Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Bíblia Online

[ cristoevida.com ]

  • youtube
  • Instagram
  • twitter

Missões - TOM
Tempo de Oração por Missões

A Festa de Pentecoste



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
www.cristoevida.com


2011-12-07 00:00:00

A Festa de Pentecoste

Levítico 23:15-22


Diácono Rômulo Braga


 

“Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao SENHOR. Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao SENHOR. Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao SENHOR, com a sua oferta de alimentos, e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR. Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico. Então o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante o SENHOR, com os dois cordeiros; santos serão ao SENHOR para uso do sacerdote. E naquele mesmo dia apregoareis que tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações. E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o SENHOR vosso Deus.” (Lv 23:15-22)

            A quarta festa é chamada Shavuoth em hebraico, o que significa “Festa das Semanas”, pois da Festa das Primícias até a Festa dos Pães das Primícias (Pentecostes) deviam sete consagradas sete semanas, ou seja, cinqüenta dias (em grego, cinqüenta é “pentekosté”). Essa festa é como um elo de ligação entre as três festas da primavera e as três festas do outono.

            Também essa festa tem ligação com o ministério de sacrifícios e com a agricultura e, assim como a terceira festa, era uma celebração da colheita. Nessa época do ano a sega de cereais estava praticamente concluída em Israel, e já era possível fazer pães com o novo cereal. Quando o Templo ainda existia, isso aparentemente não era permitido antes que dois pães tivessem sido movidos perante o Senhor como sinal de agradecimento pela benção da nova safra.

            Hoje os judeus celebram-na também como “Festa da Promulgação da Lei no Sinai”, pois, conforme a tradição, passaram cinqüenta dias entre a saída do Egito e a Promulgação da Lei no Sinai. Em Êxodo 19:1-2 está escrito que os israelitas chegaram ao deserto do Sinai no primeiro dia do terceiro mês depois da saída do Egito. O Êxodo dos judeus do Egito para a Terra Prometida deu-se no 15º dia do primeiro mês e, somando-se os 30 dias do segundo mês, temos 45 dias. Portanto, eles chegaram ao Sinai na primeira semana do terceiro mês.

            O significado profético e o cumprimento da simbologia dessa festa na Igreja do Novo Testamento é muito bonito e pertinente. Antes de subir ao céu, Jesus disse aos seus discípulos eu eles não deveriam ausentar-se de Jerusalém até que se cumprisse a promessa do Pai (At 1:4). Ele também poderia ter dito: “Permaneçam em Jerusalém até o Pentecostes, quando a promessa se cumprirá”. Mas como Ele não lhes disse nada exato, com um pouco de fantasia e lógica os discípulos poderiam ter feito os cálculos de que a promessa poderia vir a cumprir-se no dia de Pentecostes, pois duas coisas já haviam se cumprido com exatidão dentro do simbolismo profético do Antigo Testamento: a morte de Jesus na tarde da Páscoa e Sua Ressurreição no dia da Festa das Primícias. Esse cumprimento exato e marcante certamente tem algo a nos dizer sobre o cumprimento das três festas do outono que ainda faltam, embora Jesus tenha afirmado em relação aos acontecimentos dos tempos finais: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade” (At 1:7).

            Os acontecimentos espetaculares no dia de Pentecostes, como são relatados em Atos 2, encaixam-se perfeitamente na representação do Antigo Testamento. A semeadura da mensagem da salvação, em que Jesus representava a semente da Palavra de Deus, havia produzido os primeiros frutos maduros. Um dia após o discurso de Pedro, houve o acréscimo de quase três mil pessoas a Igreja do Novo Testamento (At 2:41), como “primícias da nova colheita”. Elas foram como que uma oferta de gratidão, uma oferta movida perante o Senhor. A partir daí, como diz as escrituras: “...acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2:47).

            João 12:24 começou a tornar-se realidade: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.” O longo caminho percorrido pelo grão de trigo desde sua semeadura até tornar-se o pão saboroso – desde o momento de morrer na terra, de germinar e crescer na chuva, no vento e no frio, de amadurecer sob o calor do Sol, depois ser ceifado e debulhado, peneirado e moído, amassado  e assado ao calor do fogo – nos mostra figuradamente as etapas na vida de Jesus.Mas elas também ilustram as etapas da vida pessoal  de todo crente, dos diferentes estágios  pelos quais passamos até sermos aceitáveis perante o Senhor, como pães frescos e de aroma agradável, movidos perante Ele. Essa é realmente uma ilustração da vida de santificação daqueles que crêem em Jesus. Em Tiago 1:18 os crentes são chamados significativamente de “primícias das suas criaturas”.

            Mas também o segundo aspecto da festa, relacionado a promulgação da lei no Sinai, cumpriu-se de maneira profeticamente perfeita. No dia em que Israel se recordava da promulgação da lei e da aliança no Sinai, Deus confirmou a Nova Aliança por meio do milagre do derramamento do Espírito Santo em forma de línguas de fogo, acompanhadas do som de um vento impetuoso e do falar em outras línguas, provocando a perplexidade dos presentes. No Sinai o povo disse a Moises: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porem, não fale Deus conosco para que não morramos” (Ex 20:19). De modo semelhante está escrito em Atos 2:6-7: “Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade...” Depois que Pedro havia falado a eles, no poder do Espírito Santo, sobre a morte e ressurreição de Jesus Cristo, sobre Seu poder divino, Seu domínio eterno e a salvação em Jesus, está escrito: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (v.37). Eles aceitaram as palavras dele, creram e foram batizados (veja Hb 12:18-24). Assim, a Festa de Pentecostes cumpriu-se de maneira dupla dentro da simbologia profética. Primeiro pelo derramamento do Espírito Santo, com que foi selada a Nova Aliança em Cristo, e em segundo lugar pelo acréscimo de uma grande multidão de pessoas à Igreja da Nova Aliança. Nesse contexto é significativo que – ao contrario do Sinai – fizeram-se ouvir muitas línguas diferentes. A Nova Aliança e sua mensagem, selada pelo Espírito Santo no Dia de Pentecostes, vale para todos os povos, línguas e nações, representados pelas muitas línguas faladas naquele dia. Deve-se enfatizar que não era um simples falar em línguas diferentes, mas que ali aconteceu o milagre ímpar de que cada um entendia em seu próprio idioma o que estava sendo falado. Esse também é um sinal de que a maldição da confusão de línguas, ocorrida em Babel, foi anulada através de Jesus Cristo: por meio de Seu Santo Espírito Ele derruba as barreiras entre as pessoas das mais diferentes raças, unindo os cristãos do mundo inteiro, mesmo que falem as mais diversas línguas.

Essa quarta festa, separada entre as três festas da primavera e as três festas do outono, é como um elo de ligação entre o começo e o fim dos tempos. Ela aponta para a Igreja de Jesus, que corporifica esse elo de ligação entre a Antiga Aliança e o irromper do Reino de Deus!


0





Pedidos de oração:

1.Encontro dos Amigos de Sião. Agradecer a Deus pelos encontros dos Amigos de Sião realizados na Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida neste ano de 2011, sob a liderança do Pr. José Nogueira. Temos tido momentos edificantes sobre a cultura judaica, com tempo de oração e estudos bíblicos. Mas, sobretudo, tentamos de alguma forma demonstrar amor aos perdidos da casa de Israel, para, de alguma forma, salvar alguns. Ore conosco para que mais Igrejas possam somar-se a nós nesta causa. 2.O Irã quer desenvolver armas nucleares, segundo detalhes divulgados recentemente do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear do país. O anúncio oficial deve intensificar a pressão para a adoção de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU e eleva o risco de uma ação preventiva israelense contra instalações atômicas iranianas. Oremos para que tudo se resolva pacificamente, com a intervenção das grandes potencias e sem a necessidade de se iniciar um conflito. 3. Continuemos orando por nossa família missionária aos perdidos da casa de Israel - Família Kedoshim. Orem para que a graça de Deus seja sempre abundante em suas vidas, suprindo tudo aquilo que necessitarem. E não deixem de prestigiar o ótimo canal de informação http://noticiasdesiao.wordpress.com/

© IBFCV • Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida

Avenida K, nº 911 - Planalto da Barra - Vila Velha - Fortaleza - Ceará - Brasil - CEP 60348-530 - Telefone: +55 85 3286-3330