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Acabando o Direito de Israel Existir

Gn 12:1-3


 

Acabando com a legitimidade condicional de Israel

Caroline Glick, do Jerusalem Post

Nas chancelarias da Europa, aparentemente, os dados foram jogados. Chegou o tempo de se lançar uma guerra diplomática, usando todos os recursos possíveis, contra Israel. Quer dizer, chegou o tempo para começar a se desvendar a aceitação da União Européia (UE) do direito de Israel existir. Na última sexta-feira, em antecipação à posse do novo governo de Netanyahu, os ministros das relações exteriores da UE se encontraram em Praga e discutiram de que forma eles poderiam usá-lo injustamente contra os judeus.

De acordo com relatos da mídia, os ministros e diplomatas lá reunidos decidiram que eles congelarão o processo para melhorar as relações da UE com Israel até que o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu explicitamente comprometa seu governo com o estabelecimento de um estado palestino e aceite que a única política legítima, que um governo israelense pode ter, é a solução denominada de “dois estados”. O Ministro das Relações Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, cujo país exerce a presidência rotativa da UE, segundo noticiado, resumiu o novo enfoque, dizendo, “não haverá nenhum progresso nas relações entre Israel e a União Européia até que o governo israelense torne clara sua postura na criação de um estado palestino”.

Operacionalmente, os ministros e diplomatas lá reunidos decidiram cancelar a reunião de cúpula Israel-UE, programada agora para o fim de maio, até que Israel se curve à exigência da Europa. A decisão européia de lançar um ataque preventivo contra o governo de Netanyahu, antes mesmo que fosse empossado, na terça-feira, veio reforçar o plano de fundo de seu crescente entusiasmo por abrir laços formais com o Hamas. Como o jornal The Jerusalem Post informou, na quinta-feira, o namoro diplomático da Europa com o grupo terrorista genocida patrocinado pelo Irã está sendo encabeçado pela Suécia e pela Suíça. Mas, eles estão longe de serem os únicos.

O Ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, David Miliband, tem, nas últimas semanas, clamado abertamente pelo reconhecimento do Hamas. A França está usando, segundo noticiado, seu envolvimento nas tentativas para afiançar a libertação do refém israelense, Gilad Schalit, dos seus raptores controlados pelo Hamas, para fazer avançar seus próprios laços bilaterais com o grupo jihadista (N.T. jihad é a “guerra santa” islâmica). Por fim, no encontro de sexta-feira, soube-se que o Ministro das Relações Exteriores belga, Karel De Gucht, também pediu à Europa que estabelecesse laços com o Hamas. Em seu movimento para isolar Israel – e, realmente, tratar o único país livre do Oriente Médio como se fosse moral e politicamente inferior ao Hamas - a UE acredita, declaradamente, estar agindo em sintonia com a administração Obama.

Desde que foi empossada, e de forma crescente nas últimas semanas, a administração Obama foi sinalizando, direta e indiretamente, que adotará uma posição hostil a Netanyahu e a seu governo. Fontes não declaradas do congresso e da administração, do partido Democrático, têm advertido Israel, através da mídia, que a administração americana não aceita o direito dos eleitores israelenses, de estabelecer uma nova agenda para o governo que está entrando agora, que rejeite a subordinação dos interesses nacionais de Israel ao estabelecimento de um estado palestino, ao contrário do governo Olmert-Livni. A própria administração declarou através de porta-vozes, tanto da Casa Branca quanto do Departamento de Estado, que está completamente comprometida com o estabelecimento rápido de um estado palestino – qualquer que seja a posição de Israel no assunto.

Outros formadores de política global também tiveram seu peso. O ex-primeiro-ministro britânico e atual mediador para o Oriente Médio do Quarteto, Tony Blair, tem feito declarações diárias advertindo sobre um rompimento com Israel se o governo de Netanyahu não se alinhar. Por exemplo, na quarta-feira, Blair ameaçou, “não há qualquer alternativa para uma solução de dois estados, exceto a solução de um estado. E se houver uma solução de um estado, vai haver uma grande briga”.

Os palestinos estão gostando do jogo. Sábado passado, o negociador do Fatah, Saeb Erekat, publicou um editorial de opinião, no jornal The Washington Post, onde ele retratou Netanyahu como mais radical do que o Hamas, e exigiu que os EUA mostrem que é um verdadeiro “mediador honesto” tratando Israel e os terroristas palestinos como iguais, moral, política e estrategicamente. O líder do Fatah, Mahmoud Abbas, também deu sua contribuição, anunciando que ele boicotará o governo de Netanyahu, até que o mesmo entre na linha.

Talvez o aspecto mais notável da histeria internacional com relação ao governo de Netanyahu é a escolha do momento para se dizer alguma coisa sobre ele. O clamor pelo isolamento internacional de Israel, a decisão de tratar Israel como uma nação-indecente-e-pária muito pior do que o Hamas, emergiu antes mesmo que o governo de Netanyahu fosse empossado. Como este estado de coisas injusto e inaceitável ocorreu? Por que a única democracia do Oriente Médio está sendo tratada pior do que a Coréia do Norte, o Irã, a Síria, o Sudão, o Hamas e o Hizbullah?

A responsabilidade para este horrendo estado de coisas é devida principalmente aos antecessores de Netanyahu – o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert, e a líder da oposição, Tzipi Livni. Durante seus mandatos, Olmert e Livni efetivamente abraçaram a opinião dos inimigos de Israel, de que diferentemente da OLP e mesmo do Hamas, Israel não tem nenhum direito independente de existir. Na verdade, não só eles aceitaram esta opinião, como eles a transformaram na política oficial do governo.

Na época em que o primeiro-ministro Ariel Sharon sofreu um derrame, em janeiro de 2006, Olmert e Livni começaram afirmando que a própria legitimidade de Israel dependia do rápido estabelecimento de um estado palestino. Por exemplo, em seu discurso, na conferência de Herzliya, em janeiro de 2006, Livni declarou, indiscutivelmente, que até, e a menos que, um estado palestino seja estabelecido, esculpindo-o a partir da terra atualmente controlada por Israel, o estado judeu não pode esperar que o mundo aceite seu direito de existir. Olmert fez esta observação, explicitamente, em uma série de entrevistas para a mídia, nos últimos meses.

Livni manteve sua concordância com o ponto de vista de que um estado palestino é mais legítimo do que Israel, quando, durante conversas sobre a coalizão com Netanyahu, estipulou que, da mesma forma que a UE e a OLP, ela só aceitaria a legitimidade do governo Netanyahu, e, desse modo, concordaria em participar dele, se o mesmo aceitasse o paradigma de dois estados. Para entender plenamente o significado do que Livni e Olmert fizeram, é necessário entender a fonte da frase “solução de dois estados”.

O termo foi criado pela OLP. Quando a OLP discutiu o assunto, a questão em debate não era se seria construído, ou não, um estado palestino, mas se seria aceita, ou não, a existência de um estado judeu. Quer dizer, o debate sobre se seria aceita a “solução de um estado” ou a “solução de dois estados” não girou em torno do estabelecimento de um estado palestino - que existiria em qualquer caso. Estava em questão se seria aceita a existência de Israel. Para os palestinos então, e para aqueles que apóiam o paradigma de dois estados, como Blair e seus parceiros europeus e americanos, é a existência de Israel, e não a existência do estado palestino, que é condicional.

Israel entrou no caminho para aceitar a posição da OLP quando aceitou a legitimidade da OLP, com o lançamento do processo de paz de Oslo, em 1993. A primeira vez em que Israel aceitou explicita e formalmente o estabelecimento de um estado palestino, porém, só aconteceu em 2004, com a aceitação qualificada de governo Sharon do assim chamado “plano do mapa do caminho”, do Quarteto do Oriente Médio, para o estabelecimento de um estado palestino.

Aquela aceitação não era incondicional. Como tanto as restrições do governo quanto as declarações repetidas de Sharon tornaram claro, Israel só aceitaria o eventual estabelecimento de um estado palestino depois que a Autoridade Nacional Palestina desmantelasse todos os grupos terroristas, operando na sociedade palestina, o que inclui seus próprios grupos terroristas do Fatah. Quer dizer, para o governo Sharon, era o estado palestino, e não o estado judeu cuja legitimidade dependia de suas ações.

A inovação do governo Olmert-Livni foi descartar esta posição. Em novembro de 2007, Olmert e Livni entusiasticamente assinaram sua adesão à fórmula de Anápolis para a criação do estado palestino, que nada mais era além de uma repetição automática da posição da OLP. A então Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, especificamente exaltou a fórmula de Anápolis, porque ela removeu a exigência de que os palestinos desmantelassem todos os grupos terroristas, operando em seu território, antes de receber sua cidadania. Quer dizer, ela aplaudiu o fato de que, em Anápolis, a meta de fomentar uma coexistência pacífica entre palestinos e Israel foi suplantada pelo estabelecimento de um estado palestino como a meta do assim chamado “processo de paz”.

Pela adoção da assim chamada plataforma de “dois estados” de Anápolis, então, o governo Olmert-Livni aceitou a posição da OLP de que é Israel, e não a OLP e seus grupos terroristas associados, cuja legitimidade depende de seu comportamento. Não é a OLP que precisa deixar o negócio do terror para ser aceitável. Israel precisa aceitar a OLP - e para esta questão o Hamas – qualquer que seja seu comportamento, se deseja que qualquer um até mesmo considere a possibilidade de reconhecer sua existência.

Devido à aceitação incondicional do governo Olmert-Livni da posição da OLP, hoje a aceitação condicional israelense do estabelecimento eventual de um estado palestino, seguindo as linhas da aceitação condicional do mapa do caminho do governo Sharon, não é mais suficiente. Agora, como a Europa, os EUA e atores regionais estão tornando claro, Israel tem que aceitar que seu próprio direito de existir depende do estabelecimento de um estado palestino – independente de seu caráter ou da identidade da liderança palestina. Quer dizer, se Israel não aceitar a legitimidade de um Hamas ou de um estado palestino terrorista governado pelo Fatah, em Judéia, Samária, Jerusalém e Gaza, então não tem nenhum direito de existir.

Esta realidade, é claro, foi evidenciada, na quarta-feira, pela forte reação pública provocada pela denúncia oficial do Ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, com relação à fórmula de Anápolis. Afinal de contas, Lieberman não disse nada particularmente anti-palestino. De fato, ele esclareceu que o governo Netanyahu permanece comprometido com o estabelecimento de um estado palestino.

Tudo o que Lieberman disse foi que o governo de Netanyahu não aceitará um estado palestino terrorista. Ou seja, tudo que ele disse foi que o apoio de Israel ao estado palestino depende do comportamento palestino. Além disso, Lieberman corretamente destacou que a própria posição internacional de Israel foi prejudicada, em lugar de melhorada, por sua disposição de fazer concessões em relação às suas posições e aceitar as de seus adversários palestinos. O que o clamor popular às observações de Lieberman - de Livni e seus partidários domésticos, e da comunidade internacional – tornou claro é que será sumamente difícil o governo Netanyahu se afastar das posições anti-israelenses adotadas por seu antecessor imediato. Mas, também demonstra quão urgentemente essas posições precisam ser rejeitadas.

Durante os últimos 16 anos, da primeira aceitação, por parte de Israel, da OLP como ator legítimo, até a aceitação de Israel da posição da OLP de que é o estado judeu e não o estado palestino cuja legitimidade é condicional, a posição internacional de Israel tem se tornado cada vez mais tênue, da mesma forma que as perspectivas de paz cada vez mais remotas. O governo de Netanyahu foi eleito para acabar com essa tendência desastrosa. É encorajador observar que, sem hesitação, desde o portão de largada, ele está trabalhando para realizar esta tarefa essencial.

Tradução: Irene Walda Heynemann

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Jornal Alef

Caroline Glick


2009-04-15 00:00:00

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