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Mensagem Pastoral

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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A Depravação Total


A DEPRAVAÇÃO TOTAL

(Um estudo da corrupção humana)

Objetivo: Levar a entender o que é o pecado, a Queda, e suas conseqüências na vida do ser humano.

Texto Áureo: Rm. 3.23.

Leituras Diárias:

Seg. Gn. 3. 1-7;

Ter. Rm. 5. 12-21;

Qua. Jo. 8. 31-47;

Qui. Rm 7. 12-14;

Sex. Mc. 7. 2023;

Sab. Rm. 1. 24-27;

Dom. Rm. 3. 9-19.

 

Introdução:

            O artigo 7° da Breve Exposição, síntese de fé da Aliança Congregacional diz o seguinte:

            O homem assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz, mas tentado por um espírito rebelde (Satanás), desobedeceu ao seu Criador; destruiu a harmonia em que estivera com Deus, perdeu a semelhança divina; tornou-se corrupto e miserável, deste modo vieram sobre ele a ruína e a morte.

 

            Este artigo é muito claro quanto ao fato de que o ser humano caiu em pecado, e por conseqüência disso atraiu sobre si uma situação de corrupção e morte.

            É preciso começar sobre a doutrina da salvação entendendo o pecado e suas conseqüências, para depois nas lições subseqüentes compreendermos de onde é que Deus nos tira ao nos dar a vida eterna. Só apreciaremos a obra de salvação em sua inteireza se conhecermos a verdadeira situação do ser humano no pecado.

            Assim, ajeite-se na cadeira e pegue sua Bíblia porque temos muito que estudar.

 

I- O PECADO GERAL.

            Vamos começar nossa lição entendendo o que é o pecado.

a) Definição de pecado. Negativamente pecado é a falta de justiça ou de conformidade do ser humano para com a lei de Deus, e positivamente é a quebra desta lei (1Jo. 3.4), a prática da iniqüidade (Mt. 7. 23). O Dr. Wayne Grudem define nessas palavras: “Pecado é deixar de se conformar a lei moral de Deus, seja em ato, seja em atitude, seja em natureza. ... Inclui não só atos individuais, como roubar, mentir ou cometer homicídio, mas também atitudes contrárias àquilo que Deus exige de nós”.

            Assim, todo afastamento da lei divina é pecado. Referimo-nos aqui não as leis de sacrifícios, as cerimônias do Antigo Testamento, pois foram abolidas por Cristo na cruz (Rm. 10. 4; Cl. 2.13-15; Hb. 9. 1-10), mas as leis morais e preceitos universais dados por Deus para a humanidade. Sendo este afastamento pelo estado ou condição da pessoa (natureza pecaminosa), ou por ações atuais (pecados diários).

b) Origem do pecado. O pecado encontra sua origem não na terra, mas no mundo espiritual. Antes do pecado humano encontramos um ser chamado Satanás, em quem o mal já estava alojado, ele introduziu o erro na terra. Não se sabe quando, mas deve ter havido uma rebelião no mundo espiritual na qual muitos anjos se voltaram contra Deus. Estes anjos têm hoje sua atividade limitada, mas mesmo assim uma forte influência no nosso mundo (2 Pd. 2. 4; Jd. 6). Como o pecado chegou até estes seres é um mistério não revelado, por mais que se tente achar texto na Bíblia, é tudo conjectura.

            * Deve ser salientado que o mesmo não sabendo a origem do mal, devemos entender que o mal não é um “deus” rival do bem, algo que sempre existiu, porque Deus fez tudo primariamente bom (Gn. 1. 31). O mal é muito mais uma distorção do bem original que Deus criou. Todas as coisas, em seu estado original primário de neutralidade são boas, o uso que se faz das mesmas é que as torna, muitas vezes, más.

c) O ser humano no pecado. O Diabo, a antiga serpente (Ap. 20.7), levou os primeiros seres humanos a prática do erro. Esse primeiro pecado do gênero humano que nós chamados de Queda envolveu completamente o primeiro casal e teve drásticas conseqüências (Gn. 2.17-3. 1-24). Veja os aspectos atingidos por este primeiro pecado.

            * Psicológico (Gn 3.7)- Romperam-se os relacionamentos psicológicos, ou seja, do ser humano consigo mesmo. Diz-nos o relato (Gn. 3) que após o pecado apareceu a vergonha. Segundo o Aurélio, vergonha é: “sentimento de insegurança provocado pelo medo do ridículo”. É quando a pessoa fica insegura, não estando mais a vontade consigo, acha que tem algo errado em sí. O primeiro casal perde a segurança de antes quando “estavam nus e não se envergonhavam” (Gn. 2. 25).

            * Social (Gn. 3. 12-16)- Começou a haver discórdia entre o homem e a mulher. E ele joga a culpa pelo erro nela

            * Ambiental (Gn. 3. 17-19)- O ato do primeiro casal descontrolou a harmonia da terra, e esta passou a produzir o que é mau. O apóstolo Paulo diz que só quando os filhos de Deus aparecerem na glória final haverá a restauração ambiental do planeta que até agora está sujeito a escravidão (Rm. 8. 19-22). Eis a razão dos desastres ambientais e naturais, a terra foi afetada pelo primeiro pecado, tudo ficou desajustado, e só com a volta de Cristo haverá também uma restauração ecológica, tudo voltará a harmonia.

            * Físico/Espiritual (Gn. 3: 8-10, 22-24; Rm. 5. 12; Ap. 6,14)- Este foi o maior estrago que a desobediência do primeiro casal causou: a morte.

            1- Morte temporal (Rm. 5. 12; 6.23)- Agora todos estão sujeitos a dissolução corporal com todas as suas enfermidades e misérias. A morte física é uma realidade da qual ninguém pode escapar.

            2- Morte espiritual (1Co. 15. 22a)- O pecado afetou diretamente a imagem divina no homem, tornou-o estranho a Deus e inteiramente corrupto em sua natureza. O casal agora se esconde de Deus, e Deus os expulsa do jardim, estava efetivada a separação. A vida espiritual foi perdida, pois Deus afirmara que no dia em que eles comecem deste fruto, nesse dia morreriam (Gn. 2. 16-17). E esta separação de Deus foi a morte espiritual. Assim, se “todos pecaram” (Rm. 3.23), e se a conseqüência primária do pecado é a morte espiritual e a separação de Deus, então todos estão separados de Deus e naturalmente, todos estão mortos, essa é a condição do ser humano natural atualmente.

            3- Morte eterna/segunda morte (Ap. 6.14)- O pecado também causou a separação eterna entre Deus e todos os impenitentes, estando assim todos debaixo da maldição da eterna condenação (Mt. 25. 41; 2Ts. 1. 8-9).

Entendendo a seriedade do pecado vamos agora saber o que o pecado de Adão e Eva tem a ver conosco.

 

II- O PECADO ORIGINAL.

            O artigo 8° da Breve Exposição tratando das conseqüências do pecado dos nossos primeiros pais tem o seguinte texto: “Estas não se limitam ao primeiro pecador. Seus descendentes herdaram dele a pobreza, a desgraça a inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda; por conseqüência todos pecam, todos merecem ser condenados, e de fato todos morrem”.

a) Definindo. A doutrina do Pecado Original ensina que todos os seres humanos pecaram em Adão e assim a partir daí nascem com a natureza corrompida, mortos espiritualmente (Ec.7.20; Ef. 2.3). Calvino tem uma definição interessante, para ele pecado original era: “Uma corrupção e perversão hereditária de nossa natureza, difundidas em todas as partes da alma; o qual, primeiramente nos faz culpáveis da ira de Deus, e, além do mais, produz em nós o que a Escritura denomina de “obras da carne”” (Institutas, 2. 1. 8).

            * Salienta-se que não herdamos apenas uma inclinação ou tendência para o mal como alguns acham, herdamos sim uma natureza pecaminosa que se manifesta em pecados reais e nos faz filhos da ira (Ef. 2.3, note o “Por natureza”). Todos nascem assim.

 

b) Adão nosso representante (Rm. 5.12-21). Você pode perguntar: “mas o que eu fiz para que herdasse a culpa de Adão?” A resposta é dada pelo Dr. William Barclay comentando Rm. 5.12:

            Esta é a idéia da solidariedade. O judeu não se considerava a si mesmo individualmente, senão como parte de uma tribo, de uma família ou nação, separado da qual não tinha identidade real. Assim, é como Paulo vê Adão: não como individuo, senão como representante de toda humanidade; e, como tal, seu pecado foi o de todos os seres humanos.

            É isso, Adão e Eva eram a humanidade diante de Deus, nossos representantes federais, é por isso que Paulo diz que em “Adão todos morrem” (1Co. 15.22ª). Suas bênçãos seriam nossas bênçãos, seu pecado foi o nosso pecado. Diz a Declaração de Savoy: “Sendo eles a raiz, e pela ordenança de Deus representantes de toda a humanidade, a culpa deste pecado foi imputada, e a natureza corrompida comunicada a toda a sua posteridade, que deles descende por geração ordinária” (Cap. VI, seç. 3).

 

d) A humanidade corrompida. Assim, o estado de depravação que se seguiu ao primeiro pecado do gênero humano é agora inerente a toda humanidade. Todos nascem com a natureza carnal (Jó 25. 4; Sl. 51. 5), mortos, e por isso é necessário um novo nascimento para que possam se agradar das coisas de Deus (Jo. 3. 3-6).

            Isto porque a natureza humana deseja não o que é bom, mas o que é contrário a lei de Deus (Rm. 8.7-8; Gl. 5. 17-21). É assim porque o pecado atingiu no ser humano:

            1- A mente (Rm. 1.21; Ef. 4.17). Por isso os pensamentos naturais do ser humano sobre coisas espirituais são nulidades e coisas vãs, sua mente só será mudada se ele passar a ter a mente de Cristo (1Co. 2.14-16).

            2- A vontade (Ef. 2.1-3; 2Pd. 2.19). A vontade do homem natural ficou sujeita ao pecado, ele não tem vontade própria, faz o pecado quer, é seu escravo (Jo. 8.48; Rm. 6.16).

            Sabendo que todos os seres humanos se exceção são corruptos por natureza, o decreto do para Pio IX (1854) que instituiu o dogma da imaculada concepção de Maria é antibíblico, feito apenas para legitimar a adoração a mãe de Jesus. A única pessoa concebida sem pecados foi Jesus Cristo, porque sua geração se deu por obra e graça do Espírito Santo (Lc. 1. 34-35; 2Co. 5.21; 2Pd. 2.2. 1Jo. 3.5).

 

III- O PECADO ATUAL.

            Bem, já vimos que as Escrituras são claras em atestar a presença do pecado e que também mostram que toda a raça humana é pecadora por nascimento. Mas, todos sabemos que não somos culpados de pecado apenas por ter nascido pecadores, mas todos nós também praticamos pecado, erramos muito todos os dias. Este é o chamado pecado atual.

 

a) O que é o pecado atual. Por pecado atual denomina-se todo ato interno ou externo que esteja em conflito com a lei divina. É o ato de afastar-se da lei de Deus, por um ato humano tanto de conhecimento, como de omissão, incorrendo assim a pessoa em responsabilidade, em culpa. É isso que as Escrituras chamam de “obras da carne” (Gl. 5.19-21), “obras das trevas” (Ef. 5.11), obra do velho homem (Cl. 3.9).

 

b) A causa do pecado atual. O pecado atual tem a sua fonte no pecado original. “Desta corrupção original, pela qual nos tornamos totalmente indispostos, incapazes e antagônicos a todo bem, e totalmente inclinados a todo mal, procedem todas as transgressões atuais” (Declaração de Savoy, cap. VI, seç. 4). Assim, a verdadeira causa do pecado atual que provém do interior do ser humano (Mc. 7. 21-23) é a natureza corrompida, o pecado que habita em nós (Rm. 7.17). Por termos esta inclinação para o mal ela se manifesta em nossas obras más no dia a dia.

 

CONCLUSÃO

            É patente nas Escrituras o fato do pecado. O mal existe e ninguém pode contestar isso. O mal se manifestou no mundo e contaminou-o, bem como ao gênero humano. Assim, o homem criado por Deus bom caiu, deixou-se enganar pela serpente, e assim levou atrás de si a criação perfeita, pois todo planeta foi afetado por este erro.

            O primeiro pecado do ser humano foi transmitido a toda a raça, porque Adão era o representante da humanidade diante de Deus, assim, após o primeiro pecado todos nascem com a natureza corrompida e vendida ao pecado (Rm. 7.7-24). É a Depravação Total.

            Neste estado o ser humano natural é cego para as realidades espirituais (1Co. 2.14; 2Co. 4.4-6), inimigo de Deus (Rm. 5. 8-10), escravo (Jo. 8.34), separado de Deus (Is. 59. 1-2; Cl. 1.21), morto (Cl. 2.13), não podendo fazer nada para sair desta situação por si só.

 

Perguntas para aprofundamento

1- O que é o pecado?

2- Defina pecado original?

3- Temos culpa pelo pecado de Adão? Por quê?

4- Qual a diferença entre Pecado original e pecado atual?


Pr. José Nogueira


2011-06-08 00:0

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