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A Ameaça Bolchevique


Bolchevique era a ala dirigida por Vladimir Ilitch Ulianov, o Lênin, durante a Revolução Russa de 1917. Trata-se da mais radical experiência de interferência do Estado na vida de um povo. Iniciada com a proposta de fazer da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) um paraíso para a classe operária transformou-se num dos maiores massacres da história da humanidade. Os regimes Comunistas mataram algo em torno de 100 milhões de pessoas no espaço de 80 anos no século passado. Na semana que antecede o referendo que auscultará o Brasil a respeito da permissão ou não da venda de armas de fogo, é interessante entendermos os mecanismos que movem as ideologias bolcheviques. Se a própria campanha do Sim admite que o resultado do referendo não acabará com a violência, mesmo que eles vençam, o quê, afinal, estará em jogo no próximo dia 23?

Nikita Mikhalkov é um cineasta russo. Especializou-se em fazer filmes revelando as entranhas do bolchevismo. Com “O Sol Enganador” levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1995. Nele Mikhalkov mostra como a onda de denuncismo fez dos outrora “camaradas”, ferrenhos inimigos entre si. Mas seu filme mais instigante é “Anna dos 6 aos18”. Em 1979, no auge da Guerra Fria, quando ingênuos brasileiros tinham na “poderosa” URSS um referencial de sonho, Mikhalkov começou a filmar clandestinamente sua própria filha, Anna, que tinha então seis anos. Por 13 anos filmou a menina e sua interação com o mundo bolchevique numa espécie de vídeo doméstico. Depois, transformou o amontoado de registros num belíssimo filme. Quando começou filmar, Mikhalkov não imaginava o que estava por acontecer no final da década de 80, com a espetacular queda do Comunismo em quase todo o mundo. O filme tornou-se, portanto, uma pérola de inestimável valor para entendermos o quanto a interferência do Estado na vida dos cidadãos pode ser danosa.

Na introdução da película, Mikhalkov comenta: “A URSS tinha tudo o que um império precisa: um imperador, voluntários, guardas, gladiadores, bobos-da-corte, sentinelas, comerciantes, artistas e, finalmente, cidadãos. Tinha tudo, menos Deus. Ou melhor, havia muitos insignificantes deuses vivos, mas as pessoas não tinham um Deus verdadeiro dentro de si. Este império fascinava com seu poder e mistério. Amedrontava as pessoas e as atraía para si. Mas na realidade, o que era esse império sem Deus, cujas sombras cobriam domínios além de suas fronteiras? O que era? Uma fé ingênua no sonho sedutor, porém impossível, da igualdade total do paraíso na terra? Ou o desejo de ser iludido e tomar parte neste jogo gigantesco de iludir os outros em nome do seu próprio bem? Mas um império precisa de inimigos para viver. Se o inimigo não existe, deve ser inventado”.

Depois de fracassar na tentativa de prover desenvolvimento e conforto para seus cidadãos, os bolcheviques não tinham argumentos para frear o descontentamento. O abate dos insubordinados encharcou de sangue o solo soviético. Aos aterrorizados sobreviventes restou a ilusão de que inimigos poderosos estavam a sabotar a maior experiência da Esquerda mundial.

As semelhanças com o Brasil de hoje são tão explícitas que só mesmo a cegueira espiritual justifica tamanha alienação. Aliás, Nikita Mikhalkov de forma brilhante comenta no filme: “Quando o lugar de Deus está vago na alma das pessoas, aparece um exército de bruxos tentando preencher o vazio. Eles persuadem, adulam e seduzem mentes não formadas, as quais mergulham em maiores terrores e incertezas”.

Assistimos no Brasil o que podemos chamar de Triunfo da Mentira. Quer que alguém acredite em você? Então minta. Falar a verdade não passa credibilidade. Quando olhamos as bases da rebelião e da afronta de Satanás para com Deus percebemos que ele, muitas vezes, quer não apenas assemelhar-se ao próprio Deus como copiar-Lhe os planos. Trata-se de um fajutíssimo imitador. Na carta de Paulo aos gálatas há o registro de que Deus mandou seu Filho, a Verdade, “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4).  Seguindo o raciocínio da imitação fajuta podemos imaginar o quanto agrada a Satanás o quadro de triunfo da mentira que vemos nos dias de hoje. Antagonicamente à Verdade está a Mentira. A “plenitude dos tempos” para Satanás será um período pródigo em mentiras.

A manipulação dos números no debate do referendo é uma prova do triunfo da mentira. Peguem os relatórios das empresas brasileiras fabricantes de armas de fogo (um comercio controlado e vigiado) e vocês verão que o Brasil produz 200.000 armas de fogo por ano. Dessas, 70% são exportadas, 20% adquiridas pelas Forças Armadas e equipamentos policiais, 8,5% ficam com as empresas de segurança restando apenas 1,5% (ou 3.000 unidades) para uma venda extremamente dificultada, para cidadãos comuns. A campanha do Sim dá a entender que o Brasil é uma imensa Feira da Parangaba, com mercadores de armas superlotados de estoques.

Outra coisa interessante na construção da mentira é que ela sempre vem envolta em sentimentalismo, música de fundo e, de preferência, associada a um rosto amistoso, de um artista. Basta um famoso citar uma determinada cifra, estatística ou um número qualquer e pronto, faz-se a verdade. “Ó insensatos gálatas”, grita-nos Paulo, “quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade?” (Gl 3.1). “Noventa por cento dos casos de homicídio envolvem pessoas de bem e armas de fogo”. Uau!, que número bonito, 90%! O que não se explica é que se trata de 90% sim, mas 90% dos 5% de crimes solucionados. Com uma máquina policial sucateada e policiais mal pagos e desmotivados, 95% dos casos não são solucionados. Mas se dos 5% resolvidos 90% usaram arma de fogo, vai para as estatísticas ou não vai? Vaai, gritam os insensatos.

O movimento que encabeça a chapa do Sim é uma dobradinha do Sistema Globo de Comunicação com as ONGs Viva Rio e Instituto Sou da Paz. Baseados em dados do Rio de Janeiro eles pretendem impingir uma lei de abrangência nacional. Tomando por base o próprio jornal da família Marinho, O Globo, o pesquisador Peter Hof fez uma interessante estatística. Primeiro coletou justificativas para o desarmamento expostas no jornal. “A Campanha não tem o objetivo de reduzir a criminalidade, mas mostrar ao cidadão de bem de que ter uma arma em casa representa um risco para si mesmo e para a família”, diz Antonio Rangel Pestana, diretor da Viva Rio no jornal O Globo do dia 27/02/05. “A Campanha tem por objetivo tirar armas das pessoas de bem e evitar maiores tragédias, como brigas no trânsito e nos estádios” (Marcio Thomaz Bastos, Ministro da Justiça, no dia 10/12/04). “A proibição da venda de armas e munição para civis tem como principal objetivo reduzir as mortes provocadas por crimes fúteis” (Ilimar Franco, jornalista de O Globo em 08/03/05). “O principal reflexo [do Estatuto do Desarmamento] é na redução da violência passional [maridos/namorados matando mulheres/namoradas ou vice-versa], relacional, e no número de acidentes com armas” (Rubem César Fernandes, diretor da Viva Rio em 23/02/05). “A campanha visa a desarmar o cidadão comum, retirar de circulação aquela arma guardada descuidadamente e que costuma ser a causa de tragédias em famílias, em simples desavenças no trânsito ou entre vizinhos” (Editorial de O Globo em 15/11/04). “O objetivo da Campanha é acabar com as mortes em brigas banais de vizinhos, acidentes domésticos, rixas de família, discussões no trânsito, etc. Que não são poucas.” (Editorial de O Globo, 24/02/05). “... lembremos aos de boa-fé que continua óbvio o que era evidente no começo da campanha: com armas de fogo por perto, brigas de amantes, parentes ou amigos sempre terão mais chances de terminar em tiros – inclusive nas crises românticas entre adolescentes. [Isso] acontece todos os dias.” (Luiz Garcia, jornalista, no dia 30/04/05).

Depois das justificativas, Peter Hof catalogou os crimes publicados nas páginas policiais do mesmo jornal. No período de seis meses em que as frases acima foram citadas o jornal O Globo trouxe reportagens sobre 216 mortes por armas de fogo. Destas, 207 (95,8%) não seriam evitadas pelo desarmamento dos “cidadãos de bem”, ou seja, no Rio de Janeiro, em seis meses, 9 crimes (4,2%) estariam enquadrados naquilo que Viva Rio, Sou da Paz e Rede Globo chamam de “a maioria” ou que “acontecem todos os dias”.

Dos casos não evitáveis pela campanha, sete pessoas foram mortas por portadores legais (3,2%); oito em invasões domiciliares (3,7%); 10 por balas perdidas (4,6%); 23 pessoas foram executadas (10,6% de pessoas que não eram, digamos, muito santinhas.); 28 morreram em crimes não identificados (13%); 31 pessoas morreram em assaltos (14,4%) e 17 policiais (7,9%) foram mortos no embate com traficantes. Estes, os traficantes, foram os grandes perdedores: 83 mortos em seis meses, o que dá 38,4% dos casos registrados pelo O Globo. Nenhuma destas mortes seriam evitadas pelo desarmamento, segundo os argumentos apresentados pelos experts do Governo e das ONGs.

Já os crimes evitáveis seriam: duas pessoas que morreram em briga de bar (0,9%); duas outras em crimes passionais (também 0,9%); suicídio, briga em família e bala perdida em situações semelhantes ceifaram UMA vida cada um, ou seja, 0,5%. Não houve registro de mortes por briga no trânsito ou crime encomendado por rixa no período (0%). Houve duas mortes que não foram devidamente esclarecidas, mas que não se enquadravam no perfil de risco das mortes não evitáveis pelo desarmamento (0,9%).

Se nem mesmo no Rio de Janeiro os argumentos do Sim convencem, porque o Governo insiste em aplicar a teoria para o país todo? O assunto mereceria uma edição especial de INFORMISSÕES. Mas, vamos tentar apenas resumir algumas informações apresentadas por um pesquisador chamado Peter Hof.

Na verdade, o referendo trata-se de uma cortina de fumaça para encobrir interesses escusos. Ailton Brasiliense, diretor do DENATRAN, disponibilizou dados mostrando que no Brasil morrem 100 pessoas por dia vítimas de acidentes de trânsito. Além desses mortos, mil cidadãos são feridos a cada 24 horas, sendo que muitos com seqüelas permanentes. Tem mais: Cinco bilhões de Reais são gastos por ano com as vítimas destes acidentes. Cruzando-se o número de mortes ocorridas por ano resultantes do mau uso de armas de fogo concluí-se que acidentes de trânsito matam o mesmo número de pessoas em apenas 15 dias. Ou seja, pessoas armadas com armas de fogo matam em um ano o que o trânsito mata em 15 dias! Para saber quantas vidas o uso adequado das armas tem poupado não há como se fazer estatísticas.
 
Gláucio Ary Dillon Soares, professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) escreveu: "O trânsito, o maior assassino não natural no Brasil, de 1979 a 2001, matou um milhão e duzentas mil pessoas.". E o que tem sido feito para se evitar essa carnificina e a legião de mutilados causadas pela guerra do trânsito? Nada! Em 2003, o governo Lula investiu em estudos e políticas de prevenção de acidentes apenas 5,7% dos recursos oriundos do DPVAT (seguro obrigatório) e 30,9% das multas aplicadas. Segundo uma revista da área este resultado é um recorde negativo desde a implantação do novo Código Nacional de Trânsito em 1998 (Revista Quatro Rodas, Fevereiro de 2005, pág. 84).

Apenas como elemento de comparação, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER), com o apoio do Movimento Viva Rio e de uma organização estrangeira chamada Small Arms Survey, o sistema público de saúde gastou, em 2002, entre 120 e 130 milhões de reais para tratar de feridos por armas de fogo (O Globo, 18/03/2005, pág. 12). Mas quanto mesmo se gastou com vítimas do trânsito? Cinco bilhões de Reais! Ou seja, a guerra do trânsito, com seus acidentes e fatalidades, custa 38,5 vezes mais do que o tratamento dos ferido por armas de fogo.

Qual a razão para tamanho empenho e tal omissão? Peter Hof, o responsável pela coleta dos dados apresentados, tem uma teoria: O valor anual total investido em propaganda no Brasil é de 13 bilhões de Reais. “Não é preciso ser nenhum gênio”, diz Hof, “para perceber que a maior parcela é gasta pelas montadoras de automóveis e bancos. E que a TV Globo, como líder de audiência, canaliza a maior parte dessa verba”. Para se ter uma idéia da quantidade de dinheiro que gastam esses clientes, o HSBC, sétimo lugar no ranking brasileiro de bancos, gastou em 2004 135 milhões de reais em marketing (Fonte: Jornal O Globo, 27/03/05, pág. 32). Imaginem as Organizações Globo e alguma ONG envolvidas em uma campanha para restringir a venda de bebidas (outra fonte fantástica de receita em propaganda) e que concomitantemente propusesse o aumento da idade mínima de dirigir para 25 anos. Impossível?

Intimamente ligados à indústria automobilística estão os bancos: são eles que financiam as operações de venda de carros com fabulosos lucros. Além disso, hoje os bancos são também proprietários de seguradoras. Um carro pequeno, com dois anos de uso, paga em média R$ 1.500 por ano de seguro com uma alta franquia.

Por último, mas igualmente importante neste negócio bilionário, vem o governo (federal, estadual e municipal). Um carro pequeno, como o Celta (básico) custa R$ 21.670. Deste valor, 39,29% ou seja, R$ 8.514 vai para o governo sob a forma de impostos. Sem contar a carteira de motorista, o emplacamento, o IPVA, as multas, o pedágio e, principalmente, a gasolina, onde o imposto é de 53,03% sobre o preço na bomba. Cada vez que o jovem enche o tanque de seu Celta, o governo, seu "sócio", embolsa R$ 59. Cada jovem que encher o tanque de seu carro duas vezes por mês estará entregando anualmente ao governo R$ 1.416 em impostos. Multiplique esta quantia pelos milhões de jovens que têm carro e o leitor verá a fabulosa quantia de dinheiro envolvida no negócio. Se o Governo e a Globo estivessem mesmo interessados em poupar o Brasil de mortes e mutilações teriam que atacar sua galinha dos ovos de ouro. Você acredita nesta possibilidade?

Aliás, você já parou para observar o volume de propagandas envolvendo governo, bebidas, bancos e montadoras de automóveis? E quantas propagandas de armas você já viu na TV?

Mas se o referendo, pelo que apresentamos até aqui, pretende apenas escamotear a verdade, o que deve ser objeto da atenção dos crentes nesse momento? Na verdade, o perigo embutido na malfadada consulta popular a ser realizada no próximo domingo não está na aprovação ou não da proibição do comércio de armas de fogo e munição. O perigo está em não percebermos que estamos vivendo em uma sociedade onde o Governo, cada vez mais, pretende imiscuir-se na vida do cidadão. Talvez seja derrotado novamente, como foi nas tentativas de amordaçar a imprensa, o Ministério Público e até mesmo as relações, quando lançou a risível Cartilha do Politicamente Correto. Esperamos que sim. A campanha do Não na TV tem sido sensata sendo desnecessário ocupar mais espaço nessa matéria para falar sobre a estupidez da propositura.

Gostaríamos apenas de lembrar que, como crentes em Jesus Cristo, devemos estar atentos aos sinais dos tempos. Afinal de contas, será com um discurso pacifista que o anticristo se apresentará para o domínio das nações. Não nos esqueçamos de duas coisas básicas que foram alertadas pelas Escrituras. Primeiro, falarão de Paz e Segurança, mas não haverá uma nem outra, será mentira (1 Tessalonicenses 5.3). Segundo, com permissão de Deus, os insensatos darão crédito à mentira (2 Tessalonicenses 2.11).

Apresentar-se como Crente em Jesus Cristo ao mesmo tempo em que defende a liberdade de escolha entre ter ou não armas pode parecer incoerente, mas não é. Todos os regimes que fizeram intervenções desta forma na vida de seu povo acabaram por afastá-lo de Deus. Na maioria das vezes de forma violenta. Falando das denúncias que fez contra os bolcheviques, Mikhalkov comentou: “Todo homem sempre tem uma alternativa na vida: falar ou ficar quieto”. Incluiu então no filme a famosa cena onde um jovem chinês tenta barrar uma coluna de tanques durante o massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim. “Você pode olhar os tanques da sua janela ou parar na frente deles e bloquear sua passagem. Tantas coisas dependem da estatura do homem que toma a decisão. Ele pensa apenas naquele momento preciso ou também pensa nas conseqüências que seu ato trará às vidas daqueles que o cercam e às vidas dos que virão depois?”.

O resultado do referendo em nada mudará a situação das coisas. A violência continuará aumentando e “o amor esfriará de quase todos”, ganhe o Sim ou o Não. É o próprio Senhor Jesus quem nos garante em Mateus 24.12. A questão é: de que lado você estará? Aliar-se-á àqueles que resistiram e ficaram com a Verdade. Ou dará ouvidos às fábulas bolcheviques. Aliás, a ala do PT (Campo Majoritário) a qual pertence o Presidente Lula, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e tantos outros petistas governistas, ganhou a eleição interna no último domingo. O presidente do PT é, agora, Ricardo Berzoini do “Campo Majoritário”. Que em russo significa... Bolchevique.

Referendo das armas: Como o crente deve se posicionar? http://www.cristoevida.org.br/arquivos/artigos/default.asp?codigo=31


Roberto Santos


2005-10-20 00:00:00

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