Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

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Mensagem Pastoral

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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Alerta para a Liderança Espiritual


 

Será que essa é a idéia central da carta? Talvez não seja, sobre a queda de Lúcifer, mas com certeza fala dos mesmos sintomas que levaram Lúcifer a transformar-se em Satanás. Pois o mal tem muitas caras diferentes, embora seja sempre o mesmo: rebelião contra Deus derivado do desejo de ser autônomo em relação a Ele.

E o mesmo conjunto de sintomas (síndrome) que caracterizaram a Queda de Lúcifer com suas conseqüências pode também revelar-se em vidas humanas:

“Aqueles homens são apóstolos falsos, e não verdadeiros.

Eles mentem a respeito de seus trabalhos, e se disfarçam em verdadeiros apóstolos de Cristo.

E não é de admirar, pois até Satanás pode se transformar e parecer um anjo de luz! Assim é muito natural que seus servidores se disfarcem em pessoas que fazem o bem. No fim, eles receberão o que merecem” (2 Co 11:13-15).

“Aliás”, se há um grupo humano no qual a síndrome de Lúcifer pode se manifestar é a dos líderes religiosos. No meio cristão, na assembléia dos santos, tem-se o ambiente “semi-original” como pano de fundo para a manifestação do mal. Mesmo quando não se está lutando contra Deus corre-se o risco de ainda assim estar vivendo a ambígua situação de empanar o brilho da glória de Deus pela glorificação de nosso consagrado ego. Isso ocorre especialmente nos ambientes religiosos onde há pessoas que se sentem divinamente elevadas (Ez 28:1,2), moralmente formosas (Ez 28:7), perfeitas em conduta (Ez 28:12), e pretensiosamente possuidoras de todas as revelações de Deus (Ez 28:3) exaltadas no seu status de fé  (Ez 28:14), insaciáveis em suas ambições religiosas  (Is14:13), Sim, nesses ambientes a Síndrome tem seu cenário ideal para se apresentar e se expandir sem limites, porque na primeira rebelião – a de Lúcifer – o ambiente era assim também.

 

INTRODUÇÃO

Não sabemos se Judas resumiu 2 Pedro. Ou Pedro expandiu a Epístola de Judas ao escrever sua 2ª carta. Ou se ambos foram influenciados por uma terceira obra. Na verdade há muitos pontos comuns nas duas epístolas.

A intenção original de Judas era escrever sobre Soteriologia (vs.3). Porém, ao se preparar para escrever, recebe a notícia que a igreja destinatária está enfrentando uma perigosíssima situação.

Então, Judas resolve adiar seu tratado soteriológico e é usado pelo Espírito Santo para confrontar essa “teologia nova” que ameaçava arruinar o rebanho de Deus.                                                  
                                                                      
Talvez tenha sido nesse momento que Judas notou quão importante foi o livro que acabara de ler. Pois ele sabia que as heresias variam de forma e conteúdo geral, mas a essência de todas elas revelam o mesmo mal: A SÍNDROME DE LÚCIFER. Segundo a Bíblia, a própria tragédia humana está baseada também no conjunto de causas dos sintomas que caracterizam essa Síndrome:

 

1º  RELATIVIZAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS: Mediante o acolhimento de uma dúvida satânica: ”É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” Primeiro ele afirma que Deus disse. Depois põe em dúvida o que Deus disse, acrescentando uma interrogação. A dúvida foi acolhida! (Gn 3:2).

 

2º  MEDIANTE A ALTERAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS:Depois que a dúvida foi acolhida, a Palavra de Deus não pode ser alterada. A mulher acrescentou à Palavra de Deus algo que não dissera: “nem tocareis nela” (Gn 3:3). Era o princípio da relativização da Palavra de Deus. Quem altera para mais, também altera para menos OU NEGA! (Gn 3:4)

A  AUTO DIVINIZAÇÃO

“Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gn3:5).

Esse processo de autodivinização tem sempre os mesmos passos, também em relação a Lúcifer como em relação aos homens:

*   Atribui-se a Deus uma semi- tirânica imposição de limites desnecessários à vida de suas criaturas: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os alhos... (Gn 3:5a)

*  Afirma-se a possibilidade de se superarem as condições originais da vida e se projetar o próprio ser, para tornar-se um semideus: “E como Deus sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:5).

IMPORTANTE: O que não se diz é que quem manifesta essa insatisfação interior com a própria condição original já está possuído de uma predisposição ao mal. Daí todo conhecimento do bem e do mal que se obtêm mediante essa insatisfação intrínseca com a condição que Deus nos atribuiu, resulta sempre em se conhecer o bem, mas não realizá-lo; e se conhecer o mal, mas não ter forças para evitá-lo, pois já se tem uma tendência prévia filosófica e motivacional para a prática do mal.

 

3º A ABSOLUTIZAÇÃO DE SI MESMO:

“ E VENDO A MULHER QUE AQUELA ÁRVORE ERA BOA PARA SE COMER, E AGRADÁVEL AOS OLHOS, E ÁRVORE DESEJÁVEL PARA DAR ENTENDIMENTO, TOMOU DO SEU FRUTO, E COMEU, E DEU TAMBÉM AO SEU MARIDO, E ELE COMEU COM ELA” (Gn 3:6).

Esse conjunto de coisas, causas e efeitos faz da Síndrome de Lúcifer uma realidade para anjos e homens. Nos anjos não há cura, mas nos homens sim. Por isso o Espírito Santo usou Judas para escrever e nós para estudarmos!

Judas sabia que não havia tempo a perder. A heresia tem o poder dos piores cânceres.

Judas saúda de forma humilde – vs.1. Não se gloria de ser um dos irmãos de Jesus Cristo e nem se exalta da honra de ser irmão de Tiago, a maior figura eclesiástica do primeiro concílio (At 15). Apenas uma singela e educada alusão ao “parentesco” como identificação era suficiente.

E afirmou três convicções inabaláveis: foram chamados, são amados e guardados em Jesus Cristo (Mt 23:37).

Apesar das duras coisas que iria dizer, Judas revela suas intenções e objetivos: a multiplicação da misericórdia, da paz e do amor!                                                                                                                                   
Judas tinha bons motivos para escrever àqueles irmãos!

Tenho também os meus motivos ao alertar nossos alunos e ovelhas!

O Pr. Caio Fábio também tinha seus motivos ao escrever sobre o assunto em pauta:

“Talvez seja porque minha mente reagiu de modo pastoral às notícias que tive a respeito de “certos indivíduos que se introduziram” em igrejas às quais estou especialmente ligado pelos laços de indissolúvel preocupação pastoral. Ou ainda, talvez seja pela triste visão que tenho de certos “apóstolos de vento” que estão por ai pregando invenções teológicas que podem tanto prejudicar imensamente a saúde da igreja no presente, quanto arruinar o seu futuro. E mais: talvez seja também porque a cada dia choca-nos a quantidade de líderes personalistas que aparecem comandando igrejas das quais se fazem proprietários; oportunistas que descobriram tanto o “marketing” do sucesso religioso, quanto a lucratividade que pode advir do desempenho da piedade; profetisas autônomas que de dentro de seus escuros apartamentos e casas, controlam, quais madrastas insaciáveis, a vida e o futuro dos seus discípulos neurotizados. Dessa forma estou denunciando uma eclesiologia nova que existe por aí, onde, acima de apóstolos e profetas, - evangelistas – e pastores- mestres, parece que estão constituídas de autoridade espiritual certas profetisas autônomas e insubmissas às igrejas e a qualquer liderança; bem como líderes independentes e incapazes de se submeterem a quem quer que seja”.

 

I – A SÍNDROME DE LÚCIFER PODE ACONTECER DENTRO DA IGREJA

REFLEXÃO DO VERSO 3 - A Fé Doutrinária!

*A fé já foi entregue para sempre – é imutável, não pode ser reduzida nem acrescentada.

*Porém ao invés de nos omitirmos, ou apoiar heresias, devemos batalhar diligentemente pela fé bíblica e histórica.

 

REFLEXÃO DO VERSO 4 - O perigo está dentro da Igreja.

 

O maior perigo que o rebanho enfrenta são os “agentes secretos da maldade” que se infiltram e se disfaçam de ovelhas fiéis, mas cuja mente está inteiramente divorciada de qualquer compromisso com Cristo e Sua igreja. Esses são os dissimuladores. Dissimular é assemelhar-se no geral e se desassemelhar-se em coisas específicas. Ou seja, é aparentar acordo no superficial e um desacordo escondido.

Judas identificou duas bases nessa “teologia” dos infiltradores dissimulados da Síndrome de Lúcifer na comunidade:

 

a)A GRAÇA BARATA: A graça de Deus sempre foi o tema teológico mais atacado pelo Diabo, O que é transformar em libertinagem a graça de nosso Deus?
1.Liberalismo comportamental: O argumento basicamente é esse: se a graça é um “favor imerecido”, então, quanto menos mérito se tem, maior é o espaço da graça de Deus se manifestar. Esse barateamento da graça de Deus passa também pela idéia de que Deus é gracioso e sublime demais para ocupar-se com os banais deslizes humanos. E assim, usa-se a graça de Deus contra o próprio Deus. Nessa perspectiva os atos humanos são vistos como pequenos demais para interessarem a Deus. É a graça conveniente. Evocada para justificar o pecado, e não o pecador.

2.O Legalismo: O fim do legalismo é a sensualidade, a neurose ou a psicose sexual. Isso porque o legalismo concebe a vida santa fora dos parâmetros estabelecidos por Deus e por confiar em suas próprias “morais” e forças. No entanto, deixar a graça de Deus, é enfrentar-se a si mesmo e derrota da psique humana nessa guerra civil interior, e vem o pecado.

3.Aliás, o legalismo já é pecado desde o princípio, pela sua pressuposição arrogante, quanto a concebe-se capaz de autofinanciar o sucesso moral. Ora o legalismo começa independendo da graça e termina em desgraça.

 

b)O SENHORIO OCO.  No primeiro ardil, os dissimuladores pervertem a graça de Deus.  No segundo ardil, eles esvaziam o conteúdo do senhorio de nosso “único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (vs. 4b). Isso acontece de mil maneiras explicitas. No entanto, esses “agentes” não são explícitos. Eles representam perigo justamente porque são sutis. Não negam o senhorio de Cristo com palavras, mas com atitudes e ações. “No tocante a Deus professam conhecê-lo, entretanto o negam por suas obras (Tt. 1:16). Em outras palavras, eles falam e cantam sobre o senhorio de Cristo, porém estão em uma verdadeira apostasia com a Palavra de Cristo. È por isso, que o dissimulador é bem mais perigoso para as ovelhinhas do que o herege honesto.
O senhorio de Jesus é pronunciado verbalmente pelo dissimulador, todavia negam o Senhor por suas mentiras, adultérios, hipocrisias, falsidades, infidelidades e outras ações maquiavélicas.
Tais pessoas tornam-se perigosíssimas, pois de modo silencioso ensinam o povo de Deus a desenvolver “uma ponte inconsciente” entre a verdade falada e a mentira  vivida, racionalizando a “associação da iniqüidade ao ajuntamento solene” (Is. 1:13b).

 

REFLEXÃO DO VERSO 5 - As fontes da Síndrome de Lúcifer.

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A 1ª fonte histórica objetiva de onde vem essa Síndrome de Lúcifer é a incredulidade amargurada que se crê no direito de promover a sedição. O maior exemplo disso é que “o Senhor, tendo libertado um povo tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram.”.
Judas está se referindo a Nm. 14:1-30. O que aconteceu foi que o povo de Israel não creu no relatório dos espias. A partir daí desenvolveu-se uma amargura misturada com incredulidade que acabou por provocar a ira divina. Ver como se tornou crônico diante de Deus, no vs. 22.
Assim é que alguns vão se tornando dissimuladores em função da amargura e da incredulidade, da incapacidade de crer nas promessas da Palavra de Deus. Quando isso acontece, para tais pessoas toda a kerigma não passa de um arrazoado de palavras.

Alguns conseguem articular esse estado interior no nível de perguntas, argumentos e questionamentos. Quando é assim é menos ruim. Mas há aqueles que emudecem e simplesmente agem de maneira contrária à Palavra de Deus.

Portanto devemos saber que a amargura habita a base espiritual de todo dissimulador. Somente a gratidão estimula alguém à obediência. Mas em contrapartida, toda ingratidão aprofunda a alma humana na hipocrisia – que é a máscara que esconde a SÍNDROME DE LÚCIFER!

 

REFLEXÃO DO VERSO 6 – O Orgulho Que Não Se Cinge de Limites.

 

O 2º argumento de Judas acerca das causas psicológicas do surgimento do espírito de dissimulação vem da vivência dos anjos. Por isso alguns ilustram muito bem esse estado de rebelião, amargura e insurreição contra os absolutos de Deus e o Deus absoluto. Vamos reler o vs. 6.

A prova de que a conjugação das atitudes de Lúcifer virou Síndrome é que outros anjos foram afetados pelo mesmo mal, que se traduziu na incapacidade de conservar o “estado original” e de manter “seu próprio domicílio”, isto é, incapacidade de limitar-se à sua “própria dimensão”.
Sempre que as pessoas se rebelam ostensivamente contra o Estado Original do plano de Deus para a vida humana e sempre que elas deliberadamente resolvem abandonar os limites morais, psicológicos e espirituais que Deus lhes impôs, repete-se, a nível humano, a rebelião de Satanás!

 

REFLEXÃO DO VERSO 7 - O Prazer Que Se Torna Impuro

 

No primeiro caso, a atitude de ingratidão e amargura gera a incredulidade; no segundo, ela brota do orgulho e da incapacidade de aceitar os limites do “projeto original” do Criador. Mas essa terceira fonte de onde, pela associação às anteriores, pode surgir a Síndrome, o problema está na patologia do prazer. O prazer é bom. Mas sua má administração pode adoecê-lo, tornando o prazer imediato em anti-prazer a médio e longo prazo!

Nesse terceiro caso a Síndrome atinge sociedades como um todo, como “Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas que, havendo-se entregue à prostituição...”
O que quer dizer isso? Indivíduos portadores de fatores causais e sintomas isolados, e que, portanto, não são detentores da Síndrome, quando associados a outros que estejam atingidos por outras causas e sintomas, podem promover através da coletivização o surgimento da síndrome a nível social e comunitário.

Sodoma e Gomorra foram comunidades humanas que deram caráter absoluto ao prazer. Sempre que o prazer é absolutizado ele vira impureza e degradação na medida em que para realizá-lo, todos os outros absolutos são relativizados.

A lição que fica é fortíssima: toda ingratidão que se torna crônica, todo orgulho que advoga autonomia e toda absolutização do prazer pode, quando associados um ao outro, gerar a Síndrome de Lúcifer!

 

II – OS SINTOMAS DA SÍNDROME

 

Judas prossegue, no seu texto dirigido à igreja infiltrada de dissimuladores, dizendo como eles poderiam ser reconhecidos. Assim é que as descrições são fortes e precisas, não afastando, portanto, a chance de que se possa fazer um diagnóstico que, pelo menos, tenha bons pontos referência.

 

Primeiro Sintoma: O MISTICISMO PATOLÓGICO

“Sonhadores Alucinados” – vs. 8. Essa referência indica que os dissimuladores freqüentemente tentam apoiar e justificar suas discordâncias em relação às doutrinas essenciais da fé cristã, bem como sua própria atitude de ingratidão, autonomia orgulhosa e fazer o que quer, dizendo que se baseavam em “dados místicos”, em “revelações diretas de Deus” e “sonhos proféticos”.

Quando as pessoas dão mais crédito aos sinais sobrenaturais do que aos princípios da Palavra de Deus, então os argumentos falsamente fundamentados em “sonhos inspirados” tornam-se mais fortes do que aquilo que a Bíblia diz.

Nesse ponto transcreverei a opinião do Pr. Caio acerca do assunto:

 

“As vezes as revelações dos “dissimuladores” são de fato sobrenaturais, ou melhor, PARANORMAIS. Isto é, há pessoas dotadas de certos poderes especiais – ainda que não tenham vida e comunhão sadias com Deus – e que usam esses poderes como argumento irresponsável, como agentes de corroboração das palavras que dizem. E o pior é que na maior parte das vezes o povo de Deus dá mais crédito aos prodígios do que àquilo que diz a Palavra de Deus.”

As chamadas “revelações” podem vir de cinco fontes:

 

1. De Deus: São raríssimas na presente dispensação do Cânon bíblico, enquanto eram normais e abundantes no tempo da entrega da revelação escriturística. Creio que hoje em dia só se realiza em meios de completa ausência da Palavra de Deus ou em ocasiões de completa rebeldia do povo de Deus (sem nenhuma obediência a Rm 12:1 e ss.) E assim como ele usou até um falso profeta e até uma jumenta (Balaão), logo o meio não caracteriza nenhum tipo de intimidade especial da pessoa com Deus, apenas a soberania de Deus e a apostasia geral do povo escolhido em relação à sua Palavra dada de uma vez por todas.

 

2. Do Diabo (sem comentários)

 

3. Da Mente: os seres humanos usam somente 10% do seu poder mental. A queda atingiu as concepções mentais. As condições originais de comunicação que os seres humanos possuíam foram afetadas pelo pecado. No entanto, aqui e ali “afloram” algumas possibilidades da mente de algumas pessoas. Alguns chegam perto do que se chama “ler pensamento”.
A Bíblia diz que só Deus esquadrinha o interior do homem – não é a isso que nos referimos aqui.
“Conheço alguns indivíduos que são capazes de dizer o que o outro está pensando, ou fizeram pela manhã, em casa, no WC, na mais profunda solidão”.

 

4. De forte convicção mental e emocional para predizer o futuro e até sugestionar o acontecimento.

 

5. De Má Fé: Isso acontece quando esses videntes são induzidos a terem sempre “revelação” de Deus para entregar a outros.

Fico abismado como às vezes (só bastaria uma) o desnudamento da situação de alguém é profunda e real, mas o conselho não é dado na base da Palavra de Deus. O que pensar, então? Deus só deu a metade? Na hora do faça, ele retraiu-se e deixou a mentira? É claro que não! Nada disso provinha do Senhor da Verdade.

Terminemos aqui com Tito 1:1 a 4!

 

Segundo Sintoma: INCAPACIDADE DE ACEITAR QUALQUER GOVERNO

“... rejeitam governo” (vs. 8). Da mesma forma como os israelitas, os anjos insubordinados e os sodomitas obcecados pelo prazer, os dissimuladores também se insubordinavam contra o senhorio absoluto de Cristo. Por isso tinha que haver “as revelações especiais” para justificar suas ações.

A verdade é: toda insubmissão ao governo divino tem como conseqüência o repúdio a qualquer forma de autoridade civil e eclesiástica. É a absolutização da anarquia.

Não estamos defendendo a subserviência conformista diante de abusos na Igreja ou Estado.

“Qualquer ato de um cristão no sentido de enfrentar as autoridades eclesiásticas e o Estado, nunca é anárquico ou baseado em concepções pessoais. Também nunca é uma ação contra o princípio da autoridade, mas sim contra a autoridade que é usada para promover o medo, a humilhação, a desordem e o caos.”

“Sendo assim, nem todo confronto com autoridades civis e eclesiásticas implica em confronto com a soberania de Deus, mas toda insubmissão ao senhorio de Deus implica em anarquia e rebeldia no plano civil e eclesial.”

“Portanto, quando você vir pessoas que revelam uma incapacidade patogênica de atender à autoridade (sem que tenham sido vítimas de alguma catástrofe psicológica) saiba que elas estão tomadas por um dos sintomas que no conjunto formam a Síndrome de Lúcifer.”

 

Terceiro Sintoma: DIFAMAM AUTORIDADES SUPERIORES

Há duas básicas diferenças entre o 2º e o 3º sintomas.

1º) Reside na atitude: no segundo há uma rejeição e desprezo deliberado. No terceiro há uma difamação, detratação através de uma subestimação ou negação de verdades espirituais.

 

2º) A segunda diferença pode está no tipo de autoridade a qual se refere. No sintoma anterior, referia-se a governo humano (civil, familiar ou eclesiástico) e divino. Já agora a referência, conforme o contexto dos vs. 9 e 10 é aos poderes angelicais.

Pode ser que os dissimuladores estivessem “brincando” com os poderes angelicais do mal. Judas disse que assim como o arcanjo Miguel não difamou (não rejeitou que tivesse poder nem lhe subestimou sua esfera de ação através de detratação), assim também não se deve ignorar ou menosprezar os poderes do mal. O argumento dos tais dissimuladores bem que poderia ser o seguinte: é ridículo que Satanás ou algum demônio tenha qualquer influência sobre nós mesmo que estejamos “buscando” algo mais acima do que Deus nos concedeu e que em nossa “busca” estejamos seguindo caminhos contrários e indiferentes à Palavra de Deus.

Judas continua explicando que essa atitude de rejeição e difamação às autoridades constituídas por Deus, esse prazer pela contenda, essa inclinação para divisão e satisfação do orgulho, na maioria das vezes é assumida independentemente de qualquer entendimento lúcido da questão:

“Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas cosias se corrompem.” (Vs.10)

 

Eles abusam de coisas que, na verdade, não entendem, que são as coisas do mundo espiritual. Na realidade, Judas diz que tais pessoas entendem mesmo é da carne – “do instinto natural”. Ou seja, a pretensa elevação espiritual que se vangloriam possuir, mas isso não passa de “brutos sem razão”. Pensam que têm conhecimento espiritual elevado e mui especial, e que por causa desse conhecimento têm concessão espiritual para tratar com “intimidade” ou arrogância as forças espirituais ou as autoridades constituídas na Igreja.

“A ironia desse versículo 10 está no fato de que quando alguém alega ter conhecimento, realmente não passa de um grande ignorante; quando se julga superior ao homem de entendimento espiritual simples, está de fato chegando perto do nível dos animais. Quando uma pessoa é obstinadamente cega às realidades da Palavra de Deus, surda à voz de Deus, mediante as Escrituras Sagradas, e entende que o seu “conhecimento espiritual” é que é a referência para si próprio, chegará um momento em que se tornará incapaz de entender as verdadeiras realidades do Espírito de Deus; fica entregue aos instintos e paixões pelos quais optara quando de sua irrefreável busca de “liberdade. Não precisamos nem dizer com detalhes que esses instintos, quando são livres de qualquer juízo da razão, tornam-se imbativelmente fortes. Tornam-”se implacáveis.”

 

Quarto Sintoma: SÃO HABITADOS POR UMA INSATISFAÇÃO DESTRUTIVA

A palavra usada no grego é MEMPSIMOIROS “Os tais são murmuradores e descontentes” (Vs. 16)

A murmuração e o descontentamento crônico nunca podem se conciliar com a vida sintonizada com Deus. Deus abomina a murmuração e o descontentamento porque revelam ingratidão a tudo que Deus tem dado e posto diante do homem.

“Essas pessoas não gostam de nada que têm e desejam tudo o que não têm, para tão somente deixar de gostar do que desejavam logo que passem a possuí-lo.”

“Agora imagine o que acontece quando pessoas assim entram na igreja e ocupam cargos e funções de relevância, ou quando conseguem impressionar a mente de muitos cristãos. O que daí advém é o caos”.

“Em geral, essa atitude de “murmuro e descontentamento” não se volta apenas contra Deus na forma de insatisfação em relação à vida que Ele lhes concedeu, mas estende-se também contra os líderes da Igreja com expressão de um descontentamento crônico em relação a tudo que eles porventura façam ou deixem de fazer”.

Em outras palavras, os dissimuladores tinham “elevação espiritual” pra administrar melhor o rebanho, espiritualizando-o mais e fazendo chegar a níveis acima do sonhado...

Portanto, preste atenção: quando você vir indivíduos para os quais só existem coisas ruins que falam das pessoas e da igreja com descontentamento, fique alerta e à distância. E mais: a maioria dos especialistas em divisões de igreja são pessoas viciadas na insatisfação.

 

Quinto Sintoma: SUAS PALAVRAS PROMOVEM A ELES MESMOS

“A sua boa vive propalando grandes arrogâncias” (Vs. 16b).

“E nesse sentido há muitas maneiras sutis de os dissimuladores propalarem grandes arrogâncias sem perderem a imagem espiritual de “humildade” e “santificação”.”.

Judas diz que tais pessoas são veementes barulhentas, ousadas e plenas de histórias impressionantes sobre elas mesmas. Aliás, sempre que elas se introduzem numa reunião cristã, é através do alardeamento que fazem de suas “experiências espirituais”.

“É por isso que eu disse que é muito fácil propalar grandes coisas sobre si mesmo sem perder o status da espiritualidade.”

“Se no tempo de Judas já é assim, imagine hoje em dia!”

Espanta-me ver como a maioria dos cristãos é capaz de se impressionar por esses propaladores de grandes coisas. Judas diz que eles são arrogantes, pois eles sempre se exaltam, fazem isso na perspectiva de se colocarem como os mais experientes do grupo, ou como aqueles com os quais Deus fala mais diretamente. Por isso é que eu digo a você:

- Cuidado com as pessoas de espiritualidade bombástica.

- Cuidado com as pessoas que fazem muito barulho em relação aos seus “dons espirituais”!

- Cuidado com pessoas que se colocam como referência de espiritualidade e que fazem de suas experiências histórias de autopromoção!

Por trás de toda espiritualidade auto divulgada, há “motivos interesseiros” (Vs. 16). Ou estão querendo receber demasiado crédito espiritual para poderem manipular a vida dos incautos; ou desejam ser colocados como únicos e legítimos líderes do grupo de cristãos imaturos; ou querem minar a autoridade dos pastores do grupo ante tão tremente experiências divulgadas pelos de espiritualidade bombástica; ou desejam um rebanho para pastorear sem ter tido o trabalho de levar ninguém à fé; ou pretendem serem os beneficiários da gratidão financeira desses “cristãos interessados” que é agora – depois de cativos – tornam-se mantenedores desses faladores enfatuados.

“Deixe que eu lhe diga mais uma coisas bem clara: sempre que você vir pessoas possuídas por uma espiritualidade exibicionista, tome cuidado. Jesus, nossa suprema referência de espiritualidade, curava, libertava, e realizava prodígios com extrema discrição (Mt 12:19, Mc 3:12).”

“E mais: mesmo que tais pessoas vivam dizendo que estão contando essas histórias para “GLÓRIA DO SENHOR”, ainda assim a atitude delas não deixa de ser arrogante, pois no final, de fato quem recebe os louvores por possuir uma extraordinária espiritualidade são elas mesmas. Nesse caso a glória de Deus é apenas um pretexto para vincularem a sua própria glória. E não raramente há também muita mentira na história desses manifestadores dessa espiritualidade indiscreta e presunçosa.”


Pr. José Nogueira


2013-08-08 00:0


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