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A Festa dos Pães Asmos



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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2011-11-16 00:00:00

A Festa dos Pães Asmos

Levítico 23:6-8T


Diácono Rômulo Braga


A FESTA DOS PÃES ASMOS

 

“E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães asmos do Senhor; sete dias comereis pães asmos. No primeiro dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo  dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis” (Lv 23:6-8T).

 

A segunda festa ordenada pelo Senhor foi a Festa dos Pães Asmos (Hag Hamatzot). Hoje em dia, por não existir mais o Templo e o serviço de sacrifícios, normalmente ela não é considerada como uma festa separada, sendo comemorada junto com a Páscoa. Deus havia ordenado que durante sete dias não se deveria comer pão fermentado, desde a tarde do dia catorze até a tarde do dia vinte e um do primeiro mês (Ex 12:18).

Essa festa é uma festa memorial, para que o povo de Israel não esqueça como Deus o tirou do Egito (Ex 13:3-9). A libertação da escravidão do Egito aconteceu tão repentinamente e com tanta pressa, que não houve tempo para esperar a fermentação da massa do pão. Hoje em dia praticamente ninguém mais faz massa fermentada, porque existe fermento pronto para ser comprado. Quando ainda não havia fermento industrializado, era necessário criar o fermento da própria massa. Por isso, sempre haveria uma parte da massa de reserva, que tinha de ser renovada de tempos em tempos com a adição de farinha e água, para misturar oxigênio à massa e fazer o fermento se multiplicar. Todo dia a massa era dividida ao meio: com uma metade fazia-se pão fresco, adicionando-se mais farinha e água; a outra metade era renovada em intervalos e algumas horas, mantendo-se massa fermentada de reserva para o dia seguinte. Esse processo continuo não pode ser executado durante a saída apressada do Egito, razão porque os israelitas tiveram que comer pão não-levedado (Ex 12:39). Como lembrança, cumprindo a ordem do Senhor, eles deviam comer pão não levedado durante uma semana a cada ano – não se alimentando de pão levedado fofo e macio.

O que isso tem a nos dizer profeticamente em relação a Jesus, pelo qual fomos salvos?

Na Bíblia, o Egito é usado como ilustração do mundo idólatra e pecaminoso (Ap 11:8). Da mesma maneira, nas Escrituras o fermento (massa fermentada) é uma ilustração da maldade e da malicia (1Co 5:8).

Jesus, porém, diz de Si mesmo: “... aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11:29). Dele também está escrito: “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2:8). O pão sem fermento e obediência, que Jesus viveu de maneira perfeita para nossa salvação, “até a morte de cruz”. Em contraste, pão com fermento simboliza presunção e egocentrismo.

Para nós que fomos libertos da escravidão do pecado pelo sangue de Jesus– como os filhos de Israel foram libertados da escravidão do Egito pelo sangue de um cordeiro – A Festa dos Pães Asmos simboliza a nossa separação radical do mundo pecaminoso. A saída do Egito aconteceu de maneira definitiva e apressada. Os israelitas deixaram aquela terra para sempre. Assim, a conversão a Cristo deve ser bem clara e definitiva. A vida antiga e pecaminosa deve ser deixada para trás com pressa, e para o recém-convertido deve começar uma vida totalmente nova, sem pecado. A saída apressada do Egito aponta para a necessidade de separação radical entre os salvos e este mundo pecaminoso. A massa recém-preparada, ainda não misturada com os fungos do fermento, que estão em toda parte pelo ar e são um símbolo do pecado, que sempre nos ilude e nos faz indolentes, é uma ilustração maravilhosa da vida santificada dos salvos. Ela representa uma vida limpa, sem o fermento do pecado. Paulo usa a figura dos pães asmos e escreve: “Por isso celebramos a festa (da Páscoa) não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malicia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (1 Co5:8). NO que se refere a renuncia das paixões mundanas, ele escreve: “educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2:12). Essas coisas nem sempre são ouvidas com agrado e não são verdades muito populares. Também o comer pães asmos não é algo muito apreciado em Israel, porque esses pães sem fermento não têm um gosto agradável como o pão comum. A ordem de comer pães asmos era tão rigorosa, que até está escrito: “qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até o sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel” (Ex 12:15). Em conformidade com isso, lemos no Novo Testamento: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual nenhum de vós verá o Senhor” (Hb 12:14).

Dessa maneira, a Festa dos Pães Asmos também tem um significado espiritual e uma mensagem mais profunda para nós.

próxima festa: Primícias


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Pedidos de oração:

1.Encontro dos Amigos de Sião. Agradecer a Deus pelo encontro dos Amigos de Sião realizado dia 15/11. O palestrante foi o Pr. Tomas Gilmer, fundador da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil e dos Amigos de Sião. Foi um período muito edificante e mesmo desafiador (para se firmar novos compromissos ou se reforçar, ainda mais, compromissos já assumidos de se orar pela paz de Jerusalém). 2.O Irã quer desenvolver armas nucleares, segundo detalhes divulgados recentemente do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear do país. O anúncio oficial deve intensificar a pressão para a adoção de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU e eleva o risco de uma ação preventiva israelense contra instalações atômicas iranianas. Oremos para que tudo se resolva pacificamente, com a intervenção das grandes potencias e sem a necessidade de se iniciar um conflito. 3. Continuemos orando por nossa família missionária aos perdidos da casa de Israel - Família Kedoshim. Orem para que a graça de Deus seja sempre abundante em suas vidas, suprindo tudo aquilo que necessitarem. E não deixem de prestigiar o ótimo canal de informação http://noticiasdesiao.wordpress.com/

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