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Quem inspirou Mel Gibson?


"Prezado Internauta: No momento em que você lê este artigo, saiba que, a nível mundial, uma grande Conspiração está sendo tramada. Trata-se de um plano orquestrado por um poderoso Inimigo do Bem que usa os filmes de Hollywood como seu porta-voz. O CINEMA é peça chave nessa Conspiração por se tratar de um sistema que além de deter muita informação, conta com grande espaço na mídia de modo que pode falar livremente sem ser questionado. O papel dos filmes nesta Conspiração é confundir as pessoas. Não temos provas disso, afinal de contas, uma Conspiração para ser boa não pode ser provada".">

O pensamento exposto na introdução deste artigo não é meu, é de Jerry Fletcher, personagem de Mel Gibson, no filme Teoria da Conspiração. A frase não está ipsis litteris, foi "traduzida". No texto original, onde usei a palavra Cinema, Fletcher diz Oliver Stone. Gibson usa Stone como um arquétipo do Cinema. Em Hollywood, Oliver Stone é sinônimo de Cinema Engajado. Fletcher (Gibson) afirma que o Cinema está a serviço do inimigo e é praticamente inatacável, pois as pessoas acreditam mais nas mentiras inventadas pelo Cinema que na verdade.

O presente texto faz parte de uma trilogia e se propõe a fazer aquilo que muitos já fizeram: analisar o filme A Paixão do Cristo, de Mel Gibson. As demais matérias podem ser acessadas aqui mesmo, neste site. Em todos os textos o internauta encontrará observações que dificilmente lerá na grande mídia. Esta, conforme Jerry (Gibson) Fletcher, é conivente com as Forças do Mal.

O ponto de partida é o próprio Gibson. Quem é ele, no que crê e em quê se inspirou para fazer sua Paixão.

Mel Columcille Gerard Gibson nasceu em Peekskill (Estado de Nova York) em 3 de janeiro de 1956. Filho de uma tradicional família católico-romana tinha uma relação distante com os pais. Gibson chegou a dizer que eles eram tão inacessíveis que "era preciso marcar hora para encontrá-los"1.

Hutton Gibson, pai de Mel, pertence a uma seita tradicional Católica que se opõe ao Concílio Ecumênico Vaticano II. Este Concílio [reunião da cúpula católica, sob liderança do Papa, para estipular diretriz para toda a Igreja] foi o responsável pela moderação da Igreja Católica. Até o Vaticano II a igreja romana perseguia ferozmente quem não fosse submisso ao Papa e aos ditames de Roma. Foi neste período que aconteceram as mais ferrenhas perseguições a protestantes e judeus.

Os Gibson, pai e filho têm saudades deste tempo. A seita que freqüentam defende, inclusive, a volta da missa rezada em latim e o Concílio de Trento na sua inteireza. Foi o Concílio de Trento (1545-1563) quem criou as bases da Inquisição Romana.

Observando Mel Gibson a partir deste prisma, percebe-se porque o Diretor de A Paixão não simpatiza com os rumos do catolicismo moderno. Os Gibson acreditam que o Vaticano foi tomado por um bando de pessoas tíbias que precisam ter mais pulso na condução da sua doutrina católica. São pessoas bem intencionadas, dizem, mas que estão traindo as bases históricas do catolicismo.

Coincidência ou não, Jerry "Gibson" Fletcher, que é motorista de táxi no filme Teoria da Conspiração, ao transportar duas freiras católicas diz, em determinado momento: "Irmãs, vocês têm boa vontade, mas alguém tem que extirpar essa ferida nojenta que é o Vaticano".2

Sem compromisso com os segredos da "conspiração", Hutton Gibson expõe livremente suas idéias e não esconde de ninguém sua simpatia pelo Nazismo. É um dos defensores do Movimento Revisionista, aquele que defende que Adolf Hitler é um incompreendido e que nunca houve um Holocausto dos Judeus.3

A Paixão do Cristo foi apresentada ao mundo como uma das mais fiéis adaptações dos Evangelhos para a chamada telona. A jogada foi tão bem feita que até mesmo evangélicos, profundo conhecedores da Bíblia, viram neste particular uma oportunidade para fazer do filme um instrumento de evangelização4. Um pastor americano comprou seis mil ingressos para distribuir gratuitamente a quem quisesse. Centenas de salas foram reservadas para projeções privadas de igrejas e até mesmo na cidade de Fortaleza, Ceará, duas sessões foram exclusivas para a Igreja Batista Central5.

O que os expectadores, que defendem o filme como Bíblico, não estão fazendo é uma coisa básica quando tratamos deste assunto: Exegese.

Exegese é “a busca de esclarecimento ou interpretação minuciosa de um texto ou de uma palavra”. A expressão é utilizada na maioria das vezes no contexto religioso. E é mais que adequado fazer-se uma exegese do roteiro do filme de Gibson. Afinal de contas, trata-se de uma peça religiosa.

O princípio da exegese é perscrutar todos os detalhes, inclusive as bases, que inspiraram o autor de determinado texto. Quando esquadrinhamos o roteiro de A Paixão, ficamos pasmos. O roteiro de Gibson, ao contrário do fartamente divulgado, não se restringe aos Evangelhos. Nele estão presentes figuras que aparecem apenas na tradição católica e não nos Evangelhos. Dois exemplos são Verônica, aquela mulher mitológica que teria enxugado o rosto de Cristo a caminho do Calvário e a citação dos nomes dos malfeitores executados ao lado do Filho de Deus. São figuras apócrifas. Não estão nos Evangelhos. O filme, portanto, não é "totalmente fiel à Bíblia", como insiste o diretor.

Pior. Mel Gibson admite ter se inspirado nas visões da freira católica Anna Catarina Emmerick. Estas visões foram compiladas por um poeta chamado Brentano no livreto A amarga Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é a real fonte de inspiração de Gibson: A Amarga Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Anna Catarina Emmerick.

Se o livreto foi escrito a partir dos relatos de Emmerick, então é ela quem deve ser perscrutada exegeticamente. Quem é Anna Catarina Emmerick? O que pensava? O que escreveu?

Anna Catarina Emmerick era alemã e viveu no início do século XIX. Famosa por ser uma religiosa estigmatizada, Emmerick é estudada até mesmo em teses de doutorado.

Embora religiosa Emmerick admitiu que NUNCA LEU A BÍBLIA. Determinada vez afirmou: "Meu próprio pai me ensinou a ler. (...) Eu nunca li muito. Eu não posso ler muito, logo saio fora de mim [ficava em êxtase]. Eu não posso ler um capítulo completo de Thomas de Kempis [um místico da época]. Não sou perseverante, para mim tudo tem que ser breve. (...) Eu gosto de ler o baixo alemão do pregador Tauler. É um dos poucos livros com os quais posso entreter-me bastante. Eu entendo o livro, e ele me entende. Mas, mesmo assim, eu não o leio muito, mas algumas vezes tenho ouvido lê-lo, o que várias vezes me provocou visões muito bonitas".

Peço perdão aos leitores pelos detalhes que serão relatados a seguir. Embora beire o imoral, trata-se de trechos da Tese de Doutoramento6 do Professor Orlando Fedeli, aprovada na Universidade de São Paulo em 1988. O texto completo é de arrepiar aqueles que defendem A Paixão de Gibson como instrumento de evangelização.

A tese do Dr. Orlando Fedeli fala dos estigmas de Emmerick. Pessoas estigmatizadas eram comuns na Igreja Católica pré Concílio Vaticano II. Tratava-se de pessoas religiosas, em sua maioria, que manifestavam em seus corpos os mesmos ferimentos de Cristo. Chagas nas mãos, pés, cabeça e peito que apareciam, supostamente, de modo espontâneo. A maioria dos casos foi tida, pela própria Igreja, como farsa. Na verdade, oficialmente não há o registro da aceitação dos estigmas como dogma católico.

Anna Catarina Emmerick além de estigmatizada tinha um comportamento que beira o fetichismo. Em seu leito, costumava receber o confessor, um padre dominicano chamado Limberg, que era orientado pela própria estigmatizada a acariciar-lhe com os dedos. No auge das carícias, Emmerick puxava a mão do padre e ficava chupando o dedo indicador deste, numa clara conduta sexual.

Determinada vez, não podendo atender à confidente, Pe. Limberg pediu que seu superior, um bispo, fosse visitá-la. Ao fazer o sinal de unção, com a mão direita, a vidente de Gibson pegou o indicador e o polegar do religioso dizendo: "São esses [dedos] que me alimentam".

A tese de doutorado disponível na Internet fala, em profusão, das visões tidas por Emmerick. Essas visões vinham-lhe no auge de crises de febre. Eram delírios. E, à medida que estes aumentavam, Emmerick tornava-se mais estranha. A certa altura disse ter tido a visão "de uma bela mocinha que lhe oferecia o seio regorgitante de leite". O Pe. Limberg apressou-se a providenciar que uma parenta sua oferecesse esse préstimo à doente. No prontuário de Emmerick, seu médico, Dr. Wesener registrou na sexta feira, 28 de Novembro de 1817: "A doente na semana passada, esteve na maioria das vezes melhor. Ela toma [chupa] o peito três vezes por dia".7

Relato aqui tão constrangedores episódios para que o leitor tenha idéia das bases morais e doutrinárias da mulher que inspirou o livro junto ao qual Mel Gibson, por sua vez, buscou inspiração para realizar o filme A Paixão do Cristo.

Em resumo: Anna Catarina Emmerick nunca leu a Bíblia, era adepta de leituras místicas e desenvolveu um misticismo tão corrompido que o próprio Vaticano tem dificuldades até hoje para canoniza-la. Este processo está no nível da beatificação há quase 200 anos.

Se o papel do Cinema, como diz o personagem de Gibson em A Teoria da Conspiração, é confundir as pessoas, Bingo! Nunca os cristãos foram tão enredados por uma trama arcaica católica como no episódio de A Paixão do Cristo.

http://www.webcine.com.br/personal/melgibso/melgibso.htm http://www.zenit.org/portuguese/ http://www.montfort.org.br/cadernos/emmerick.html


1. www.webcine.com.br/personal/melgibso/melgibso.htm 2. Teoria da Conspiração, filme da Warner Bros. com Mel Gibson. 3. Revista VEJA, Edição 1843, 03 de Março de 2004 4. idem 5. Programa Rádio Se

Roberto Santos


2004-07-01 00:00:00

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