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Mensagem Pastoral

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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A Doutrina da Separação Eclesiástica (I)


A DOUTRINA BÍBLICA DA SEPARAÇÃO ECLESIÁSTICA

Definição: Cremos que as igrejas locais devem se relacionar e cooperar com as outras igrejas que mantenham a doutrina e a prática bíblicas, e que devem se separar tanto do mundo, como do Estado, e de pessoas e entidades que, dizendo-se cristãs, não andam de acordo com a Palavra de Deus (Fp 1:27-30; Jo 17:15-21).

Posicionamento Teológico Aberto: Sempre queremos demonstrar amor e nossa amizade a todos, inclusive aos que não concordam plenamente com a nossa confissão doutrinária, contudo precisamos ao mesmo tempo declarar que não podemos ser parte de alianças ou ter participação em programas ao lado de pessoas que não aceitam as doutrinas fundamentais da Palavra de Deus.

Desta forma, por motivos de consciência e fidelidade à Palavra de Deus, não podemos cooperar com grupos que aceitam:

1 - O ecumenismo teológico (união com menosprezo de doutrinas fundamentais);

2 - O liberalismo e neo-liberalismo (desvio e/ou negação radical da sã doutrina);

3 - A teologia da libertação (adulteração do Cristianismo pela política);

4 - O movimento carismático (todas as igrejas que se baseiam na experiência religiosa e não na sã doutrina, aceitam revelações e profecias extra-bíblicas, onde o sentimentalismo e misticismo são dominantes, através do pseudo Dom de línguas moderno, curas, etc. );

5 - O humanismo secular e religioso (que destrona Deus e faz tudo girar a partir do homem e para a glória do homem);

6 - O evangelho social (que prioriza obras sociais em lugar da

pregação do santo evangelho);

7 - As metodologias que contextualizam a igreja de modo

mundano e anti-bíblico;

8 - E toda negativa da fé, que viola ou desvirtua "a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Judas 3).

I – ENTENDENDO O QUE É A SEPARAÇÃO BÍBLICA

Vejamos o que dizem dois estudiosos desse assunto, a fim de que possamos tirar nossas conclusões.

Pr. Thomas Flenner Willson:

"Separação é um termo chave nas Escrituras. O princípio é visto na obra divina da criação, na separação entre a luz e as trevas, etc. O termo se repete 5 vezes e a idéia várias vezes. Continua através da Bíblia, até a separação final dos homens feita por Deus no juízo do grande Trono Branco.

O princípio de separação tem sua base na natureza de Deus, i.e., em Sua própria santidade.

O sentido básico do termo ‘santidade’ é o de separação. A idéia que a palavra apresenta é a de relacionamento ou de posição (ver Berkhof e outros). Deus é santo no sentido de ser absolutamente separado, e altamente elevado acima de Suas criaturas. Também Sua ‘santidade’ fala de Sua total separação do pecado e do mal. Ele é perfeito em retidão e em pureza moral.

Deus, sendo assim ‘santo’, exige do Seu povo ‘santidade’ (1 Pe 1:15,16). Assim como Deus separou a luz das trevas na Sua criação, Ele separou um povo para si mesmo. ... Sem foi separado de Jafé e Cão. Abraão dos outros semitas (Gn 12:1-3). Israel dos outros povos (Lv 20:24-26; Am 3:2).

Deus exigiu que Seu povo se separasse das outras nações em redor dele. Quando a família de Jacó estava sendo ameaçada pela miscigenação com os Cananeus e Amorreus, Deus a levou ao Egito onde foi isolada por 400 anos. No Egito a família aumentou de modo fenomenal e tornou-se nação, isso sob a bênção de Deus em cumprimento da Sua promessa feita a Abraão. Foram distintamente advertidos contra relacionamentos em casamento com os habitantes da terra de promissão quando, após o êxodo e conquistaram-na (Êx 34:10-17; Dt 7:1-11; Es 10:11). Tragédias pessoais e nacionais resultaram da desobediência a este mandamento de ‘separação’.

O mandamento de separação aplica-se tanto no culto como na vida diária do povo de Deus. Os levitas foram separados das tribos e a família de Arão foi separada dos Levitas para o serviço religioso especial. O cerimonialmente impuro havia de ser separado da congregação até que a impureza fosse removida e expiada (Lv 15:31; 22:3; 20:25). Deveriam ‘fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo" (Lv 10:10 e 11:46 s).

Ainda que a lei cerimonial, ‘sendo sombra’ de Cristo e da Sua obra, cumpriu-se nEle e assim caducou-se, o princípio de separação continua na igreja. A igreja é um grupo de pessoas, eleitas e chamadas do mundo perdido, para fazerem parte do corpo de Cristo – Sua noiva, Seu templo. Essas pessoas, pela operação do Espírito Santo, são convencidas de seu pecado, entristecem-se por ter ofendido a Deus, e em fé convertem-se a Cristo, submetendo-se a Ele como salvador e senhor. Cristo mesmo falou da divisão que veio trazer (Mt 10:34-36). Lealdade ao Senhor traz como conseqüência inevitável inimizade ao mundo e a qualquer deslealdade para com Cristo. Um exemplo concreto é o de casamento. No Novo Testamento, o casamento do crente com descrente é também proibido, o princípio sendo que o casamento seja ‘somente no Senhor’ (1 Co 7:39). Temos que nos separar neste mais íntimo dos relacionamentos humanos do mundo para Cristo.

Mas dentro da igreja haverá necessidade de separação. A disciplina eclesiástica ensinada por Jesus e Seus apóstolos trata-se de separação mesmo dentro de uma igreja local: o afastamento daquele irmão desordeiro da comunhão do corpo de Cristo (Mt 18:15-20; 1 Co 5:11). Separação de ‘irmão desordenado’ que não segue a ‘tradição recebida’ é necessário para a saúde do corpo e para que ele se corrija (2 Ts 3:6, 7, 11; 1 Ts 5:14).

Nas epístolas pastorais vimos a grande ênfase sobre fidelidade à doutrina ou ‘tradição recebida’. ‘A fé’ é vista como algo bem definido e reconhecida. Desviar-se da fé (ou apostatar-se) é trágico e traz grande prejuízo à vida e ao eficiente funcionamento da igreja. Se o mal não pode ser corrigido, necessita que se separe ou afaste o elemento nocivo da igreja. Vimos nessas cartas pastorais de Paulo uma série de admoestações relativas ao trato de mestres falsos, onde é ordenado:

  1. 1 - Rejeitar as suas doutrinas – 1 Tm 4:7; 2 Tm 2:23.
  2. 2 - Admoestá-los – 1 Tm 1:3.

3 - Repreendê-los severamente – Tt 1:13.

4 - Testificar solenemente contra eles – 2 Tm 2:14.

5 - Evitá-los e fugir deles – 2 Tm 2:16 e 3:5 (também deve-se evitar o homem faccioso – Tt 3:9).

6 - Fazê-los calar – Tt 1:11.

7 - Entregá-los a Satanás para serem castigados – 1 Tm 1:20.

Certamente tudo isso nos fala bem alto sobre este assunto de separação."

John E. Ashbrook3:

"Há duas áreas distintas na questão da separação bíblica, e a razão para tal é a santidade de Deus. A primeira área é a da separação pessoal, a qual se refere à separação das obras da carne nas quais andamos anteriormente, do fruto do Espírito em nós produzido. Muitos testemunhos têm sido tragicamente destruídos pela falta de separação pessoal. A segunda área é a separação eclesiástica, a qual lida com assuntos como a separação da incredulidade, de igrejas e denominações apóstatas, e de irmãos desobedientes."

Esclareço que este estudo trata especificamente sobre a segunda área referida por Ashbrook, a Separação Eclesiástica, embora como já foi feito na citação do Pr. Thomas Willson, seremos obrigados a mencionar a Separação Pessoal e seus princípios (não expomos de forma mais exaustiva, pois, de modo geral, trata-se de um ponto conhecido e pacífico entre os crentes fundamentalistas).

No sentido restrito, podemos chamar de Separação Eclesiástica: Estudo e aplicação de princípios bíblicos que tratam do dever de crentes e igrejas de separarem-se de outros crentes, de outras igrejas evangélicas e de instituições religiosas, por considerarem que eles se desviaram ou estão negando as doutrinas fundamentais ensinadas nas Escrituras Sagradas.

Por essa simples definição, podemos antever a necessidade que há em definir melhor algumas coisas referidas: separar-se de que modo? O que poderia caracterizar um desvio ou negação da doutrina bíblica? Que doutrinas podemos encontrar na própria Bíblia como sendo fundamentais, ou então que nós mesmos podemos eleger como sendo fundamentais para a autêntica fé cristã e, por conseqüência, para possibilitar a nossa comunhão com eles? Tudo isso veremos na segunda parte desta mensagem.


Pr. José Nogueira


2005-10-05 00:0

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