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Mensagem Pastoral

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Apenas um Exemplo e Três Conselhos


Casamento de Átila & Mariana

 
Casamento do Átila e Mariana

« Álbum de Fotos »

20 de Outubro de 2012

 

Mensagem – Pr. José Nogueira

 

 

APENAS UM EXEMPLO E TRÊS CONSELHOS

           

    Na Epístola aos Hebreus, no Capítulo 11, há uma longa lista dos chamados Heróis da Fé. Essa Galeria dos Grandes Homens de Deus é empolgante, pois resume a vida das pessoas que, na Bíblia Sagrada, se destacaram por sua fé e amor a Deus.

     Quero ler os versículos 17 a 22, pois focam os quatro patriarcas de Israel: Abraão, Isaque, Jacó e José.

 

Leiamos Hebreus 11:17-22.

 

17  Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. 

18  Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; 

19  E daí também em figura ele o recobrou. 

20  Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras. 

21  Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão. 

22  Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos. 

 

     Abraão se destaca pela fé – creu no Deus dos Impossíveis. E dele e Sara, ambos velhos, o SENHOR Deus gerou Isaque para formar o povo de Israel e a descendência do Messias: Jesus Cristo.

     Isaque é marcado pelo amor – amor a Deus, amor à família, amor à promessa de Deus de continuar a descendência do povo escolhido.

     Isaque gerou Jacó, e Jacó ficou na História Sagrada marcado pela mudança. Deus mudou sua história, mudou seu caráter, mudou até seu nome para Israel. De Enganador para Príncipe de Deus.

     Jacó gerou 12 filhos, e o penúltimo filho, chamado José, é quem recebe destaque na Bíblia Sagrada.

     Se a Abraão, Gênesis dedicou 13 capítulos; a Isaque, Gênesis dedicou 3 capítulos; a Jacó, Gênesis dedicou 9 capítulos; a José, Gênesis dedicou 12 capítulos para contar a história de sua vida, sim 12 capítulos para contar o exemplo de José.

    José, ou Youssef em hebraico, significa “Aquele a quem Deus ajuda”. Foi o penúltimo filho de Jacó, filho de Raquel.

    A história de José tem muitas semelhanças com a vida de Jesus:

1 – Muito amado pelo pai.

2 – Foi alvo de inveja da parte de seus irmãos.

3 – Seus irmãos rejeitam o plano de Deus para ele – Gn 37:8 e 20 e Jo 8:47-49.

4 – Seus irmãos conspiraram para matá-lo.

5 – José, em figura, foi morto aos olhos do pai, e depois apareceu vivo.

6 – José perdoou seus irmãos.

7 – José casou-se com uma noiva gentia (não-judia), assim como Cristo tomou como noiva a igreja - formada com maioria de gentios (não-judeus).

     Por isso, amados filhos, quero hoje lhes marcar com a vida de José. Não lhes falarei sobre o amor, isso vocês conhecem bem e aprenderão muito ainda com a Palavra de Deus. Não lhes falarei sobre família, porque vocês já estudaram bem seus papeis, o propósito de Deus para o matrimônio, e continuarão nessa escola de aprendizado e crescimento, para a glória de Deus.

     Quero que hoje conheçamos o exemplo de José e aprendamos três lições de vida sobre esse grande servo de Deus. Sua história está contada nos Capítulos 37 a 48 do Livro de Gênesis.

     José foi o penúltimo filho de Jacó e sua amada Raquel.

     Foi um garoto obediente e de inteira confiança de seus pais.

     Jacó usava José para ver o comportamento de seus dez irmãos mais velhos. E ele fielmente dava os relatórios, conforme o que via.

     José teve dois sonhos que eram revelações de Deus para a sua vida. Sonhou que os feixes de seus irmãos se prostravam diante dele. Depois sonhou que o sol, a lua e onze estrelas também se prostravam diante dele. O sentido do sonho era claro: um dia José ficaria numa posição de destaque político que toda a sua família o honrariam. Mas esses sonhos fizeram com que seus irmãos o odiassem.

      Um dia seus irmãos conspiraram para matá-lo. Estavam no campo e viram que José se aproximava. Tramaram, então, assassiná-lo, colocar seu corpo num poço, e levar suas vestes para o pai, manchada de sangue, dizendo que José tinha sido devorado por animais selvagens.

      Rúben, porém, o irmão mais velho, querendo salvar a vida de José, sugeriu que colocassem José vivo no poço, assim não manchariam suas mãos com o sangue do irmão. Seu objetivo era voltar depois e salvar seu irmão.

     Rúben teve que sair, e seus irmãos fizeram como ele havia sugerido. Mas, quando viram uma caravana de ismaelitas, resolveram vender José como escravo. E José foi levado para o Egito.

     Os irmãos de José voltaram para casa e contaram a Jacó que José havia sido morto por animais selvagens. Jacó muito chorou lamentando a morte de seu querido filho.

     No Egito, José foi vendido como escravo na casa de Potifar, um funcionário do alto escalão da maior potência daquela época – O Egito.

     Na casa de Potifar, José mostrou-se com qualidades notáveis de liderança e administração. Tornou-se administrador da casa de Potifar, e seu patrão prosperou muito.

     Mas, a mulher de Potifar se apaixonou por José, e como José rejeitou seu assédio, ela o acusou de tentar violentá-la. Potifar mandou prender José nas terríveis e temíveis prisões egípcias.

     Na prisão, José se tornou auxiliar-direto do diretor da prisão, de forma que o diretor confiava tudo em suas mãos.

     E naquela prisão ele ajudou muito o copeiro do Faraó, que também estava preso. E o copeiro do Faraó lhe prometeu que quando saísse dali ajudaria José. O copeiro, depois, foi absolvido, saiu, voltou a servir ao Faraó, mas esqueceu-se de José.

     Anos mais tarde, Faraó teve um sonho que ninguém conseguia interpretar. Ele sonhava que via sete vacas gordas, e depois apareciam sete vacas magras que comiam as sete vacas gordas. Como o sonho perturbava Faraó, e ninguém conseguia interpretar o sentido daquele sonho, o copeiro lembrou da sabedsoria de José e o indicou para interpretar o sonho faraônico.

     José interpretou dizendo que as sete vacas gordas representavam sete anos de fartura que sobreviriam ao Egito, e as sete vacas magérrimas seriam sete anos de seca que avassalariam o Egito depois. E José recomendou que se ajuntassem mantimentos durante os anos de prosperidade, fizessem poupança e se preparassem para os sete anos de escassez.

     Faraó aceitou a interpretação e o conselho de José, e o colocou como seu primeiro-ministro, para administrar os sete anos de prosperidade e os sete anos de seca e fome que iriam vir sobre o mundo.

     Assim aconteceu.

     A terra de Canaã, onde moravam Jacó e onze irmãos de José, sofreu com aquela seca. E Jacó mandou que seus filhos fossem comprar mantimentos no Egito. Foram os dez irmãos, ficando apenas o filho mais novo, Benjamin.

     No Egito, eles, como estrangeiros, tiveram que se apresentar ao Primeiro-Ministro do Faraó. Eles se prostram diante de José, conforme o sonho de José de 20 anos atrás. Eles não reconhecem José, pois já tinham se passado 15 anos que não se viam - de um adolescente de 17 anos, agora José tinham mais de trinta anos. José reconhece seus irmãos, mas não revela quem ele é. E pergunta de onde eles são e se tem mais algum irmão. Diante da resposta que são de Canaã e que deixaram o irmão mais novo lá, José os acusa de espiões, e que um deles ficaria preso no Egito até que voltassem e trouxessem o irmão mais novo – para provar que a história deles é verdadeira.

     Os irmãos de José ficam atribulados – lembram do pecado deles do passado, e acham que Deus está disciplinando a maldade deles. Falam com Jacó – que teme perder agora até seu filho mais novo. E, depois de muita relutância, os irmãos de José voltam ao Egito, levando Benjamin.

     Diante dos onze irmãos, José revela quem ele é – diz que lhes perdoou, e que crê que foi providência de Deus ter acontecido tudo aquilo. Manda buscar Jacó e o restante dos parentes para morarem na melhor e mais fértil terra do Egito.

     O encontro de toda aquela família é emocionante, há muito choro, perdão e reconciliação.

     José morre com 110 anos, e pede que quando Deus os levar de volta para Terra Prometida, que eles levem seu corpo e o sepultem em Israel, na Terra de Canaã.

     Ele morreu como viveu, confiando nas promessas de Deus – que é fiel.

 

     Queridos filhos, este é o exemplo da vida de José.

     E que grandes conselhos de uma vida tão abençoada podem nos dar no dia do casamento de vocês?

     Deixem-me lhes passar três lições da vida de José:

 

1 – José foi um bom filho – continuem sendo bons filhos e ensinem depois a seus filhos a serem bons filhos também. Porque o 5º Mandamento (Êxodo 20:12) é o primeiro mandamento com promessa de Deus, conforme Efésios 6:2 e 3:

2  Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; 

3  Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. 

 

     José foi um filho obediente, um exemplo, ele honrou seus pais – e sua vida foi muitíssimo abençoada.

     Ele, quando jovem, era fiel e de inteira confiança de seu pai.

     Quando ficou homem, honrou seu pai que amava de coração. Quando mandou buscar seu pai no Egito, ele enviou um presentinho de fazer qualquer um perceber a honra – Gn 45:23 (dez jumentos carregados com o melhor do que havia no Egito e dez jumentos carregados de alimentos).

      Quando seu pai chegou no Egito com os restantes dos parentes, José lhes deu a terra de Gósen, que fica no delta do rio Nilo, a melhor e mais fértil terra do Egito.

     Quando seu pai morreu, ele cumpriu a promessa que lhe tinha feito, e fez cortejo para sepultá-lo na Terra de Canaã, na sepultura em MacPelah, onde foram sepultados Abraão e Sara.

     José honrou seus pais em vida e depois de mortos!

     Deus promete duas coisas aos bons filhos que honram seus pais: “para que tudo te vá bem, e vivas muito tempo”!

     Deus transformou todas as adversidades de José em bênçãos, e lhe deu 110 anos de vida abençoada!

     Vocês tem sido bons filhos, tem dado muita alegria aos nós seus pais, perseverem nisso, sejam abençoados. Mas, acima de tudo, ao terem seus próprios filhos, ensinem isso a eles também. Contem o exemplo de José, contem os seus exemplos, e digam que, no dia do casamento de vocês, eu abençoei vocês e seus futuros filhos com essa bênção da descendência honrada e abençoada!

     A Bíblia Sagrada ordena que os filhos honrem a seus pais – independentemente se forem os pais bons ou maus.

     Façam isso – que no tempo certo – no tempo de Deus, a colheita de bênçãos virá.

      José foi um exemplo de honra aos pais e um exemplo da fidelidade de Deus.

      Chegou ao Egito como um nada e chegou a ser o Primeiro-Ministro da maior potência da Antiguidade, porque Deus o honrou.

      Quero lhes passar essa primeira lição, não somente a vocês, mas a todos os filhos que hoje aqui estão presentes: Do jeito como você trata seus pais, Deus lhes tratará um dia!

 

2 – José foi um homem íntegro – continuem perseverando na integridade de vocês.

     Talvez nós não precisássemos falar isso com vocês, mas nunca é demais lembrar que a uma das chaves da vida abençoada de José foi a sua integridade.

     Ele foi fiel na casa de seu pai.

     José foi fiel na casa de Potifar.

     Foi fiel na prisão – tinha as chaves das celas e dos depósitos – e nenhum preso fugiu, nem nada faltou, nenhum suborno aconteceu.

     Foi fiel como primeiro-ministro de Faraó.

     José foi fiel aos homens e diante dos homens, porque foi primeiramente fiel a Deus.

     A Bíblia diz que Potifar confiou tudo que possuía nas mãos de José. E José, quando foi seduzido pela mulher de Portifar, lembrou-se exatamente de sua integridade diante de Deus – Gn 39:7-9.

 

7  E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo. 

8  Porém ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem; 

9  Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus? 

 

     E, amados filhos, casar é confiar a vida nas mãos de outra pessoa.

     Por isso, é necessário perseverar na integridade para que sejam felizes e tenham um lar duradouro e de paz.

     José foi provado na adversidade – quando tudo ia mal, ele foi fiel.

     José foi provado na prosperidade – quando tudo estava bem, ele permaneceu fiel.

     Sim, lembre-se de serem féis e íntegros um ao outro, mas primeiramente ao SENHOR Deus.

     Há pessoas que suportam a provação dos sofrimentos, mas sucumbem diante da provação do crescimento e do sucesso. Caem diante do dinheiro, diante de uma promoção, de um doutorado, ou de uma ilusão.

     Lembrem-se de José que foi honesto com o dinheiro do patrão, e fiel diante da mulher do patrão.

     Um sinônimo belíssimo de integridade é respeito.

     E respeito é honrar ao outro na presença e também na ausência.

     Quando José interpretou o sonho de Faraó, e Faraó o nomeou seu administrador-mor, vocês acham que Faraó não pesquisou antes os antecedentes de José? Certamente que sim, ali estava o copeiro que havia sido colega de cela, era fácil chamar o diretor do presídio, e interrogar até o próprio Potifar. E o que cada um tinha a dizer sobre José era uma carta de recomendação de integridade e eficiência.

 

      Que grande lição para todos nós temos tido até aqui com a vida de José.

      Seu namorado/a, seu noivo/a, têm sido fiel, íntegro e mantido o respeito da presença e da ausência?

      Perseverem na fidelidade aos votos que vocês farão nesta noite!

 

3 – Dentre muitas lições da vida de José, em que poderia destacar sua eficiente administração, liderança, sua visão a longo prazo, sua perseverança, quero terminar com sua capacidade de perdoar.      

      José soube lidar com as traições, com as injustiças que havia sofrido, com os sofrimentos da vida.

      José foi traído pelos irmãos, pela mulher de seu patrão, pelo próprio patrão que não acreditou nele, pelo copeiro do Faraó que esqueceu da promessa que lhe fizera.

      Seria natural que quando alcançasse o seu alto cargo (a Bíblia descreve que em todo o Egito somente Faraó estava acima dele), ele começasse sua vigança. Dissesse que a hora da revanche havia de começar: mandaria chamar a mulher de Potifar, o próprio Potifar, o copeiro do Faráo, e oportunamente seus irmãos.

      Ao contrário disso, José faz o bem. Ele aprendeu a perdoar, a não carregar mágoas, a não nutrir ressentimentos. José era um homem livre – livre de amarguras do passado.

      Não foi à toa que deu ao seu primeiro filho, nascido no Egito, o nome de Manassés, que quer dizer: Esquecendo.

      Como o apóstolo Paulo, talvez José tenha adotado o princípio de Deus: “esquecendo-me das coisas que pra trás ficam, prossigo para o alvo...”.

      E, ao seu segundo filho, chamou de Ephraim, que tem o sentido de “aumento duplicado”. Ou seja, quem esquece as mágoas e sabe perdoar as injustiças, cresce, duplica e se torna frutífero.

      Aprendam a perdoar a si mesmos, cultivem a paz libertadora de saber perdoar as ofensas dos outros, vivam livres de amarguras, ódios e ressentimentos.

      Perdoem um ao outro e façam como José – que aprendeu com  Deus – esqueçam os males, e lembrem e relembrem as boas coisas.

      Aqui é um culto – e se alguém tem que pedir perdão a um pai, mãe, filhos, irmãos – ou mesmo a Deus – esta é uma oportunidade que o SENHOR Deus está nos dando!

 

       Que a bênção do exemplo de José e essas três lições estejam sobre vocês!


Pr. José Nogueira


2012-10-20 00:0


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