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Koinonia
Reunião de Estudo Bíblico e Oração

Conheça a sua História



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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KOINONIA 2009-12-08

Conheça a sua História

Hebreus 11:4-13


Pr. José Nogueira


CONHEÇA A SUA HISTÓRIA

(Preparação para o tema História do Cristianismo Bíblico)

 

            Nós devemos conhecer melhor a nossa história. A nossa galeria de heróis da fé, para que possamos imitar a fé que viveram.

            Você já ouviu falar de Balthasar Hubmaier? Ele foi um crente batista que em 1528 (em plena época da Reforma Protestante) foi queimado vivo em uma fogueira, pois esta era a única maneira de fazer-lhe calar e de silenciar a doutrina bíblica.

            Você já ouviu falar de Lottie Moon? Uma missionária batista que morreu de fome? Sim, em 1912, ela sofreu de inanição, em Ping-tu, na China, por dar todos os recursos e forças para salvar os chineses assolados pela varíola, pela seca e pela fome. Ela deu a vida pelos que a perseguiram e até a expulsaram da China. Mas, quando ela repensou nas necessidades deles, voltou para a sua última batalha. Deu tudo de si, que chegou a adoecer. Quando médicos a levaram de navio para tratamento, já era tarde demais. Como foi publicado num boletim local dos missionários: “Lottie Moon era melhor homem de todos os nossos missionários”.

 

            Hoje queremos conhecer um pouco mais um tataravô nosso. Um dos nossos ancestrais espirituais – que foi um gigante na fé. Ele é Policarpo, viveu no Segundo Século, foi pastor da cidade de Esmirna, na Ásia Menor (hoje Turquia, e a cidade se chama Izmir).

            Ser cristão não é fácil. Nunca foi.
            Cada época tem suas próprias dificuldades. Hoje, por exemplo, quando você fala que é crente, logo lhe lembram os escândalos de alguns pastores famosos ou o exemplo de algum crente que pisou na bola.
            Além do mais, nossa sociedade é bastante materialista. O mais importante é ter. E, sem querer, a gente entra na dança, e o senhorio de Jesus Cristo sobre a gente vai pro espaço.
            Na época forte do Império Romano, a dificuldade era outra.
            Havia religião demais. Havia deuses para todos os gostos. O imperador, por exemplo, era uma espécie de deus também. Eles toleravam o Deus de Jesus Cristo. Os cristãos, por sua vez, toleravam a idolatria dos romanos, apenas porque respeitavam as autoridades. Em geral a convivência foi pacífica.
            Os romanos simplesmente ignoravam os cristãos. Em alguns lugares, os conflitos foram inevitáveis. Como o número de cristãos aumentava, isso incomodava. Pois, toda aquela porcaria religiosa era abandonada quando uma pessoa se convertia. Ela se tornava livre daquelas obrigações, inclusive de comprar certos produtos para a sua prática religiosa. Muita gente que vivia desse comércio se viu  ameaçado. Ameaçados, reagiam (leiamos Atos 16:18-22 e 19:23-29).
            Os cristãos tinham uma frase que habitava seus lábios, não só na hora do culto, mas em todo o tempo e em todos os lugares: - Jesus Cristo é Senhor. A frase era muito forte, porque a crença geral era de que o imperador era o Senhor.
            De certo modo, o próprio Império se viu ameaçado. Ameaçado, reagia.
            Houve muitas vítimas. Policarpo foi uma delas.
            Esse cristão teve o privilégio de ouvir sermões da boca do apóstolo João, que era de Éfeso, uma cidade pertinho de Esmirna. Policarpo ficou como pastor igreja na sua cidade.
            Sua influência, no entanto, foi além. Escreveu muitas cartas, das quais infelizmente só sobrou uma.
            Um de seus discípulos, o Pastor Irineu de Lion, escreveu o seguinte sobre seu mestre:
            - Eu posso descrever o lugar onde o abençoado Policarpo sentava e ensinava; suas idas e vindas; toda a rotina de sua vida; seu rosto; como ele falava das conversas que teve com João e com outros que tinham visto o Senhor.
            Lembre-se que este Irineu foi mestre de Hipólito (que nós já estudamos – aquele que exortou o bispo de Roma de sua época – que era um canalha e que está na lista dos “santos” papas da Igreja Romana). Apóstolo João => Policarpo => Irineu => Hipólito.

            Como pastor, Policarpo sempre esteve interessado em que os cristãos vivessem sua fé com simplicidade e coragem. Ele dizia que o fruto da fé em Cristo é uma vida de amor e pureza; o próprio Cristo dá o exemplo que os cristãos devem seguir. Ensinava também que os cristãos são cidadãos de um reino celestial e reinarão com Cristo, se forem obedientes aos seus mandamentos. Para ele, os cristãos devem orar pelas autoridades políticas, mesmo quando estas os perseguem e os odeiam.
            Como líder cristão, preocupou-se com a prática correta da doutrina e da vida. Lutou profundamente para que a essência da fé cristã não fosse distorcida.

 

POLICARPO – UM SEPARATISTA BÍBLICO
            Uma vez, ele foi a Roma. Aí discutiu com o bispo da cidade, Aniceto, sobre a data correta para a celebração da Páscoa. Os dois não chegaram a um acordo, mas ficaram tão amigos que Aniceto lhe autorizou a celebrar a Ceia do Senhor na igreja da cidade. Para que ser duro? A data da Páscoa não era doutrina, apesar de ser importante. Mas, ele tinha o discernimento de lutar pela doutrina, não por pontos que não fossem essenciais. Ele ficou com a sua posição (que era certa), mas respeitou Aniceto.
            Mas, com Marcião foi diferente. Marcião ensinava coisas muito estranhas. Ele pregava, por exemplo, que o Deus do Velho Testamento não é o mesmo do Novo. Formou uma Bíblia só com algumas cartas de Paulo. E assim por diante.
            Policarpo se encontrou com ele em Roma. Marcião foi logo perguntando:
            - Você me conhece?
            Policarpo não deixou por menos:
            - Sim, eu o conheço. Você é o primogênito de Satanás.
            Pouco tempo depois, Policarpo voltou para Esmirna, onde foi morto.
            Num livro muito antigo (`O martírio de Policarpo'), escrito por uma pessoa que viu tudo, sua morte é contada em detalhes.

 

VOCÊ SABE COMO COMEÇOU A PRÁTICA NOSSA DE ORAR COM OLHOS FECHADOS?
            Os cristãos estavam proibidos de cultuar a Deus, mas as autoridades faziam vistas grossas para eles. Se, no entanto, alguém os delatasse, as autoridades eram obrigadas a investigar. Alguns cristãos foram acusados de serem ateus.
            Acredite, se quiser. Os cristãos eram acusados de serem ateus por não adorarem os deuses romanos e orarem de olhos fechados. E eles oravam de olhos fechados para não terem que ver os muitos símbolos do politeísmo romano.

            Os inimigos queriam o líder. Eles queriam Policarpo. Aconselhado pelos membros da sua igreja, ele fugiu para uma fazenda. Quando foi descoberto, fugiu para outra (é assim que se deve enfrentar primeiramente a perseguição – Mateus 24:15-18). Porém, quando estava escondido numa fazenda, ele foi denunciado por um jovem que, sob tortura, contou onde estava o velho. Quando soube disto, Policarpo achou que as coisas estavam indo longe demais e resolveu se entregar.

            Na presença do juiz, este lhe disse:
            - Olhe bem a sua idade. Adore a César e diga: ‘Abaixo os ateus'.
            Policarpo olhou para a multidão e, apontando para ela, disse:
            - Abaixo os ateus.
            O juiz ainda deu uma oportunidade:
            - Rejeite a Cristo e eu te libertarei.
            Policarpo respondeu:
            - Há 86 anos eu O tenho servido e Ele nunca me decepcionou. Como poderei blasfemar contra meu Rei e meu Salvador? Já que tu estás inutilmente insistindo para que eu adore a César, parecendo não saber o que eu sou, deixe-me declará-lo com toda a clareza: eu sou um cristão. Se desejas aprender as doutrinas do Cristianismo, escolha um dia e te farei ouvi-las.
            O juiz pediu-lhe para convencer não a ele, mas a multidão. Policarpo não o fez, porque seria inútil, tal o ódio que nutriam. O juiz ameaçou com as feras e depois com o fogo.
            Assim, amarrado e enquanto o fogo o cercava, ainda orou:
            -
Senhor, Deus Onipotente, Pai de Jesus Cristo, teu filho predileto e abençoado, por cujo ministério te conhecemos; Deus dos anjos e dos poderes; Deus da criação universal e de toda família dos justos que vivem em tua presença; eu te louvo porque me julgaste digno deste dia e desta hora; digno de ser contado entre teus mártires, e de compartilhar do cálice de teu Cristo, para ressuscitar á vida eterna da alma e do corpo na incorruptibilidade do Espírito Santo. Possa eu hoje ser recebido na tua presença como uma oblação preciosa e aceitável, preparada e formada por ti. Tu és fiel às tuas promessas, Deus fiel e verdadeiro. Por esta graça e por todas as coisas eu te louvo, bendigo e glorifico, em nome de Jesus Cristo, eterno e sumo sacerdote, teu filho amado. Por Ele, que está contigo, e o Espiríto Santo, glória te seja agora e nos séculos vindouros. "Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o Vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos". Amém!"

                Nós, cristãos, devemos muito a esse homem, capaz de morrer para manter sua fidelidade ao seu Senhor. Que façamos honrado entre nós o sentido do seu nome: poli = muitos + carpo (fruto), ou seja, que possamos também dar muitos frutos que glorifiquem o nome de Jesus.

            Que nós, sucessores e guardiões dessa fé, oremos: Faz isso de novo, SENHOR!

PRINCIPAIS MOMENTOS
Nome: Policarpo de Esmirna
Nascimento: perto do ano 65
País: província da Ásia Menor, no Império Romano (hoje Turquia)
Cidade principal: Esmirna (hoje Izmir - Turquia)
Livro: ‘Carta aos Filipenses'
Morte: perto do ano 155
Forma: queimado vivo numa fogueira

PENSAMENTO
"Irmãos, escrevo estas coisas sobre a justiça, não porque a tenha alcançado, mas porque tenho me esforçado a realizá-la. Nem eu, nem qualquer outra pessoa pode alcançar a sabedoria do abençoado e glorificado Paulo.
Ele, quando entre vocês, ensinou com denodo e aplicação a palavra da verdade, na presença daqueles que estavam vivos. E quando ausente, escreveu-lhes uma carta que, se vocês estudarem cuidadosamente, perceberão que é uma forma de edificação na fé, uma vez dada a vocês, e que, se seguida pela esperança e precedida pelo amor a Deus e a Cristo e a nossos semelhantes, é a mãe de nós todos.
(...)
Perseveremos continuamente em nossa esperança e na seriedade de nossa justiça, que é Jesus Cristo. (...) Sejamos imitadores de Sua paciência. Se sofremos por Seu nome, nós O glorificamos.
(...)
Permaneçam, portanto, firmes nestas coisas e sigam o exemplo do Senhor, sendo firmes e constantes na fé, no amor uns pelos outros, desejando a companhia uns dos outros, juntos na verdade, demonstrando a paciência do Senhor em seus relacionamentos um com o outro, sem desprezar ninguém."
(Epístola aos Filipenses, capítulos 3, 8 e 10)





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