Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

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Mensagem Pastoral

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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O que a Esperança tem a nos ensinar


No dia 17 de abril, foi realizado o culto oficializando o início de mais uma congregação da Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida. Essa nova congregação está no Parque Genibaú, em Fortaleza. Pr. Joaquim Vieira é o missionário responsável por pregar a Palavra de Deus, discipular os convertidos e, com a graça de Deus, implantar uma igreja que seja fiel e também missionária.

            Por ocasião do culto, o Pr. José Nogueira levou a mensagem, encorajando os pastores, evangelistas e servos do SENHOR a olharem para o futuro com esperança, a fim de que, assim, encontremos ânimo para que sejamos fiéis, operosos e perseverantes.

            Reproduzimos na íntegra essa mensagem de encorajamento:

O QUE A ESPERANÇA TEM A ENSINAR AOS PASTORES E EVANGELISTAS?

2 CORÍNTIOS 5:1-10

            Hoje é um marco histórico para esse bairro: pois aqui o SENHOR Deus decidiu implantar uma Congregação Batista Fundamentalista - que seja uma semente de uma firme, evangelística e missionária igreja Batista Fundamentalista. É uma grande bênção para o Parque Genibaú ter uma Igreja do SENHOR JESUS CRISTO ensinando a Palavra de Deus, irradiando bênçãos, salvando almas, restaurando vidas e edificando famílias.

            Mas, é também um marco histórico da vida do Pr. Joaquim e do diácono Ximenes - que aceitaram o desafio do SENHOR Deus de servi-lO aqui no Parque Genibaú.

            Eclesiastes 3 diz que tudo tem seu tempo, e hoje é o tempo do Pr. Joaquim realizar seu sonho: servir integralmente ao SENHOR à frente de um trabalho pioneiro. Deus – que sobre tudo tem Sua soberania – já havia planejado tudo isso, mesmo quando, há mais de vinte anos atrás, o Sr. Joaquim Vieira veio morar no Conjunto Ceará, ainda descrente.

            Também é o tempo certo do auxílio do irmão Ximenes, o tempo certo do apoio e colaboração de suas famílias, e também da cooperação do Leandro e família.

            Por isso, amados, gostaria de estudar com vocês o texto de 2 Coríntios 5:1-10, extraindo TRÊS FUNDAMENTOS ensinados por Paulo, e aplicando-os na vida e ministério dos pastores e evangelistas, por isso chamei esta mensagem de “O QUE A ESPERANÇA TEM A ENSINAR AOS PASTORES E EVANGELISTAS?

            O contexto é importantíssmo, pois o apóstolo Paulo, no Capítulo 4, expôs as dificuldades do servir ao SENHOR, e concluiu dizendo que devemos viver nessa perspectiva de um corpo que é frágil e que envelhece, mas de um espírito sempre renovado e forte; que nos movemos em meio a coisas temporais, mas que nos importamos com as invisíveis, pois são eternas; e, que embora o nosso presente seja muitas vezes doloroso, contudo o nosso futuro é, com toda certeza, glorioso!

            E Paulo diz que a ESPERANÇA tem muito a nos ensinar – por isso, quando extraímos TRÊS PRINCÍPIOS dessa esperança gloriosa, aplicamos aqui em nossa vida e no ministério que recebemos do SENHOR.

I – A CERTEZA DE UM CORPO GLORIFICADO – Vs. 1

            Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.”

            A figura é de uma barraca (skenos, no grego= tenda) que é trocada por uma mansão. Nosso corpo atual é um barraco, uma moradinha provisória, e que quando ele se desfizer, será trocado por um EDIFÍCIO CELESTIAL, por um templo que não será feito por mãos humanas, pois será eterno e celestial.

            Os judeus sabiam o que era morar em tendas, pois seus antepassados moraram por 40 anos nelas, no deserto do Sinai, rumo à Terra Prometida. E Deus instituiu a Festa dos Tabernáculos (Sukkot), depois que eles entraram na Terra de Canaã. Na festa dos Tabernáculos, que era celebrada todos os anos, eles passavam uma semana morando em cabanas e barracas, as tendas.

            Entre outros ensinos, além da lembrança do Êxodo, havia o ensino inesquecível de quanto é ruim morar em tenda. Cada um aspirava terminar aquele período para ir para sua gostosa e quentinha casa.

            Assim também nos faz tanto bem compreender que nosso corpo é temporário, mas que teremos uma mansão corpórea, glorificada, eterna, no Céu.

             E isso é uma CERTEZA: “sabemos” (oida, no grego), a mesma palavrinha abençoada de Rm 8:28. O verbo indica certeza absoluta (como em 4:14, quanto à ressurreição de Cristo).

ð  Como podemos aplicar isso em nossa vida e ministério? Habitamos num corpo provisório. Nosso corpo fraco é o instrumento de nosso espírito para realizar a Missão que Jesus nos deu. E se, e quando, esse velho corpo se desfizer, temos a certeza de um CORPO DE GLÓRIA, ETERNO, INCORRUTÍVEL e CELESTIAL.

ð  Um irmão foi visitar um velho pastor, que já bem velhinho, estava nos seus últimos dias de vida. Ele perguntou “como vai, pastor?” O sábio e velho pastor respondeu: Vou muito bem, a casa onde moro é que está se desmoronando, mas já estou de malas prontas para a mudança e trocar de residência!

ð  É interessante, irmãos, o sinônimo da palavra usada no vs. 1, “se desfizer” (desarmar a tenda) é a palavra usada em 2 Tm 4:6 (“o tempo da minha partida é chegado”), que significa também levantar âncora, soltar as amarras do navio, levantar acampamento. Usemos nosso corpo para servir a Deus, pois quando chegar a hora de desarmar a tenda, de soltar as amarras, de tirar as estacas, a nossa herança celestial está garantida.

II -  A COMPREENSÃO DA REALIDADE TERRENA: GEMEMOS – Vs. 2 a 4

            Duas vezes Paulo usa o verbo gemer – Vs. 2 e 4.

“E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu”

Vs.2

“Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.”

Vs. 4

            Paulo diz aqui três verdades tremendas sobre o nosso gemido:

            1 – Quando pensamos e cremos no que nos aguarda no Céu, nós gememos aspirando pelo cumprimento dessa promessa. Releiamos o vs. 2.

            Voltaire, filósofo ateu, morreu velho, gemendo e lamentando, temendo o inferno, dando os mais terríveis gritos de desespero. A enfermeira, que cuidou dele, disse que por todo o dinheiro do mundo não queria nunca mais acompanhar os últimos dias de um ateu, gemendo de medo e pavor diante da morte e do juízo.

            Que contraste: O crente geme na feliz expectativa da eternidade de plena alegria, enquanto o incrédulo geme de pavor diante do juízo eterno.

            2 – O crente não deseja a morte, e sim o arrebatamento da igreja – Vs. 3

            3 – Enquanto isso, gememos ao enfrentarmos a dureza dessa vida – Vs. 4 (“carregados” = sobrecarregados, angustiados, cansados e aflitos).

            A aplicação desse princípio para os pastores e evangelistas é crucial no desempenho de nossa missão: o ministério exige seriedade e o suportar, mesmo gemendo, todas as dificuldades inerentes da obra que tem que realizar aquele que quer servir integralmente ao SENHOR.

            Irmãos e colegas do santo ministério, a glória e a alegria sem fim é lá. Aqui, apesar da satisfação em servir ao Rei, temos muitas lutas, gemidos angustiados, adoecemos, sangramos, há despedias chorosas, enfrentamos as lutas. Por isso, perseveremos até o fim.

III – A ESPIRITUAL PERSPECTIVA DO FUTURO – Vs. 5 a 10

            Aqui vamos analisar três elementos que nos mostram porque a vida aqui deve ser vivida sempre na perspectiva do Encontro com o SENHOR no Céu:

            1 – Deus para isso nos preparou nos dando, em nossa conversão, O PENHOR do Espírito Santo – Vs. 5.

“Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito.”

            Penhor é uma garantia de uma coisa futura. O noivo dá uma aliança à noiva, como penhor, garantia, do casamento. O Espírito Santo é o penhor, é a aliança do Noivo, Jesus, à sua noiva – a igreja. É a garantia que em breve a levará para as Bodas Celestiais. Quando lermos, Efésios 1:13 (“em quem também vós, depois que ouvistes...), lembremos da nossa Aliança de Noivado!

            2 – Essa perspectiva nos dá ânimo, confiança e desejo de ser agradável a Ele – Vs. 6-9

“Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor”

Vs. 6

“Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.”

Vs. 7

“Pois que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes.”

Vs. 9

            3 – A vida equilibrada é motivada pela expectativa das Bodas do Cordeiro, mas que é precedida no Céu, pelo Tribunal de Cristo – Vs. 10.

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.”

Vs. 10

            No Tribunal de Cristo, cada crente será avaliado e galardoado por sua fidelidade em servir a Deus, por meio do corpo agora.

            Para nós pastores e evangelistas, a perspectiva da gloriosa promessa celestial e da avaliação do próprio Jesus Cristo, faz-nos ser os pastores e evangelistas sinceros, operosos, consagrados e corajosos, ou seja, os pastores e evangelistas que Deus quer que sejamos.

            Nós não seremos julgados segundo a nossa fé, seremos julgados segundo as nossas obras. Pela fé, fomos salvos (Efésios 2:8). Uma vez salvos, somos chamados a servi-lO, pois Deus preparou uma missão para nós. É importante entendermos isso: Romanos 8:1 com 14:10.

            Amados, vamos prestar contas diante dAquele que nunca faz injustiça. Aqui somos injustiçados para melhor e para pior. É assim. Mas, diante do Tribunal de Cristo, há verdadeira justiça. Aqui há aparência, lá os segredos do coração serão revelados (Rm 2:16).

            O Tribunal de Cristo tem um elemento totalmente diferenciador. Ele não julga somente o mal, mas também premia pelo bem. Todos os tribunais humanos castigam pelo mal, ou inocentam por não ter feito o mal. Mas, o Tribunal de Cristo premia pelo bem que foi feito – Vs. 10.

            Li certa vez uma história verídica que aconteceu durante a Guerra Civil , nos Estados Unidos. Não me lembro de todos os dados, mas envolve um acontecimento marcante na vida do grande presidente Abraham Lincoln.

            Durante a Guerra da Secessão (1861-1865), um jovem tinha sido recrutado e deixou o seu lar para servir no exército do Norte. Depois de uma longa e sangrenta batalha, ele ficou de guarda à noite, num posto de sentinela. Como um oficial o flagrou dormindo, ele foi condenado à morte por fuzilamento.

            Dias antes de sua execução, seus pais receberam uma carta dele, esclarecendo o acontecimento. A carta dizia que não ficassem ressentidos com exército, pois eles julgaram segundo as leis, e ele realmente havia cochilado durante a vigília. Mas, ele queria explicar aos seus pais, para que entendessem a razão dele ter dormido. Ele disse que, quando foi para o exército, outro jovem, chamado Jon, também tinha sido recrutado. E, como era bem novo, ele assumiu um compromisso com a mãe do rapaz que tomaria conta dele. Naquela batalha, o seu amigo tinha ficado muito cansado e de tão exausto não poderia voltar para o acampamento. Ele, tirando o restante das forças que lhe restavam, trouxe o Jon, carregando-o por quilômetros. No acampamento, soube que seu amigo estava escalado como sentinela, como sabia que Jon não agüentaria, ele tomou o seu lugar. E à noite, embora fizesse todo esforço para se manter acordado, o cansaço lhe venceu.

            Ele lhes escreveu contando o que tinha ocorrido, pois queria apenas que seus pais soubessem que ele não foi nem covarde ou irresponsável. E que tivessem boas lembranças dele, pois ele os amava e nunca faria algo que os envergonhasse.

            A irmãzinha do soldado quando ouviu o relato, pegou a carta e decidiu falar com o presidente dos Estados Unidos. Conseguiu uma audiência e pediu que ele não deixasse que executassem seu irmão. Abraham Lincoln disse que não poderia atender ao pedido, pois o irmão dela havia feito algo muito grave, o que poderia ter custado a vida de muitos soldados. Ele agira de forma irresponsável, e a Corte Marcial o condenara ao fuzilamento.

            Então, a menina entregou a carta que seu irmão tinha enviado aos seus pais.

            Lincoln leu a carta e ficou alguns instantes paralisado. Em seguida, mandou uma ordem para que suspendessem a execução. E disse que aquele rapaz era, na verdade, um herói. Um soldado que não abandona o companheiro no campo de batalha, que o carrega, e que depois assume seu lugar por ele não ter condições, mesmo sabendo da dificuldade e do perigo, é um verdadeiro herói.

            Lincoln não somente suspendeu a condenação, mas o condecorou por bravura, dando-lhe a Medalha de Honra por heroísmo.

            Assim, guardadas as proporções, será o Tribunal de Cristo – que nos avaliará com justiça, galardoando-nos segundo nossas obras de mérito.

            Então, amados servos do SENHOR, sirvamos com dedicação. E, mesmo que a nossa tenda se estrague e se desfaça, temos um futuro de glória.


Pr. José Nogueira


2010-04-22 00:0


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