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Chamado para Servir

João 15:8


Chamado para o serviço
por: J. Hudson Taylor
J. Hudson Taylor
Esse texto foi retirado do livro The Call to Service, de Hudson Taylor e foi traduzido para o português. O trecho descreve um pouco do período em que o famoso missionário descobre o seu chamado e se prepara para ir a China:

“Dentro de alguns meses depois desse tempo de consagração, a impressão de que o Senhor me queria na China estava escrita na minha alma. Parecia-me muito provável que o trabalho para o qual tinha sido chamado poderia me custar a vida; porque a China não estava aberta como é hoje. Apenas poucas associações missionárias tinham obreiros na China, e apenas poucos livros sobre missões na China eram acessíveis a mim.

Apesar disso, fiquei sabendo que o ministro congregacional da minha cidade natal tinha uma cópia do livro China de Medhurst. Então o chamei para pedir o livro emprestado. Isso ele gentilmente cedeu, perguntando-me porque eu desejava lê-lo. Eu contei a ele que Deus me chamara para passar minha vida no serviço missionário naquela terra.

“E como você pretende chegar lá?” ele interrogou-me. Respondi que não tinha idéia; que me parecia provável que eu precisaria fazer como os doze e os setenta fizeram na Judéia – ir sem bolsa ou capa, descansando naquele que me chamou para prover tudo que me era necessário. Gentilmente colocando sua mão no meu ombro, o ministro respondeu: “Ah, meu garoto, na medida que você crescer, você ficará mais sábio. Uma idéia dessa seria muito boa nos dias que Cristo estava na terra, mas não agora.”

A minha idade aumentou desde aquele tempo, mas a sabedoria não. Caso devamos seguir os caminhos e tomar as certezas que nosso Mestre deu aos primeiros discípulos de maneira mais plenamente, estou mais convencido do que nunca que nós deveríamos achar aquelas instruções tão apropriadas para nossos tempos quanto para aqueles em que elas foram originalmente dadas.

(...)

Depois de muito pensar e orar, fui guiado a deixar os quartos confortáveis e a vizinhança feliz em que estava vivendo para entrar num pequeno alojamento na periferia – uma sala e quarto num cômodo – deixando a acomodação por minha conta. Desse modo eu era capaz de doar o dízimo de toda a minha receita sem dificuldades. Enquanto eu achei a mudança boa, também fui abençoado grandemente. Nos meus períodos sozinho, mais tempo foi dado à Palavra de Deus, a visitar os pobres e ao trabalho evangelístico nas noites de verão o que não faria se não mudasse. Desse modo fui entrando em contato com muitos que estavam em dificuldades. Logo vi o grande privilégio de economizar ainda mais e me dei conta que não era difícil dar muito mais do que a porcentagem que eu havia pensado primeiramente.

Neste período um amigo me chamou a atenção para a questão da volta pessoal e pré-milenista do Senhor Jesus Cristo. Ele me deu uma lista de passagens sem nota ou comentário que falavam sobre isso e me aconselhou a ponderar o assunto. Por um período, dediquei muito tempo estudando as Escrituras sobre aquilo. Como resultado, fui guiado a ver que esse mesmo Jesus que deixou a terra em Seu corpo ressuscitado voltaria, os pés dEle se firmariam no Monte das Oliveiras e Ele tomaria posse to trono temporal de Seu pai Davi, o que foi prometido antes do seu nascimento. Vi também, que por todo Novo Testamento, a vinda do Senhor era a grande esperança do povo dEle, o apelo mais forte para a consagração, para o serviço e o maior conforto na hora da aflição. Aprendi também que o período da sua volta, para seu povo, não fora revelado. Que é nosso privilégio, dia a dia, hora a hora, viver como homens que esperam no Senhor; e que esse viver e imaterial, por assim dizer. Se ele vir ou não numa determinada hora, o importante é estar o mais preparado para Ele o quanto possível e quando ele aparecer, que o indivíduo preste contas de sua mordomia com alegria e não com peso no coração.

O efeito dessa esperança abençoada foi extremamente pratico. Levou-me a olhar cuidadosamente para minha biblioteca para ver se haviam quaisquer livros que não eram necessários ou que só usaria mais tarde. Também examinei meu pequeno guarda roupas para ter certeza de que não havia nada pelo que lamentaria em prestar contas se o Mestre voltasse de uma vez. O resultado foi que a biblioteca foi diminuída consideravelmente, para o benefício de alguns vizinhos pobres e pelo benefício ainda maior de minha alma. Também vi que seria melhor que encaminhasse algumas peças de roupas para outras direções.

Tem me sido útil, de tempos em tempos, no decorrer de minha vida, conforme manda a ocasião, agir de novo de maneira semelhante. E eu nunca deixei de receber uma bênção e alegria espiritual quando averigüei minha casa do quintal à varanda com esse objetivo. Creio que estamos todos correndo o perigo de acumular – talvez seja por dureza, talvez por pressão da posição – coisas que seriam úteis a outros e que não são necessárias a nós. A retenção disso significa perda de bênção. Se todos os recursos da Igreja de Deus fossem bem utilizados, o quanto mais seria alcançado! Quantos pobres seriam alimentados e cobertos, e para quantos ainda não-alcançados o evangelho seria levado? Deixe-me aconselhar esse tipo de coisa como um constante hábito mental, e um recurso lucrativo a ser adotado em qualquer momento que permitam as circunstâncias.”
J. Hudson Taylor (1832-1905) foi um missionário inglês na China. Ele fundou a China Inland Mission que, na sua morte, englobava 205 estações missionárias, mais de 800 missionários e mais de 125 mil cristãos chineses.




Hudson Taylor


2006-02-03 00:00:00

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