Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Bíblia Online

[ cristoevida.com ]

  • youtube
  • Instagram
  • twitter

Artigos

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
www.cristoevida.com


Inimigos da Verdade


Inimigos da Verdade

 

“Se você não lê jornal, é ignorante; se lê, é mal informado.
Mark Twain – Escritor norte-americano 1835-1910

 

Quando as escaramuças entre árabes e israelenses começaram, disparei e-mails para meus amigos dizendo que se preparassem para o festival de distorções da verdade que a mídia passaria a apresentar. Na oportunidade, disse que a mídia era um dos piores inimigos de Israel. Permita-me uma correção: A mídia não é amiga ou inimiga de ninguém, ela apenas satisfaz aos anseios dos seus clientes, sejam eles leitores, telespectadores ou internautas. Se um tresloucado faz a namorada de refém, ela monta suas estruturas de transmissão para espalhar as imagens para clientes sedentos de emoção. Se o ex da atriz famosa se entope de cocaína e desanda a dar espetáculos públicos, ela posta seus paparazzi para conseguir o melhor ângulo. Quando o namorado estoura a cabeça da menina, ela faz pose de paisagem como a perguntar quem seria o culpado pela tragédia. Quando o ex da atriz famosa morre de overdose, ficam aturdidos e jogam a culpa uns nos outros. A mídia é assim: vendeu, deu ibope ou page-views, ela explora até a exaustão.

 

Bem, se a mídia não é o pior inimigo de Israel, quem o é? Em minha opinião, a Mentira. E o hospedeiro transmissor deste mal é o Desinformado! Todas as vezes que alguém assiste a um telejornal e, sem se importar em entender um pouco mais, torce o nariz para o que assistiu, ele é inimigo de verdade. Todas as vezes que ele lê uma notícia e não vai além do que está escrito, ele é inimigo de verdade. Todas as vezes que ele recebe um e-mail e repassa sem checar as fontes, ele é inimigo da verdade.     

 

Quando Mark Twain escreveu sua famosa frase, limitou-se ao jornal, pois naquela época nem rádio existia. Para justificar a desinformação era fácil culpar a falta de “fontes”. Em duzentos anos, muita coisa mudou. Hoje, além dos jornais, temos revistas, rádio, televisão, internet e celulares com tecnologia G3. Mas, esta multiplicação das mídias não trouxe mais conhecimento para os indivíduos, ao contrário, está fazendo com que as pessoas percam suas referências. Ao ser indagado porque isso estava acontecendo, o sociólogo francês Marc Ferro, autor do livro O Choque do Islamismo, fez uma análise perfeita sobre a relação que os desinformados têm com a informação:

 

Estamos numa situação em que, devido à multiplicidade de canais que produzem informações, o indivíduo está exposto à incerteza. No noticiário há notícias, mas não há comentários; nos programas de entrevistas há comentários, mas não há informação. E eles nunca se comunicam. Temos sistemas de conhecimento que não se comunicam no interior de si mesmos, e entre si. [Quando assiste TV] o indivíduo fica perdido, não compreende nada, ele zapeia, passando por um jornal, um programa de variedades, cinco minutos de um documentário, e não vê claro, perde a lucidez política.

 

No momento em que esboço este texto, começam a se cumprir as minhas modestas profecias. Minha caixa de mensagens está entupida de e-mails dos mais variados tipos. Nas rodas de amigos, o fato de eu ter voltado recentemente de Israel e ter um projeto de mudança para lá ao longo deste ano me coloca como centro de olhares atravessados. Pior ainda são as caras e bocas que tenho que enfrentar por ostentar símbolos de apoio a Israel e manter na Internet uma comunidade chamada Amigo de Israel é Meu Amigo Também. Sou um ser estranho. Paradoxalmente, em terra de alienados quem tem informação é tolo.

 

Não tenho como, neste texto, pormenorizar detalhes. Ficaria muito extenso. Quero apenas instigar o leitor a procurar conhecer mais sobre o que vem lendo, ouvindo ou assistindo. A começar pelas terminologias utilizadas pela mídia. Não pensem que isso seja de somenos importância. Não é. Cada frase, cada palavra, é propositalmente pensada para ludibriar quem está recebendo a informação.

PALESTINOS
Comecemos com a terminologia “Palestinos”. Simplesmente não existe um Povo Palestino. Surpresos? Ora, trata-se de mera questão histórica. Quando os romanos expulsaram Israel de suas terras no ano 70 D.C., numa tentativa de erradicar o nome Israel de todos os mapas e do imaginário popular, rebatizaram, provocativamente, a toda a Terra de Israel de Palestina. O termo foi tomado emprestado de uma pequena faixa de terra, curiosamente localizada onde hoje fica a Faixa de Gaza – e só lá, restrito à Faixa de Gaza. Ali, há muitos séculos, viveu um povo chamado Filisteus. Era um povo arruivado que tinham por prática a navegação marítima, desta forma depreende-se que tenham vindos de regiões desconhecidas da Europa. Esse povo desapareceu da face da terra aproximadamente 1.600 anos antes do nascimento de Maomé. Quando os romanos rebatizaram as terras de Israel de Palestina, este nome passou a figurar em todos os mapas.

 

Como a expressão Palestina “pegou”, quase ninguém mais se lembrava que, outrora, viveram ali os legítimos donos daquelas terras, os judeus. Digo quase ninguém, pois, disperso por todas as nações do mundo, os judeus pensavam continuamente em sua terra, violentamente tomada pelos romanos. A dispersão dos judeus pelo mundo recebeu o nome de Diáspora e desde o seu início, cada judeu foi ensinado a ansiar pelo retorno à sua terra. Nesse período, uma frase tornou-se emblemática. Por quase dois mil anos, depois das suas preces em comemoração à Páscoa, os judeus repetiam: “Le Shaná HaBaá B’Yerushalaim!” (O Ano que Vem em Jerusalém!).

 

Por quase dois mil anos, a Terra de Israel ficou conhecida como Palestina. Lá residiam remanescentes dos judeus e árabes de todas as origens. Desafio qualquer um a encontrar em qualquer bibliografia, em qualquer língua, a palavra Palestino! No próprio Alcorão, o livro sagrado dos autodenominados palestinos, a palavra não é citada nenhuma vez. Enquanto isso, a palavra Judeus aparece 27 vezes! Isso mesmo, não há uma única citação a palestinos no livro sagrado dos... palestinos. Na Bíblia, a palavra Judeus, assim, no plural, aparece 248 vezes. Se juntarmos a palavra no singular ou referências ao termo, teremos quase 500 citações. Já palestinos, nenhuma!

 

Então, de onde a mídia tirou a expressão Palestinos? Da cabeça do maior marqueteiro anti-Israel que já existiu: Yasser Arafat. Na década de 1960, há menos de 50 anos, Arafat percebeu que não bastava defender um pedaço de terra como nome fictício. Isso não sensibilizava as pessoas. Tomou, pois um povo árabe, nômade, sem terras, e passou a chamá-los de palestinos. Pegou. Tomem a literatura recente, da década de 50, por exemplo, e vocês não verão a menção de um Povo Palestino. Por isso, por favor, quem for amante da verdade, não use a expressão Palestinos, pois ela fere frontalmente a verdade dos fatos.


GENOCÍDIO
Já escrevi inúmeros artigos sobre isso. Desgasta-me voltar ao tema. Israel faz uma das guerras mais seletivas do mundo. Detentor de tecnologia de extrema precisão, Israel ataca alvos selecionados. O problema é que os supostos palestinos, por sua vez, fazem a mais suja das guerras. Nenhum povo, nem mesmo os guerrilheiros sujos das FARC ou do Sendero Luminoso, ousaram desprezar o maior símbolo de neutralidade que é a Cruz Vermelha. Os supostos palestinos, por sua vez, usam ambulâncias do Crescente Vermelho, o correspondente à Cruz Vermelha ocidental, para perpetrar atentados e conduzir terroristas. Como Israel pode respeitar um veículo se não tem certeza de que ele está conduzindo doentes? Israel ataca alvos de onde partem foguetes agressores. Como Israel pode respeitar escolas se de lá os terroristas lançam ataques, escondidos covardemente atrás de crianças inocentes?

 

Junto a este artigo estou disponibilizando o link de um vídeo (clique aqui) que mostra soldados tomando filhos das mãos de seus pais e os levando para que fiquem expostos aos mísseis de Israel. Uma criança, com mochila escolar, é arrancada violentamente do lugar seguro onde está e colocada na linha de tiro. Estes facínoras sabem que a exposição do corpo sem vida de uma criança mexe mais com a opinião pública do que suas próprias caras estouradas.

 

A expressão “genocídio” também é utilizada largamente pela mídia anti-Israel. O dicionarista Houaiss define genocídio como “extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso”. Foi o que Adolf Hitler, apoiado pela comunidade árabe, tentou fazer com o povo judeu. Com um poderoso exército de 3.400 tanques, 520 caças, 71 aviões de transporte e 530 mil soldados, Israel poderia varrer a Faixa de Gaza do mapa. Como, por exemplo, prega fazer com Israel o anti-semita presidente do Irã, Mahamoud Ahmadinejad. Mas, nada disso vem acontecendo. A partir de ataques direcionados, morreram menos de 1.000 pessoas até agora. É uma tragédia, indiscutivelmente, mas nada comparado ao que tentaram fazer com o povo judeu apenas durante a Segunda Grande Guerra. Naquela oportunidade, 33% de uma população de 18 milhões de judeus foram mortos! Isso sim é genocídio. Mesmo que chegue a 1.200 mortos até o momento que você estiver lendo esse e-mail, teríamos 0,04% dos três milhões dos supostos Palestinos mortos. 0,04%! Isso é genocídio?


ONU
Outra coisa fartamente alardeada é que Israel desrespeita a ONU. Mas, afinal de contas, o que é a ONU? Se os leitores deste e-mail se dignar a buscar no Google informações sobre “Escândalos na ONU” ficarão estarrecidos com o que encontrarão. E se forem coerentes, nunca mais defenderão esta instituição nefasta pretensamente chamada de Nações Unidas. Unidas contra quem? Unidas a favor de quem? Israel, particularmente, tem razões de sobra não dar a mínima para a ONU. Sabem por quê? Vejam:

 

Nos 40 primeiros anos de existência, a ONU aprovou 175 resoluções. Destas, 97 FORAM CONTRA ISRAEL! Veja no mapa o tamanho do Estado de Israel e tente traçar um paralelo entre sua realidade. Se você morasse em um condomínio com 191 moradores onde o síndico tivesse aprovado 97 censuras contra seus filhos e menos de uma para cada morador do prédio, você levaria uma questão para ser decidida por este síndico? E olha que me ative apenas às resoluções APROVADAS. Porque as apresentadas e votadas nos primeiros 40 anos da ONU foram 690 sendo que destas 429 eram dirigidas contra Israel! Não vou me debruçar sobre números para atribuir percentuais dessa barbárie, pois a matemática não é o meu forte. Nem tenho estômago para resistir a isso.

 

De concreto mesmo, o que temos? A Jordânia queimou 58 sinagogas israelenses e a ONU se calou. Eu mesmo vi de perto o Cemitério Israelita do Monte das Oliveiras que foi sistematicamente profanado por jordanianos e a ONU se calou. Durante décadas os judeus foram proibidos pelos árabes de visitar o Muro Ocidental e o Monte do Templo e a ONU se calou. Durante a Intifada, por 18 meses, Israel foi aterrorizado por homens bombas se suicidando indiscriminadamente contra população civil israelense e a ONU se calou. Em 2005 a ONU exigiu e o Governo de Ariel Sharon entregou a Faixa de Gaza aos autodenominados palestinos com a promessa de que acabariam os ataques suicidas da Intifada. Depois de deixar Gaza, os próprios moradores lamentavam a violência que tomou conta da região sob o domínio do Grupo Palestino Fatah, os foguetes nunca deixaram de ser lançados e a ONU se calou. Dois anos depois, o grupo rival, Hamas, invadiu a sede do Governo, assassinou mais de 100 “irmãos palestinos”, tomou o poder e as ruas de Gaza, o caos se generalizou, o lançamento de foguetes contra Israel se intensificou e a ONU se calou. Desde que Ariel Sharon entregou a Faixa de Gaza, ao contrário do que reduziu a mídia brasileira, quase 4.000 foguetes foram lançados contra Israel. Destes, mais de 500 apenas nos dois últimos meses de 2008 e a ONU se calou.

Por que iria Israel consultar ou respeitar a ONU? Aliás, insisto na pergunta: Quem é a ONU? Hoje, 54 estados muçulmanos membros da ONU e dezenas de outros são tão dependentes do gás e do petróleo por eles produzidos que estão dispostos a fazer tudo para agradá-los. No momento que escrevo este texto (janeiro de 2008), o inverno é rigoroso no hemisfério norte e todos os que dependem desses recursos energéticos se calam diante dos árabes.  

Você sabia que Israel é o único país democrático do mundo que, pelo regimento interno da ONU, nunca poderá ser membro do Conselho de Segurança? Enquanto isso, ditaduras autocráticas como a Síria podem? Você sabia que Israel é o único país excluído do sistema de Grupos Regionais da ONU e, portanto não lhe é permitido participar das suas comissões? Você sabia que nos últimos anos a Comissão de Direitos Humanos da ONU aprovou uma média de cinco resoluções por ano condenando Israel enquanto ditaduras cruéis como Burundi, Congo, Cuba, Irã, Miamar, Rússia, Serra Leoa, Sudeste Europeu e Sudão foram objeto de apenas uma resolução? Você sabia que Israel é o único país do mundo sujeito a um investigador permanente da ONU para monitorar direitos humanos? Você sabia que Israel é o único Estado membro para o qual a ONU mantém duas comissões para monitorar e condenar? Você sabia que a UNESCO, órgão da ONU criado para promover “a solidariedade intelectual e moral da humanidade” votou resoluções protegendo locais sagrados muçulmanos de Jerusalém e seu direito de passagem, mas nunca fez o mesmo pelos Judeus e seus lugares sagrados?

Por tudo isso, Israel tem todo direito de não dar a mínima para o que pensa, diz ou exige a ONU.

Este texto não é dogmático, sagrado ou inspirado pelo Espírito Santo. São observações de um leitor atento dos fatos que estão acontecendo. Estou pronto e aberto para as réplicas. O Deus de Israel é infalível, mas Israel não é infalível. Portanto, como qualquer democracia, Israel também erra. É totalmente válido criticar o governo e questionar as suas ações. No entanto, as recentes operações militares das Forças de Defesa de Israel são legítimas. Qualquer governo do mundo tem o direito de defender os seus cidadãos. A Canção do Soldado, um dos nossos mais belos hinos pátrios, contém o seguinte verso: “A paz queremos com fervor / A guerra só nos causa dor / Porém, se a Pátria amada / For um dia ultrajada / Lutaremos com valor!”. Ora, se nós, nos nossos 500 anos de “ocupação”, cantamos isso com amor, porque os donos legítimos de uma terra por milhares e milhares anos não poderiam fazer o mesmo?

Uma entrevista com dois brasileiros no programa Fantástico da Rede Globo expressa bem a mentalidade dos dois lados do conflito: Um jovem engenheiro israelo-brasileiro foi para Ashkelon para, pacificamente, aperfeiçoar seus estudos e com isso contribuir para o desenvolvimento de um mundo melhor. A outra entrevistada, uma jovem árabe-brasileira foi para a Faixa de Gaza disposta a se tornar uma terrorista suicida e, com isso, conseguir chegar ao céu islâmico. Sem comentários.

robertokedoshim@hotmail.com


Roberto Kedoshim


2009-01-07 00:00:00

TV Cristo é Vida - Ao Vivo aos Domingo
Israel 2018

© IBFCV • Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Avenida K, nº 911 - Planalto da Barra - Vila Velha - Fortaleza - Ceará - Brasil - CEP 60348-530 - Telefone: +55 85 3286-3330