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A Páscoa do Senhor



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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2011-11-10 00:00:00

A Páscoa do Senhor

I Coríntios 5:7


Diácono Rômulo Braga


A PÁSCOA DO SENHOR

“No primeiro mês, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor” (Lv 23:5).

Vemos que a primeira festa, a festa da Páscoa (Pessach), cumpriu-se de maneira maravilhosa em Jesus Cristo.

O calendário bíblico começa com o mês primaveril de Nissan (ou abib). No dia 14 desse primeiro mês, ao entardecer, começa a Páscoa judaica, quando eram mortos os cordeiros. Em Êxodo 12, Deus deu instruções detalhadas através de Moises sobre tudo o que deveria ser feito na noite em que o anjo destruidor passasse pelo Egito.

Em primeiro lugar, Moises ordenou que no décimo dia do primeiro mês tos família israelita deveria tomar para si um cordeiro ou um cabrito, macho de um ano, sem defeito (Ex 12: 3-6). Essa ordenança aparentemente secundária teve cumprimento maravilhoso e impressionante em Jesus, que tornou-se o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus foi a Jerusalém antes da Páscoa com a intenção declarada de sofrer e morrer, depois de ter ficado algum tempo em algum lugar retirado, evitando a prisão ordenada pelos principais sacerdotes e fariseus (Jo 11:54). Seis dias antes da Páscoa, Ele chegou a Betânia (Jo 12:1), próxima a Jerusalém. NO primeiro dia da semana (Domingo de Ramos) Ele entrou publicamente na cidade e no Templo acompanhado dos brados de jubilo dos discípulos e do povo (Jo 12:12). Ele veio a Jerusalém conscientemente para sofrer e morrer, e a respeito disso havia falado com Seus discípulos em diversas oportunidades, mas eles não conseguiram entendê-Lo. Na minha opinião, esse foi o décimo dia do primeiro mês, quando o cordeiro Pascal tinha de ser separado. Jesus igualmente separou-se e recolheu-se, preparando-se para sua ultima jornada, de sofrimento e de morte, como aconteceu com o cordeiro no Egito, que antes de ser sacrificado foi separado por quatro dias (Ex 12:6).

Mais um aspecto da vida e do ministério de Jesus mostra os quatro dias de recolhimento de Jesus que antecederam sua morte: conforme o evangelho de João, o ministério público de Jesus, desde a prisão de João Batista até Sua crucificação, durou aproximadamente três anos e meio (três festas da Páscoa são mencionadas, a uma quarta são feitas apenas referencias). O batismo no Jordão, quando João Batista disse de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, eu tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) deve ter ocorrido algum tempo antes. Assim, parecem ter transcorrido aproximadamente quatro anos entre esse acontecimento e a morte de Jesus, o que – em sentido figurado – seria mais um cumprimento dos quatro dias de espera para a imolação do cordeiro pascal. A perfeição do Cordeiro pascal (Ex 12:5) também aponta para a vida imaculada de Jesus, que podia dizer: “Quem dentre vós me convence de pecado” (Jo 8 :46).

A entrega de Jesus para ser sacrificado é descrita em João 19:14-16. Lemos no versículo 14: “E era a Parasceve (preparação) pascal, cerca da hora sexta...” Tudo aconteceu nesse dia, embora os principais sacerdotes e anciãos do povo tentassem evitar a coincidência com a festa (Mt 26:4-5). A pressa com que o processo e a execução aconteceram, mostra como se procurou resolver a questão rapidamente, porque a importante festa estava próxima. Jesus ficou dependurado na cruz por seis horas, das nove da manhã às três horas da tarde, quando inclinou sua cabeça e morreu. A tradição judaica diz que às três horas da tarde os cordeiros pascais começam a ser sacrificados, e eles somente podiam ser mortos no Templo porque o sangue deveria ser colocado sobre o altar (Dt 16:5-6). Como tinham de mortos milhares de animais, era necessário começar às três horas da tarde. A exatidão do cumprimento do simbolismo em Jesus Cristo é assombrosa, como se Deus quisesse mostrar a Seu povo mais uma vez com insistência: “Eis o Cordeiro de Deus, eu tira o pecado do mundo”. Os sinais que acompanharam a morte de Jesus foram visíveis para todos. Houve trevas sobre a terra desde o meio-dia até as três horas da tarde, e então, quando Jesus morreu, tremeu a terra, fenderam-se as rochas e o véu do santuário (Templo) se rasgou em duas partes, de alto a baixo (Mt 27:45-51), exatamente na hora em que se começava a matar os cordeiros pascais no Templo.

O elemento mais importante do cordeiro pascal no Egito foi o sangue, que devia ser passado nas ombreiras e na verga das portas das casas. O sangue era o sinal para o Senhor: “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Ex 12:13). Da palavra “passarei”, pesach em Hebraico, vem o nome “Páscoa”! Para os israelitas o sinal do sangue foi sua salvação, e o sangue de Jesus tornou-se o sinal de salvação para nós que cremos nEle. Seu sangue mostra: aqui já houve julgamento. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele (veja Is 53:5).

Em Êxodo 12:22 está escrito algo muito importante, que é pouco levado em conta: “...nenhum de vós saia da porta de sua casa até pela manhã.” Os israelitas estavam seguros somente atrás das ombreiras e da verga da porta aspergida com o sangue – e assim também nós estamos seguros somente em  Jesus, somente estamos protegidos se permanecemos nEle. Por isso, antes da crucificação, em João 15, Jesus falou de maneira tão insistente da necessidade de permanecer nEle. Permanecer nEle significa, acima de tudo, atender ao que Ele ordena. Do mesmo modo os israelitas deveriam acreditar em Moises e fazer o que ele havia mandado, para serem salvos da perdição.

No mesmo contexto está escrito em Êxodo 12:11: “Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; come-lo-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor.” Também nós crentes em Jesus devemos assumir um posicionamento espiritual semelhante ao dos judeus prontos para partir, como está escrito em Hebreus 13:14 : “Na verdade não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.” Mai adiante, a Epistola aos Hebreus (11:10-16) diz que os crentes, como peregrinos na terra, estão a caminho de uma pátria superior. Também nós devemos nos apressar, estar sempre prontos para partir, revestidos de toda armadura de Deus, que Paulo descreve em Efésios 6:13-17 : cingidos com a verdade, os pés calçados com a preparação do evangelho da paz, tendo na mão a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

São mencionados ainda mais detalhes que tem significado simbólico: Êxodo 12:8 ordena que o cordeiro devia ser comido com “pães asmos e ervas amargas”. Essa é uma indicação dos amargos sofrimentos de Jesus por nós. Em Êxodo 12:46 está escrito que nenhum osso do cordeiro devia ser quebrado – por isso, João 19:33-36 menciona que ao contrario dos outros dois crucificados, nenhum osso de Jesus foi quebrado.

Portanto, podemos dizer com Paulo: “Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1Co 5:7)

proxima festa: Pães asmos


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livro As Festas Judaicas de Fredi Winkler




Pedidos de oração:

1.Encontro dos Amigos de Sião. Dia 15/11, às 19:00 horas. Tema: Amigos de Sião - A Razão, a História, as Bênçãos para Israel, Brasil e o Mundo, e os novos Desafios e Oportunidades. O palestrante será o Pr. Tomas Gilmer, fundador da Sociedade Biblica Trinitariano do Brasil e dos Amigos de Sião. Ele falará dos fundamentos para realização dos encontros dos Amigos de Sião. Contamos com a suas orações e presença. 2.O Irã quer desenvolver armas nucleares, segundo detalhes divulgados recentemente do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear do país. O anúncio oficial deve intensificar a pressão para a adoção de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU e eleva o risco de uma ação preventiva israelense contra instalações atômicas iranianas. Oremos para que tudo se resolva pacificamente, com a intervenção das grandes potencias e sem a necessidade de iniciar um conflito. 3. Continuemos orando por nossa família missionaria aos perdidos da casa de Israel - Familia Kedoshim. E não deixem de prestigiar o ótimo canal de informação http://noticiasdesiao.wordpress.com/

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