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Koinonia
Reunião de Estudo Bíblico e Oração

Perseguição contra cristãos na Índia



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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KOINONIA 2006-08-05

Perseguição contra cristãos na Índia

Colossenses 1:28-30


Pr. José Nogueira


 

História real de um jovem de Orissa - Índia

As três semanas e meia que passei preso

Sunam Patmachi tem apenas 21 anos e já dedicou seis anos de sua vida à evangelização e à disseminação da Palavra de Deus entre as pessoas que vivem no distrito de Kandamal, em Orissa, na Índia. Ele foi preso em junho de 2004 por infringir o ato anticonversão, ficou preso por três semanas e, depois disso, foi solto mediante o pagamento de fiança. As acusações contra ele ainda são válidas e a corte ainda tem de livrá-lo de todas as acusações. Nós o encontramos no seminário  que é ministrado para estudar a Bíblia e conhecer melhor como enfrentar as provaçõs ("Permanecendo Firme Em Meio à Tempestade"). Este seminário foi recentemente ministrado no estado de Orissa, na Índia.

Eis aqui sua história nas palavras dele.

Em 13 de junho de 2004, fui preso sob a acusação de coagir conversão religiosa. As acusações levantadas contra mim especificavam que eu tentara mudar a opinião de pessoas que pertenciam à religião hindu para que seguissem o cristianismo. Disseram que eu seguia uma ‘religião estrangeira’ e distribuíra material de persuasão, como dinheiro, para seduzir famílias hindus a se ‘converter ao cristianismo’. A reunião de oração, durante a qual me prenderam, de acordo com eles, era o local em que tudo era planejado.

Aleguei inocência. Em meu coração sabia que estava certo diante do Senhor e que não fizera nada dessa maneira. Todas as famílias que vieram para a Igreja Batista Kandamal o fizeram voluntariamente, por decisão própria, e abraçaram o Senhor Jesus Cristo como o Salvador pessoal de suas vidas. A polícia levou-me para a subcadeia no distrito de Baliguda, Orissa, e jogou-me em um pequeno banheiro. Conforme percebi depois, eu não fora preso imediatamente e posto em uma cela por uma razão. Eles disseram que precisavam me dar uma lição e queriam quebrar-me psicologicamente. Se tivesse sido preso, a polícia sabia que seria forçada a iniciar o processo de investigação. Eu também poderia exigir meus direitos legais e preencher um pedido de fiança para minha liberdade temporária até que, de alguma maneira, houvesse provas.

Fui despido e confinado dentro de um lavatório terrivelmente sujo e malcheiroso por três dias e três noites. O mau cheiro de urina velha e de excremento humano eram insuportáveis. Mal havia alguma ventilação — as frestas na madeira da porta e alguma passagem livre embaixo da porta eram as únicas fontes de ar fresco. O lugar fervilhava de mosquitos — era terrível. Eles deixaram-me trancado lá sem qualquer comunicação. Gritei por socorro, até ficar rouco e minha garganta machucar, e também gritei pedindo água. Mas não havia comida, nem água para beber. Agora que me lembro disso, não sei como pude sobreviver. Isso foi possível apenas pela graça de Deus. Ele me manteve vivo e, hoje, sou capaz de contar minha história e dar glória a Ele por isso.

Na noite do terceiro dia, eles me tiraram do lavatório apenas para dizer-me que o Primeiro Relatório de Investigação contra mim fora preenchido e que, por mais que eu tentasse, não havia nenhuma forma para eu me livrar daquela prisão. Fiquei abatido porque, até aquele momento, ninguém viera me socorrer e não podia imaginar o que mais estava reservado para mim.

Entretanto, tive alguma alegria quando devolveram minhas roupas, recebi alguma comida e água e pude deitar a cabeça no chão e esticar minhas pernas para dormir. Os policiais continuavam insensíveis, mas eu estava exausto depois de sofrer em razão das cãibras causadas pelo confinamento em um espaço pequeno, com 90 cm x 90 cm. Quando fechei os olhos, vi um homem familiar, à distância, em pé, falando com o inspetor de polícia. Percebi que fora essa pessoa quem apresentara as acusações contra mim. Eu sabia que ele era alguém influente e poderoso na área: Lakhanand  Saraswati era um homem de idade avançada, integrante da brigada Hindutya. Ele foi responsável pela perseguição a muitos crentes e também influenciou o povo tribal local contra o Evangelho.

Lembrei-me, naquele momento, que uma dupla de hindus fundamentalistas estivera vigiando minhas atividades e, depois, recebi algumas ameaças exigindo que eu parasse de organizar reuniões de oração e coisa e tal. Entretanto, eu nunca previ que levariam a sério aquela ameaça de impedir-me de pregar o Evangelho. Eu estava agradecido ao Senhor, pois em meus seis anos de ministério, cujo início foi bastante modesto, apenas com oito famílias, havia perto de quarenta famílias que receberam o Senhor Jesus Cristo como Salvador pessoal delas e freqüentavam, com regularidade, a igreja.

Fechei meus olhos em oração e, de novo, entreguei toda a situação nas mãos de Deus. Era a graça de Deus sobre mim que me tornava capaz de sorrir naqueles dias na prisão. A polícia era brutal, as surras eram comuns, as refeições mal davam para ser ingeridas e vinham apenas uma vez por dia. Contudo, eu compartilhava meus problemas com o Senhor, apenas apresentando a Ele cada dor e aflição. Não sentia necessidade de dividir as reclamações com os companheiros prisioneiros, pois meu Senhor era meu pilar de força e apoio. Os outros prisioneiros ao meu redor acharam estranho eu escolher sorrir em vez de reclamar. Isso deu a mim a chance de compartilhar o Evangelho com alguns deles. Também agradeci ao Senhor por essa oportunidade. Especialmente, quando tive a chance de compartilhar com o criminoso mais perigoso daquela prisão. Aquele homem era extremamente poderoso, e os outros tinham muito medo dele. Ele fez-me muitas perguntas para saber como e por que eu estava na prisão, qual fora meu crime, e coisa e tal. Ele nunca ouvira o Evangelho antes, e quando eu falei, ele achou incrível que pudesse ser preso pela simples razão de compartilhar o Evangelho, sem ter cometido nenhum assassinato ou um crime semelhante. Dou graças ao Senhor, pois esse mesmo criminoso perigoso entregou sua vida ao Senhor naquela noite e prometeu servi-lo depois de sair da prisão.

Deus abriu o caminho para mim e, depois de três semanas, fui solto. Os anciãos da minha igreja e meus parentes vieram juntos pagar a fiança. As questões legais ainda precisam ser arranjadas, no entanto, eu oro e creio que meu Senhor tudo pode. Orarei para que a vontade dele prevaleça em minha vida.

É um milagre que pudesse comparecer ao treinamento Permanecendo Firme Em Meio à Tempestade, pois quase não fui. Um pastor, meu amigo íntimo, insistiu para que eu fosse a esse seminário e fiquei tão contente que aceitei o convite. Aprendi muito. Não é necessário ter tanta educação formal para entender detalhadamente por que há perseguição. Há muitas lições valiosas que preciso retomar e estudar para aprender mais e poder compartilhar o Evangelho com os crentes de onde venho. Eu espero e oro para ser capaz de implementar em minha vida diária o que aprendi aqui.





Pedidos de oração:

Motivos de oração: 1. Ore para Sunam Patmachi e seu trabalho de expansão no distrito de Kandamal, Orissa. Ele é valente e tem muita coragem para servir o Senhor mesmo em situações difíceis. Ore para que Deus continue a abençoá-lo dando-lhe mais de sua sabedoria. 2. Ore para os perseguidores, como Lakhanand Saraswati, para que a graça de Deus remova as escamas que os deixam cegos. Para que também eles possam abraçar o conhecimento salvador de nosso Senhor Jesus. 3. Ore para que Deus perdoe as pessoas da terra que vão contra seus escolhidos e para que quando o perdão cair sobre a terra, os corações endurecidos possam ver a verdadeira luz.

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