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Mensagem Pastoral

IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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Cadê o Noivo?


“Cadê o noivo?”

Quando a igreja experimenta a perda ou ausência de propósito.

A "síndrome da recepção de casamento".

Todos nós estamos envolvidos em muitas coisas. No lar, no trabalho, na escola, e no lazer. Até mesmo na Igreja estamos absorvidos por um grande número de atividades, organizações e programas, não é verdade? O mundo atual está se especializando em três coisas: multidões, ruído e velocidade. Isto afeta as igrejas sensivelmente. Entretanto, é possível que tenhamos multidões em nossos ajuntamentos e grande ruído, sem que os santos cheguem a realizar o ministério que lhes está proposto.

Também é possível que haja muita atividade e correria na igreja, sem que contudo estejamos cumprindo nosso propósito. O mundo atual é veloz. Um homem pode almoçar em um continente e jantar em outro. E os homens estão correndo cada vez mais. De um bairro a outro, de uma cidade a outra, de um município a outro, de um Estado a outro, de uma nação à outra e de um continente a outro, e já começou a grande corrida de um Planeta a outro. Aviões, jatos, naves espaciais e até ônibus espacial já temos para correr... Os pobres estão correndo, os ricos estão correndo, os ignorantes estão correndo, os sábios estão correndo, os governos estão correndo, os governados estão correndo, enfim, todos estão correndo, sem alcançar o fim da corrida.

A Igreja é chamada do mundo que corre sem propósito (Mt 9.36), para cumprir um propósito sublime. Ela tem um ministério a realizar. Ela tem que se dirigir para um alvo. Sua carreira tem começo, meio e fim.

É bom lembrar que a vida é feita de escolhas. A todo instante nós as estamos fazendo. Por exemplo: neste exato momento você escolheu fazer algo (estar diante desta tela do computador?) em detrimento de outra coisa. Toda nossa ação é uma escolha que estamos fazendo, consciente ou inconscientemente. E destas escolhas dependem o curso da nossa vida. Delas advêm tristeza ou felicidade, bênção ou maldição. O que você é agora, em grande medida, é resultado das escolhas que fez. Você já fez alguma escolha em que levou desvantagem? Sofreu prejuízo por escolhas impensadas? Arrependeu-se depois?

Em meio às suas muitas atividades e opções, qual era a paixão do apóstolo Paulo? Podemos identificá-la em textos como Filipenses 3.10: “para o conhecer e o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte”. Que significa “para o conhecer”? Será que Paulo não conhecia a Cristo como Senhor e Salvador? Sim, mas a sua grande paixão era conhecê-lo ainda muito mais intimamente. Se você quer “glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”, então precisa conhecer a Cristo. O grande objetivo da vida do apóstolo era conhecê-Lo. O seu grande objetivo também é conhecê-Lo? O apóstolo foi capaz de dizer em Filipenses 3.8: “...por amor do qual, perdi todas as coisas... para ganhar a Cristo”. Jesus Cristo era o seu alvo. Ganhar a Cristo, conhecer a Cristo, amar a Cristo, ter comunhão íntima com Cristo. Esta era a sua grande paixão! Quando não se tem isto como objetivo principal, o dever torna-se um fardo, um peso. Mas, quando Jesus Cristo ocupa o centro de uma vida, o dever é prazer!

O que Paulo faz repetidamente? Ele está nos levando a Cristo de maneira consistente, e deixando-nos estar diante dEle. Quando Jesus Cristo ocupa o centro de um coração, qual o desejo dessa pessoa? Falar aos outros sobre Jesus. E o fará de forma eficaz! Deixe que Jesus Cristo ocupe o centro de um coração, e essa vida sentir-se-á perturbada e inquieta porque milhões nunca ouviram falar de Cristo. Sentir-se-á incomodada e será levada a fazer alguma coisa. Ela, muito provavelmente, não precisa de mais exortações. Precisa de Cristo. E o Cristo que morreu pelos pecadores irá falar aos perdidos através dessa vida. Sem uma paixão real por Jesus, as coisas não funcionarão consistentemente. Há perda de poder. Veja: Jesus ocupava o centro da vida do grande apóstolo. A adoração a Deus, por meio de Cristo, deve estar no centro de nossas vidas e igrejas.

No mundo das missões evangélicas, poucos nomes são mais reverenciados do que o de James Hudson Taylor (1832-1905). Taylor foi um homem notável nas chamadas “missões modernas de fé”. Sua biografia (escrita por sua nora) contém dois volumes, e é uma obra desafiante acerca da atividade missionária. O que teria feito com que Hudson Taylor se tornasse o homem que foi até o fim da vida?

Seu filho e nora, que o acompanharam constantemente em seus últimos anos, contam que muitas vezes viajavam durante muitas horas por estradas calçadas com pedras e em carroças de molas. Chegando a uma hospedaria chinesa, tarde da noite, eles se esforçavam por obter um cantinho num quarto para o seu pai, uma vez que, geralmente, em tais estalagens havia apenas um quarto grande onde dormiam todos juntos. Hudson Taylor já estava em idade avançada àquela época. Todavia, infalivelmente, todas as manhãs pouco antes do sol nascer, percebia-se o riscar de um fósforo e o acender de uma vela. Hudson Taylor colocava-se em adoração a Deus. Dizia-se que sempre antes do sol nascer sobre a China, Hudson Taylor era encontrado adorando o Senhor. Taylor não escreveu nada acerca de missões. Mas realizou uma singular obra missionária. Atente-se, porém, para o fato de que ele amou ao seu Senhor e cultivou esse amor. Afinal de contas, esse é o primeiro mandamento! E o amor só pode ser cultivado de forma adequada se você mantiver intimidade privada com aqueles a quem você ama. Isto Hudson Taylor preservou até o fim!
[i]
Em meio a este mundo conturbado do início do século XXI, os crentes em particular, e as igrejas em geral, precisam urgentemente recuperar a “grande jóia perdida”.

Esta questão da atual perda ou ausência do propósito por parte de igrejas, pode ser ilustrada através das recepções de casamento. Através do ministério pastoral tenho tido o privilégio de oficiar muitos casamentos. Penso que, inicialmente, quando as recepções foram idealizadas, a intenção era de que os nubentes, seus familiares e amigos pudessem se alegrar. Ou melhor, os nubentes estendiam o convite para que as pessoas viessem e se alegrassem com eles por aquele momento. As pessoas comiam e bebiam, mas isto era apenas o meio. A finalidade era prestigiar o novo casal, ou mesmo prestar-lhes uma homenagem. Eles eram a causa, motivo, finalidade e centro. A festa era o meio.

As coisas se degeneraram. Hoje a recepção é vista por muitos nubentes e seus familiares quase que meramente como um dever social - e diga-se de passagem caro e pesado! Eles alugam salões ou ambientes caros; contratam buffets com serviços dispendiosos; custeiam sonorização; enfim, toda uma onerosa estrutura. Geralmente, após a "cerimônia religiosa" as pessoas se dirigem para estas recepções, algumas ávidas por satisfazer os seus apetites (me refiro particularmente aos “casamentos de crentes”, nos quais freqüentemente tenho estado envolvido). A motivação é o evento social, a festa, a comida, a bebida... e o bolo! Em alguns contextos, se não houver bebida alcoólica não terá havido festa. Alguns vão sem qualquer vínculo ou consideração ao casal ou mesmo à sua família. O novo casal acaba virando personagem coadjuvante. Às vezes o casal até mesmo sai para fotos e filmagens, e não é incomum nem mesmo comerem do bolo que foi servido. Em geral, os convidados ficam assentados, e alguns podem ser bastante críticos. E com raríssimas exceções a generosa festa agrada a todos! O cansaço e os aborrecimentos podem ser grandes. Alguns casais têm admitido que talvez teria sido melhor pouparem todo aquele dinheiro e esforço e investirem numa boa lua-de-mel!

O que aconteceu? A coisa se degenerou, e o meio tornou-se a finalidade. E o principal se perdeu.

Em várias igrejas assiste-se a mesma "síndrome das recepções de casamento". Há muito gasto, muito movimento, muita aglomeração, muito som, muita atividade. Há pouca adoração genuína; pouco temor de Deus; poucas vidas verdadeiramente transformadas; pouco compromisso; pouca celebração da Palavra; pouca glorificação de Deus. E por outro lado, muito desgaste, enfado e aborrecimento daqueles para quem a festa transformou-se numa espécie de dever ou formalidade a ser cumprida. E os familiares dos noivos, e aqueles que realmente se alegram com (ou por) eles, são aquele punhado de crentes que se reúne nas reuniões de oração. Aliás, um pastor consciente deve indagar-se se sua verdadeira igreja é muito maior do que aquela que se reúne nas reuniões de oração, embora, em alguns casos, haja a real possibilidade de que seja mesmo até menor.

Porém, você se lembra de Marta e Maria? Que foi que Jesus disse? “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas”. Observe a palavra “coisas”, pois “muitas coisas” podem infiltrar-se na vida de uma preciosa pessoa como Marta e transtorná-la! Devemos aceitar o que o Senhor nos dá, e estar contentes. As “coisas” podem sufocar-nos. Era o caso de Marta. Um cantor brasileiro compôs uma conhecida canção, a qual diz: "Eu amava como amava um pescador, que se encanta mais com a rede que com o mar". E um colega, Pr. Maurício Andrade, em um bom sermão pregado no último congresso de nossa Comunhão (CRBB), disse que, às vezes, tal como Moisés, "nós podemos ficar encantados com a sarça", esquecendo-nos que a sarça é apenas um meio. Esteja satisfeito com Cristo, não com as coisas. Não foi o que disse Paulo? - “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Na igreja, como na vida em geral, um bom conselho é viver para o Senhor, e não para as coisas. Aliás, na Igreja é bom tomar cuidado para não ficar vivendo em função das expectativas da assistência e do público que não tem “qualquer vínculo real com o noivo”. Assim referiu-se o Senhor a respeito de Maria: “Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só cousa; Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada”. Fomos criados para adorar Jesus Cristo. Fomos criados para Ele (Rm 11.36, Cl. 1.15-17). Fomos criados para virmos a ser alguém em quem Cristo se compraz.

É preciso, pois, que a Igreja recupere, por meio da Bíblia, os conceitos de sua identidade e os propósitos de sua existência. E comece a se perguntar: “Cadê o noivo?” E como Maria, descubra a “melhor parte que não lhe será tirada”.

Tem havido no mundo grandes pregadores. Um deles foi Aiden Wilson Tozer (1897-1963). Diz-se que o Dr. Tozer, que trabalhou durante muitos anos na cidade de Chicago, era um homem diferente. Os que o ouviam diziam que ele falava com um frescor e uma profundidade raros!

Um dia um jovem pastor foi chamado a trabalhar em Chicago. Quando chegou àquela cidade, A. W. Tozer o chamou e disse: “Esta cidade é um covil de Satanás; um lugar muito difícil de se ministrar a Palavra de Deus, e você irá enfrentar muita oposição do inimigo. Se algum dia desejar orar comigo, todas as manhãs às 5.30h eu fico à beira do lago. Venha, e poderemos orar juntos”.

Por não querer incomodar o “grande homem” em sua busca ao Senhor, aquele pastor não aceitou seu convite de imediato. Um dia, porém, estava tão atribulado, que foi à beira do lago, por volta das seis horas. Ali, encontrou o servo de Deus com o rosto na areia, adorando a Deus. Desnecessário é dizer que ele não o perturbou. A. W. Tozer contemplava “a glória de Deus na face de Cristo”, e foi um dos poucos homens a pregar de forma consistente sobre a necessidade que há de sermos adoradores do Senhor. Ele também escolheu a melhor parte. E perseguiu o seu objetivo com todas as suas forças.
[ii]

“Cadê o noivo?” “Dize-me, ó amado de minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes repousar pelo meio-dia, pra que não ande eu vagando junto ao rebanho dos teus companheiros” (Ct.1.7).
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[i] Cf. Taylor, Howard. O Segredo Espiritual de Hudson Taylor. São Paulo: Mundo Cristão, 1976, 260 p.

[ii] Leia Tozer, A. W. O Melhor de A.W. Tozer. Vol. 7 – Série A. W. Tozer. São Paulo: Mundo Cristão, 1984, 204 p.


Blog Ex Corde. © 2006, Gilson Santos

Pr. Gilson Santos


2006-10-04 00:0

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