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O Grande Dia da Expiação ou Yom Kippur



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
www.cristoevida.com


2012-01-04 00:00:00

O Grande Dia da Expiação ou Yom Kippur

Levítico 16:7-8, 21-22


Diácono Rômulo Braga


O YON KIPPUR E SEU RITUAL ESPECIAL DE SACRIFICIO

O bode para o Senhor (Yahweh) e o bode para Azazel

A esse dia mais santo e mais importante no culto de sacrifícios do Antigo Testamento  é dedicado todo o capitulo 16 de Levítico. A singularidade desse dia consistia não somente em que apenas nele o sumo sacerdote entrava no Santo do Santos, mas que um animal preparado para o sacrifício era deixado com vida e mandado para o deserto. Os versículos mais importantes sobre esse sacrifício são encontrados em Levítico 16:7-8, 21-22: “Também tomará ambos os bodes, e os porá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo SENHOR, e a outra pelo bode emissário (literalmente, “azazel”)... E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto”. Os dois bodes, juntos, representam um sacrifício, como mostra o versículo 5: “E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado...” Através do lançamento de sortes, era decidido qual dos dois animais seria sacrificado a Yahweh, para que seu sangue fosse levado ao Santo dos Santo, e qual deles seria azazel, para ser levado ao deserto.

No hebraico moderno, a palavra azazel é usada para descrever Satanás. Em todo o Antigo Testamento, porém, a palavra é utilizada apenas três vezes em relação ao Yom Kippur e ao bode que levava o pecado de Israel para o deserto – e nunca com relação a Satanás ou aos demônios.  Provavelmente esse equívoco com respeito ao significado da palavra tem origem na idéia de que o bode sobre cuja cabeça eram postos os pecados de Israel deveria levá-los de volta à origem do pecado, a Satanás.  Essa idéia já aparece no livro apócrifo de Enoque, que foi escrito no tempo entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Isso significaria, porém, que estaria sendo enviado um sacrifício a Satanás, mas essa interpretação não tem sustentação, pois ambos os bodes são descritos como uma oferta para o Senhor. Também através das raízes lingüísticas não há como relacionar “azazel” com Satanás. È mais lógico que se trate da combinação das palavras hebraicas para “bode” e “partir”.

Um paralelismo com azazel é encontrado no procedimento cerimonial por um leproso curado, descrito em Levítico 14:1-9. Nele eram necessárias duas aves limpas; uma era imolada e a outra era molhada no sangue da ave morta e solta no campo aberto, o que simbolizava o desaparecimento completo da terrível doença. As duas aves eram igualmente consideradas como um sacrifício. Esse entendimento do significado do termo azazel permite que reconheçamos de forma simbólica a Jesus no bode azazel (emissário), como proclamou João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo!” (Jo 1:29). Ele removeu o pecado, levando-o para um lugar onde não é mais lembrado!

Através dessa cerimônia fundamental e significativa no Yom Kippur, Deus falou de maneira extraordinária aos líderes de Israel durante os quarenta anos anteriores a destruição do Templo em 70 d.C. Quando se lança sortes sobre os dois bodes, considerava-se ser um sinal do agrado de Deus se a de Yahweh se encontrasse na mão direita do sacerdote. O Talmude (Yomah 39a) fala de um mau presságio: nos quarenta anos anteriores a destruição do Templo, essa sorte nunca mais ficou na mão direita do sacerdote. Algo semelhante aconteceu com o bode emissário, que Ra levado ao deserto. Conforme um costume antigo, era presa uma fita de lã vermelha à porta do Templo antes do envio do bode. Essa fita deveria ficar branca quando o sacrifício fosse agradável diante do Senhor e os pecados do povo tivessem sido perdoados. Mas, no tempo anterior a destruição do Templo, durante quarenta anos a fita nunca mais ficou branca, o que era um presságio de desgraça futura (Talmude Yomah 39a e b). Depois que Jesus, o Cordeiro de Deus, tirou o pecado do mundo na cruz, o serviço de sacrifícios e o Templo perderam sua razão de ser, pois Ele tinha dito que não restaria pedra sobre pedra desse edifício.

No Yom Kippur, a ênfase da celebração era o arrependimento pelo pecado. Em Levítico 23: 26-32 é repetido que todo aquele que não se afligir e arrepender nesse dia será eliminado do seu povo. Em Mateus 3, João Batista conclama o povo ao arrependimento com severidade e diz no versículo 8: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”. De forma semelhante, Jesus proclama em Lucas 13:7 “Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não acho; podeis cortá-la!” Vemos claramente na história de Israel quão sérias foram as palavras de Jesus. Mas a convocação ao arrependimento vale para cada um de nós, da mesma forma como a mensagem do Yom Kippur tinha um lado pessoal: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). 


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Pedidos de oração:

1. Encontro dos Amigos de Sião – Oremos pelo próximo encontro dos Amigos de Sião em Fortaleza. Será no dia 22 de fevereiro e contaremos com a Preleção do Pr. Alexandre Dutra, dos Amigos de Sião em São Paulo. Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Missionário Emaús, formado em 1998. Formado em Missões judaicas pela Missão Brasileira Messiânica e judaísmo, na Casa da Cultura Judaica e é pastor desde 1999, trabalhando na evangelização de judeus através da Associação Internacional de Missões aos Israelitas em conjunto com a Associação Missionária Independente. É membro do Templo Batista de Indianópolis e Leciona Costumes Judaicos e Hebraico. Fonte: http://www.ibm.pibbca.org.br/professores.html 2. Cresce o reconhecimento do Estado Palestino: O MERCOSUL e Palestina assinaram acordo de livre comercio no dia 20 de dezembro. A Islândia anunciou em 15 de dezembro o reconhecimento formal do Estado palestino, tornando-se um dos primeiros países da Europa Ocidental a tomar esta decisão. E mais: A bandeira da Palestina foi hasteada pela primeira vez nesta terça-feira (13/12/2011) na sede em Paris da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) - a única agência da ONU que concedeu aos palestinos o status de membro pleno. Oremos para que Deus possa frustrar os planos de criação de um Estado Palestino reconhecido pela ONU, o que só aumentará os conflitos na região. Oremos para que os palestinos reconheçam o Estado de Israel e desejem realmente a paz. 3. Oremos pelas programações da Igreja Batista Fundamentalista Cristo é Vida para 2012: XXV Conferência Missionária - 20 a 22 de Janeiro - Começamos o planejamento, pois na 25ª Conferência Missionária, queremos ter a presença de nossos evangelistas, que trarão testemunhos e relatórios dos trabalhos. No domingo seguinte (dia 29\01), realizaremos a Assembléia Geral, quando aprovamos o Orçamento Missionário para 2012. Celebrando a Família 2012 – 17 a 22 de Fevereiro - Convidamos o Pr. Alexandre Dutra, que, durante o período do carnaval, trará mensagens para os jovens e casais. Será uma programação muito edificante e também evangelística. Encontro dos Amigos de Sião – Dia 19 de Março - No feriado estadual de 19 de março, teremos o Pr. José Infante, da Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista. Ele é pastor da maior igreja fundamentalista do Brasil (com mais de 2 mil membros). Aproveitaremos a presença do Pr. José Infante para fazer um encontro de líderes, no dia 16/03, aqui em nossa igreja.

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