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Gondim e Kivitz — Polêmica: Outra Espiritualidade

Gálatas 1:7-9


Polêmica: Outra Espiritualidade
de Ricardo Gondim (pentecostal Betesta)
e Ed René Kivitz (neo-evangélico batista)

A profa. Norma Braga leu no blog dos pastores Ricardo Gondim e Ed René Kivitz declarações teológicas bem distantes dos ensinamentos bíblicos. Como nos blogs há espaço para comentários, sugestões e críticas, ela lhes escreveu para argumentar. Contudo, eles simplesmente retiraram do blog o espaço para os comentários.

No seu blog "Flor de Obsessão", a professora explica o assunto:

Norma escreve:

Quando os arquifamosos pregadores Ricardo Gondim e Ed René Kivitz abriram um blog chamado Outro Deus, com fumaças de Teísmo Aberto e outras distorções teológicas, escrevi alguns comentários, exercendo ali uma quase solitária discordância e sinceramente esperando por respostas. Uma semana depois, qual não foi a minha surpresa quando fecharam o blog, alegando não terem sido compreendidos.

Hoje de tarde, dia em que trabalho em casa, Gustavo Nagel me escreveu sobre o novo blog do Ed René Kivitz,
Outra Espiritualidade (é uma verdadeira obsessão essa coisa do outro), para mostrar os comentários dele e do André Scordamaglio, além da reação das kivitzetes de plantão. Animei-me e resolvi postar um comentário também, com algumas perguntas. Qual não foi a minha surpresa quando, apenas horas depois, Gus me chama no messenger para dizer "Ele acabou com os comentários!", em um post chamado Bem-vindos à mesa. A contrapartida nada sutil é que os que chegam para questionar não são bem-vindos. Bonito, hein?

Bom, os fatos falam por si. Mas não resisto e acrescento: tanta insistência em "outro" – "Outro Deus", "Outra Espiritualidade" – e tanta adesão ao discurso moderno da alteridade não significam nada para nenhum dos dois. Quando se trata de pôr as idéias à prova e confrontar mesmo os "outros outros" que eles rejeitam, Gondim e Kivitz fogem correndo da raia, mostrando que não pretendem retribuir a mesma abertura que advogam para si. Apóiam-se em declarações como a de Brennan Manning, "amar aos outros independentemente de religião ou cultura", mas, na hora de um simples confronto de idéias por internet, agem como puros stalinistas, limando peremptoriamente do território deles a palavra do argumentador que incomoda. Depois, queixam-se do tratamento que recebem do meio evangélico, dizendo-se "vítimas do sistema" em seus artigos. Ou seja, produzem repetidamente um discurso provocador contra o status quo tradicional protestante, ganhando ampla adesão por isso (hoje em dia, o "rebelde" tem fama imediata), mas não são corajosos o suficiente para sustentar as bravatas teológicas em seus próprios blogs - algo que qualquer seminarista de vinte e poucos anos consegue fazer. É assim que querem pregar sobre alteridade?

Mas chega de lenga-lenga e vamos ao texto (posto na íntegra porque, nunca se sabe, Kivitz pode ainda querer acabar com o blog):

(Aqui a professora Norma Braga reproduz literalmente o que eles escreveram)

Nosso destino

Uma das coisas mais estúpidas que já acreditei em termos de religião foi que a composição da população do céu podia ser mensurada pelo número de pessoas que dissessem sim a um apelo de conversão a Jesus Cristo feito nas bases da tradição do cristianismo protestante evangélico anglo-americano. Traduzindo: se você acredita que irão para o céu somente as pessoas que aceitam a Jesus como salvador depois de ouvir o evangelho pregado a partir da cultura anglo-americana, então você está em apuros: o seu céu é pequeno demais; o seu Deus é pequeno demais; o seu Cristo é pequeno demais; o seu evangelho é pequeno demais; o seu Espírito Santo é pequeno demais; o seu universo de comunhão é pequeno demais; seu projeto existencial é pequeno demais; sua peregrinação espiritual é pequena demais. É urgente que se articule uma outra maneira de convocar pessoas para que se coloquem a caminho do céu. Uma convocação que considere que "nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus" – palavras de Jesus. Uma convocação que re-signifique o conceito de céu, que deve deixar de ser um lugar geográfico em outro mundo para onde se vai após a morte, para significar uma dimensão de relacionamento com o Deus Eterno para a experiência contínua do processo de humanização: estar em Cristo, ser como Cristo, ser Cristo. Com isso quero dizer que o convite para aceitar Jesus como salvador como credencial para ir para o céu não é a melhor convocação. A melhor convocação é um chamado para se tornar uma outra pessoa. A peregrinação espiritual cristã não é uma migração de um lugar para outro, mas de um estado de ser para outro. Nosso destino não é o céu. Nosso destino é Cristo. E tenho certeza de que muita gente vai chegar lá mesmo sem nunca ter ouvido o plano de salvação desenvolvido pelos teólogos sistemáticos anglo-americanos.
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(Agora vejamos os comentários da Norma Braga):

Para mim, foi uma surpresa negativa o fim do blog Outro Deus, onde postei algumas perguntas que jamais foram respondidas.

Parece que Gondim e Kivitz, seus autores, não costumam ser como a maioria dos blogueiros. Porém, se Kivitz comparecesse aqui para dialogar com seus leitores, eu lhe faria algumas perguntas:

- O que é exatamente "o evangelho pregado a partir da cultura anglo-americana"?

- Será mesmo que todo mundo na igreja pensa que o céu é um lugar? E, ainda que isso seja verdade, a Bíblia não dá margem para isso nas próprias palavras de Jesus: "Irei preparar-vos lugar", "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso"? Assim, qual seria a vantagem de suprimir essa interpretação de "lugar", já que a outra, de mudança interior na conversão e presença de Cristo, também é abundante na Bíblia?

- Considerando que "aceitar Jesus como salvador como credencial para ir para o céu" é uma simplificação da conversão cristã (e não acredito que muitos neguem isso), você não acha que sua proposta para um melhor chamado, "para se tornar uma outra pessoa", é redução maior ainda, por confundir-se com a transformação interior que todas as religiões costumam reclamar para si?

Não estaria, assim, advogando a troca de uma simplificação por outra menos rica ainda e de difícil identificação com a fé cristã? A salvação ainda se relaciona com a necessidade de arrependimento; a transformação interior é apenas uma necessidade íntima, subjetiva, que não se associa a uma dívida real que temos com Deus por causa do pecado.

SERÁ QUE SUA PROPOSTA DE MUDANÇA DISCURSIVA NÃO APONTA PARA UMA REJEIÇÃO DESSAS NOÇÕES BÁSICAS DO CRISTIANISMO?Não tenho como especular muito sobre a teologia kivitziana e seu possível distanciamento do cristianismo bíblico. Porém, tenho todo o direito de perguntar: será que a ausência de resposta à última pergunta significa um relutante "sim"? Como saber com certeza, se o autor do blog se recusa ao diálogo? E sim, para todos os efeitos, isso aqui é um desafio ao debate.

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Agora, eu, Pr. José Nogueira, comento:

A professora Norma Braga tem razão. As perguntas dela são pertinentes. Era uma ótima oportunidade desses pastores explicarem melhor. Contudo, preferiram o silêncio. As perguntas não eram provocações. Eram, na realidade, sobre as sérias dúvidas que seus textos deixavam.

Lendo outros materiais da dupla, percebe-se claramente o distanciamento deles da ortodoxia bíblica e um rumo para o herético teísmo.

A falta de preparo teológico desses pastores é algo a lamentar profundamente. A tristeza maior é perceber que muitas pessoas se alimentam dessa comida envenenada.

Mas, como, pelo menos, dar a elas uma oportunidade de ouvirem e lerem os verdadeiros conceitos do Cristianismo bíblico? Se os tais em seus blogs não aceitam os comentários bíblicos e teológicos que confrontam seus rumos enganosos?

Vamos orar, irmãos!


Pr. José Nogueira


2006-10-24 00:00:00

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