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Joel, o Dia do SENHOR está perto! Parte III

Joel 2:11


 

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA

Mensagem – Dia 09/05/2010 - PARTE III

 

 JOEL - O Dia do SENHOR está perto! (II)

“Multidões, multidões no Vale da Decisão; porque o Dia do SENHOR está perto, no Vale da Decisão. (Joel 3:14)

Profeta Joel

Estátua do Profeta Joel – em Quiriate-Jearim, Israel – Foto: Pr. J. Nogueira

 

E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Joel 2:13)

 

A Guerra do SENHOR – 2:1-11

         Como vimos no estudo anterior, Joel começa com a mensagem que o SENHOR reina sobre o Seu povo, por isso Ele tem poder e autoridade para disciplinar os Seus servos.

         Vamos relembrar o esboço de Joel:

      

I – O Governo do SENHOR – 1:1 – 20;

II – A Guerra do SENHOR – 2:1 – 11;

III – A Graça do SENHOR – 2:12 – 17;

IV – A Grandeza do SENHOR – 2:18 – 32;

V – O Grande Dia do SENHOR – 3:1 - 21         

         Mas, agora no início do Capítulo 2, há a descrição de uma guerra – terrível combate que assola e causa pânico. Mas, o mais apavorante é que uma guerra do Senhor contra o Seu povo!

         Vamos deixar bem claro três coisas que já temos visto quanto ao cumprimento profético da mensagem de Joel:

 

         1 – Cumprimento Imediato: Refere-se à Praga de Gafanhotos, no Século IX a.C. e que destruiu a economia de Israel, transtornou a terra e abalou as pessoas.

 

         2 – Cumprimento Remoto: Refere-se à ‘Praga dos Assírios’ (que em 722 a.C. destruiu o Reino de Israel, com sua capital Samaria), e à ‘Praga da Babilônia’ (que em 586 a.C. destruiu Jerusalém, esfacelando do Reino de Judá).

 

         3 – Cumprimento Remotíssimo: Refere-se ao Dia do SENHOR, descrito em Apocalipse como a Grande Tribulação (Apocalipse 6 a 19). Para Israel é o Dia da Angústia de Jacó (Jeremias 30:6-9). Para os gentios incrédulos, que têm rejeitado a salvação de Deus, é o Dia da Vingança de Deus (2 Tessalonicenses 1:7-8).

         Neste estudo, de 2:1-11, com o tema “A Guerra do SENHOR”, vamos dissecar três assuntos:

 

 I – O Alarme da Guerra – Vs. 1

 II – A Descrição da Guerra – Vs. 2 a 9

 III – O Comandante da Guerra – Vs. 10 e 11

        

Oração

 

I – O ALARME DA GUERRA – VS. 1

         O Shoffar (trombeta de chifre de carneiro) era tocado em momentos especiais da vida de Israel: na época das festas religiosas, nas convocações de assembléias, ou para dar alarme em situação de guerra num perigo iminente.

         Este toque era de guerra!

         Era o alarme estridente para o clamor do povo, pois há uma promessa do próprio SENHOR que nada fará sem antes ter avisado aos seus servos, os profetas (Amós 3:5-8). Estes têm a obrigação de tocar o shoffar (Isaías 58:1).

         O toque anunciava a terrível disciplina de Deus contra o pecado do Seu povo.

         Qual era o pecado de Israel na época de Joel?

         Era o Teísmo Aberto!

         Claro que ainda não tinha esse “belo” nome, mas era a filosofia teológica predominante nas cabeças e corações do Século IX a.C., como em muitos do Século XXI d.C. também!

         Trata-se da heresia medonha de dizer que Deus não se importa com a nossa vida, com o nosso pecado, com o que acontece no mundo. Ou que Ele se importa, mas não pode fazer nada. Dizem que Deus não disciplina. Que apenas haverá um dia (Dia do SENHOR), escatológico, cósmico, universal, num futuro longínquo, que Ele julgará.

         Ah, se tais lessem o profeta Amós – 4:6 a 12!

         Sei que alguns dizem (ou pensam): ‘isso é coisa do Antigo Testamento. Hoje a coisa é diferente, vivemos na época da graça...’

         1 – É mesmo, cara pálida? Malaquias 3:6-16.

         2 – É mesmo, amigo? 1 Pedro 4:17-18.

         Eu temo lhes dizer isto, amados, pois sei que muitos não entenderão e também não crerão, e talvez João 6:66 tenha que acontecer entre nós (creio mesmo que já começou a acontecer).

         Mas, com temor e tremor, lhes digo, perante Deus, que só há dois caminhos para o verdadeiro discípulo de Cristo: A Vara ou a Cruz!

         O seguir a Cristo, com todas as implicações que são impostas sobre a vida do discípulo, em obediência, integridade, e confiança no poder e na graça no motivar, fortalecer e fazer e perseverar. Isto é a cruz!

         A disciplina é ação corretiva de Deus, em açoitar para o bem os filhos desobedientes, capengas, instáveis e parciais. Isto é a vara!

         Ou a cruz ou a vara, o santo remédio para o insensato – Provérbios 26:3.

         Não há uma terceira via – essa é para os incrédulos e perdidos!

         Há alguns anos colocamos em nosso Informissões a história do fazendeiro “crente”, que ficando rico (Deus nos prova através da adversidade e também da prosperidade) desviou-se dos caminhos de Deus, juntamente com seus cinco filhos. Pois bem, um dia, uma cascavel picou um de seus filhos. Depois de todos os soros e remédios não funcionarem, depois do fracasso dos melhores médicos e hospitais, o garoto estava à beira da morte. O fazendeiro, então, lembrou-se de Deus, pediu ao pastor que orasse por seu filho que tinha sido mordido por uma cascavel.

         O pastor, num arroubo profético, orou: ‘Senhor, te agradeço por essa cascavel, que fez esse homem se lembrar de ti. E peço-te por mais quatro cascavéis que mordam seus outros filhos, e por outra, maior e mais venenosa, que morda esse velho e insensato homem. Ora, Senhor, se uma cascavel, fez com eles se lembrassem de Ti, que essas outras façam com que eles se arrependam, que amoleçam-lhes o coração insensato, que eles se voltem para Ti, clamando por misericórdia e voltando para Ti. Amém!’

         Vamos reler o verso 1 e responder:

  1 – Para quem era o alarme?

  2 – Qual era o perigo?

  3 – Quando viria a disciplina?

  4 – O que o SENHOR queria do Seu povo?

         Depois de respondidas estas perguntas, podemos estudar a descrição da Guerra do SENHOR.

 

II – A DESCRIÇÃO DA GUERRA – VS. 2 a 9

         São tantas formas de descrição, com tantos detalhes, que para efeito de facilitar o entendimento e a memorização, vamos ver três aspectos dessa guerra:

 

1 – Ela será Terrível – Vs. 2 a 4

         Os adjetivos e expressões empregadas nessa descrição formam tremendas hipérboles para dar o sentido de quão terrível é aquele dia (por exemplo, no verso 2, são usados quatro termos para o mesmo sentido: trevas, escuridão, dia de nuvens e densas trevas).

         O verso 3 nos esclarece como aquela terra “que manava leite e mel”, através dos tempos, se tornou em deserto.

         Os gafanhotos parecem cavalos – vs. 4 (daí os árabes os chamarem de cavalos do inferno, a língua italiana e alemã também fazem essa associação). Eles, além da praga terrível, foram ilustrações perfeitas dos exércitos assírios, babilônicos, e dos demônios apocalípticos ( Apocalipse 9:3, 7 e 11).

 

2 – Ela será Irresistível – Vs. 5 a 8

         O Dia do SENHOR não é inevitável (no sentido de seus cumprimentos parciais:  imediato e remoto). Mas, quando chega é irresistível, ou seja, ninguém pode detê-lo ou prevalecer contra ele. Ele mesmo disse: “agindo eu, quem impedirá?” (Isaías 43:13).

         Vs. 5 – Ele consome como o fogo queima a palha (“consome a pragana”).

         Vs. 6 – Há temor de desfigurar a face.

         Vs. 7 – Sua organização os torna invencíveis...

 

3 – Ela será Repentina – Vs. 9

         No verso 2 há o anúncio que está perto, e no verso 9 é dito que virá como um ladrão – quando menos se esperar...

         O Dia do SENHOR é como o romper de uma guerra traiçoeira. Mas, Deus anuncia que vem, só não diz “quando vem”. É como o ladrão à noite: inesperado, repentino e súbito...!

         Leiamos Apocalipse 6:15 a 17, e respondamos: Do que os homem têm medo e estão apavorados no Grande Dia do SENHOR?

 

III – O COMANDANTE DA GUERRA – VS. 10 e 11

1 – Quem não é o Inimigo Temível?

   A – Não é o gafanhoto

   B – Não são os assírios ou caldeus (babilônicos)

   C – Não é o diabo

         Lutero disse que o diabo é um cachorro na coleira e corrente de Deus. Só faz o que Deus permite e estabelece seus limites.

 

2 – O Temível Comandante da Guerra contra o seu povo é o SENHOR

   A – “Diante dEle...” – Vs. 10 – Romanos 8:31 diz: Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Mas, e se Deus for contra nós?

   B – “O SENHOR levantará a Sua voz...” – Vs. 11

   C – “Executando a Sua Palavra” – Vs. 11

 

3 – O Comandante da Guerra chama para a Rendição – Vs. 11

         “Quem o poderá suportar?”

         A chamada é para todos: para quem ouvir  “quem tem ouvidos para ouvir ouça”!

         Você tem resistido? Acha pode prevalecer?

Vou orar por você!

         Você quer se render, fazer a vontade do Rei e Comandante?

Vou orar por você!

 

Jó 42:1 e 2

         O texto mais temível para mim é Provérbios 29:1. Porque, quando nos rendemos, somos vencedores. Quando resistimos, podemos ser irremediavelmente quebrados!

         Quando nos entregamos, Ele é bondoso para nos receber, e é gracioso para nos restaurar e restituir o que o ‘gafanhoto’ destruiu (2 Reis 8:1 a 6).

         Renda-se hoje!

 


Pr. José Nogueira


2010-05-09 00:00:00

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