento e precisam de apoio dos cientistas" < http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/usatoday/2005/03/24/ult582u599.jhtm >. Usando uma estratégia denominada de "Desenho Inteligente", cientistas cristãos estão voltando a falar da criação do ser humano em mais de 40 Estados Americanos. Depois de amanhã, terça-feira, dia 05 de abril, o debate terá mais um importante round. Numa escola do Kansas, a chapa que disputará a direção de uma escola pública tem um candidato que defende o ensino do desenho inteligente nas aulas de ciência. O caso do Kansas tem destaque pois é a primeira vez que o tema faz parte da plataforma oficial de uma campanha. Os crentes de Bush estão orando e se envolvendo nessa questão.

Enquanto isso, os Crentes de Lula assistem passivos a um homossexual ganhar o Big-Brother e propalar que vai investir boa parte do prêmio de 1 milhão de Reais em "cultura". Os leitores sabem bem o que isso significa. Não me surpreenderia em saber que crentes contribuíram para o sucesso do vencedor assistindo ao programa e - seria terrível - até votando nele. Fazer o quê. Na mesma semana o nosso presidente foi agraciado com o Prêmio Triângulo Rosa < www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u67668.shtml > por ter sido escolhido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais atuante organização homossexual do Brasil, como "O Amigo do Ano dos Gays Brasileiros" em 2004. O título não foi conferido pelas práticas sexuais do Presidente, mas pelo que seu Governo tem feito em prol deste segmento.

A nós, que fazemos a Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida, resta uma coisa: Inspirarmos no que vem fazendo os Crentes do Bush - mesmo sabendo que seremos execrados - e orarmos pelo sucesso do candidato fundamentalista na eleição do Kansas. Quem sabe esse vento sopre, um dia, por essas paragens.


Fontes citadas: 1. Revista VEJA, ano 36, número 41, página 34. 2. Revista VEJA, ano 38, número 13, página 115. 3. Revista VEJA, ano 38, número 10, página 81.

Roberto Santos


2005-04-09 00:00:00

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