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O Cristo Radical


O Cristo Radical

“Sigo a Jesus porque Ele é o único sujeito da história que teve a coragem de ensinar que para mudar o mundo realmente, é necessário quebrar a lei para poder cumpri-la.”
Um cristão indiano, ex-extremista hindu

Ex-líder do alto escalão de uma organização extremista hindu, Valson – não é seu nome verdadeiro – veio a Cristo depois de espancar um cristão de Karnataka, na Índia. Ele foi tocado pelo desafio do evangelista: “Você se dispõe a me bater e rejeita a religião sobre o qual não leu nada a respeito.”
Aquilo incomodou Valson, já que ele se considerava uma pessoa estudiosa. Por isso ele decidiu ler os Evangelhos. Começou com Mateus e ficou chocado ao ler no capítulo 5:20: “Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.”
O que o abalou foi o fato de que Jesus tinha uma interpretação de como cumprir a lei do Velho Testamento radicalmente diferente de todos os entendidos religiosos. Jesus disse que não tinha vindo para abolir a lei, mas para cumpri-la. O que isso significava?
Enquanto ele continuava lendo, ficava claro que os escribas e fariseus estavam convencidos de que Jesus estava transgredindo a lei o tempo todo. Ele quebrou as leis do sábado ao curar o enfermo e ao permitir que seus discípulos comessem. Ele transgrediu as leis rituais ao comer com o impuro. Ele até se recusou a aplicar a lei moral ao deixar de condenar à morte uma mulher pega em adultério.
Valson estava atônito e confuso, como ele mesmo declarou: “Eu nunca percebera que os cristãos seguiam alguém tão radical, que estava sempre desobedecendo leis. Mas era difícil conciliar isso com o que Jesus havia dito: ‘Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir’ (Mateus 5:17). Como Jesus cumpriu a lei transgredindo-a o tempo todo?”
Então ele procurou o evangelista que espancara. Aquele homem explicou: “Bem, a comunidade à qual Mateus estava escrevendo era composta de judeus que provavelmente tinham sido postos para fora da sinagoga. Eles eram perseguidos por causa de sua nova fé, mas queriam saber o quanto de sua origem judaica deveriam reter. Assim, Mateus está lhes ensinando aquilo que Jesus chama de ‘justiça superior’ e que significa que para toda lei que encontramos devemos perguntar: ‘ Qual é a vontade de Deus que está por trás desse mandamento, e como devemos obedecer essa vontade?’
O evangelista deu alguns exemplos. “Jesus curou um homem no sábado. Ele transgrediu o mandamento literal para poder cumprir a verdadeira essência da lei, pois por trás da lei do sábado está a intenção de aliviar os homens das cargas do sofrimento e da fadiga.”
Valson ficou maravilhado. “Esse Jesus foi muito radical e, de repente, percebi que eu também não era melhor do que um fariseu”, disse ele mais tarde. “Toda minha religião era apenas uma estúpida obediência cega às exigências superficiais dos mandamentos, e eu nunca refletira no que poderiam significar de fato aquelas ordens. Mesmo no hinduísmo, supõe-se que tratemos bem o estrangeiro, mas nós deixamos o sentido literal das normas afastar a essência.”
Obviamente, Valson não quer dizer que todas as leis têm de ser transgredidas para serem cumpridas. Jesus estava falando basicamente das leis do Velho Testamento e a visão de Valson é bastante clara. No entanto, ele percebeu muito claramente que quando um grupo religioso se torna uma “cultura do mandamento”, a obediência excessivamente zelosa às regras resulta, na prática, na capacidade de se apreciar o núcleo do mandamento ou, ainda, de se viver a liberdade para a qual a lei foi inicialmente criada.
É como Valson declarou: “Estou convencido de que qualquer um que seja realmente religioso – cristão, hindu ou qualquer outro – desejaria recrucificar a Cristo! Todos nós tentamos chegar a Deus pela obediência às leis, e Cristo diz que nunca vamos consegui-lo dessa maneira. Isso é até insultante, mas é verdade. Não é o caminho da obediência que leva à salvação, mas o caminho do amor e do relacionamento. Cristo, no entanto, ainda permanece radical demais para a maioria de nós.”


O livro é uma publicação da Portas Abertas e faz parte da coleção Linha de frente.

Extraído do livro A palavra dos perseguidos, que traz testemunhos dos cristãos perseguidos. O livro é uma publicação da Portas Abertas e faz parte da coleção Linha de frente.

Alex Buchan e Paul Estabrooks


2006-04-05 00:0

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