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Família Kedoshim



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
www.cristoevida.com


2013-07-30 00:00:00

Família Kedoshim

Romanos 1:1a, Atos 21:19


Pr. José Nogueira


Começamos o ano de 2013 participando em Lisboa do sepultamento de um irmão: Levy Abrantes. Judeu messiânico Levy pertencia a uma tradicional família judaico-portuguesa. Pouco ouvi da história da sua conversão, mas sei que não é muito comum encontrarmos em Portugal judeus convertidos ao evangelho. Mais que converso, Levy foi um exemplo para aqueles que o conheceram, sendo ainda um dos fundadores da Igreja Baptista de Coimbra, que este ano completou 53 anos.

 

Como temos feito desde que chegamos em Portugal, continuamos a fazer visitas ao norte do país. E continuamos a orar para que Deus nos mostrasse claramente o que queria de nós. Nossa chegada em Portugal aconteceu dentro de um contexto que os irmãos e irmãs das nossas igrejas bem conhecem. Israel nos fechou às portas fizemos deste país um ponto de espera para uma oportunidade de retorno. Entretanto, aqui encontramos tantas similaridades com nossa visão missionária que até hoje nos surpreendemos!

 

Há neste país uma miscigenada presença de filhos de Abraão, sejam eles descendentes dos sobreviventes da Inquisição Católica ou descendentes dos sobreviventes do Holocausto. Embora haja discrepância nos números – os estudiosos apontam de 20% a 35% e os próprios judeus dizem ser quase 70% – o certo é que aqui estamos cercados de judeus.

 

Nas nossas idas e vindas ao Norte foi-se formatando a convicção de que lá deveríamos fixar morada. No início do ano foi realizado um culto missionário na igreja de Cantanhede e eu fui o preletor. Para isso, pesquisei as necessidades do campo missionário português e uma vez mais o Norte veio à tona.

 

Quando chegamos aqui viemos com a informação de que havia em Portugal apenas 15 igrejas evangélicas que eram realmente protestantes e conservadoras, mas com o passar do tempo percebemos que este número estava mais ligado aos parâmetros de comparação do que à realidade. Se comparados com as igrejas típicas americanas, por exemplo, realmente há um número reduzido de igrejas conservadoras, mas o fato de muitas dessas igrejas terem comportamento social diferente tem mais a ver com a cultura europeia do que com as práticas bíblias propriamente ditas. A Igreja Baptista de São Mamede de Infesta, por exemplo, é conservadora, bíblica, separatista, mas serve a Santa Ceia com vinho do Porto, um dos vinhos com maior teor alcoólico que existe! As Igrejas culturalmente similares às Batistas Históricas ou às Igrejas Bíblicas, norte-americanas ou brasileiras, realmente são em pequeno número, podendo ser que cheguem, de fato, às 15 sugeridas há três anos.

 

No ano passado participamos do Primeiro Congresso Missionário das Igrejas Baptistas e lá estivemos presentes num painel que apresentou o atual quadro das igrejas protestantes em Portugal. E os dados são desanimadores! Proporcionalmente ao número de habitantes, as igrejas evangélicas são raras por aqui. Segundo dados da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP), se quisermos ter 1 igreja para cada 3.500 habitantes, em algumas regiões o deficit é abissal!

Logo abaixo compartilhamos um resumo desses dados abrangendo os 20 distritos portugueses. Estes distritos estão distribuídos por 18 regiões continentais e mais 2 nas ilhas. No primeiro grupo (em vermelho) destacam-se os 10 Concelhos extremamente carentes da presença de igrejas; depois (em amarelo) os Concelhos muito carentes e por fim (em verde) os dois únicos Conselhos onde o número de igrejas está próximo do ideal. Mesmo assim, é bom ressaltar que este “ideal” é na proporção de 1 igreja para cada 3.500 habitantes!

 

DISTRIBUIÇÃO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS EM PORTUGAL


 

Diante desses números, a nossa intenção de nos fixarmos no norte de Portugal foi criando bases mais sólidas. No mês de Maio o testemunho de vida de outro irmão uma vez mais apontou o Norte como objeto das nossas orações. Joed Venturini, o pastor do funeral do início do ano, perdeu seu pai, o também pastor Francisco Antônio de Souza. Quando na igreja de Cantanhede foi anunciada a morte, o pastor da congregação, Heitor Gomes, fez um breve relato da vida deste missionário destacando que ao chegar à Portugal ele não quis ficar nos centros mais desenvolvidos, preferindo as regiões mais inóspitas daquela época (1974) e olhando para a carência do campo missionário fixou-se justamente na cidade pela qual estávamos orando: Barcelos.

 

Coincidentemente, foi nesta região que começou um dos mais tristes episódios da história dos judeus de Portugal: o rapto das crianças judias. Foi justamente em Barcelos, no final do Século XV, que foi registrado oficialmente o primeiro caso de conversão forçada de judeus mediante o sequestro de filhos.

 

Nas viagens que fizemos para a região pudemos perceber que o trabalho será árduo, mas teremos a boa ajuda de duas das igrejas signatárias da uma carta separatista que foi publicada em Março deste ano, assinada por nove pastores conservadores, carta esta cuja cópia estou anexando no final deste relatório.

 

Por questões de custos de aluguel estaremos fixando residência na região rural da cidade vizinha a Barcelos, chamada Esposende, onde uma senhora nos alugou a parte inferior da sua residência. Além da proximidade com Barcelos, as escolas das crianças estão localizadas nas proximidades e poderemos ainda desenvolver trabalhos de visitas a idosos, que também são abundantes nesta zona. Sobre essas mudanças, falaremos mais no próximo relatório.

 

E agora, partilhamos com vocês nossos motivos de oração, sob a forma de Agradecimentos e Pedidos.

 

AGRADECIMENTOS
1. Agradecemos a oportunidade que tivemos, por três anos, de apoiar os trabalhos na Igreja Baptista em Cantanhede. Quando aqui chegamos, só havia basicamente os cultos dominicais e os cultos de oração às quartas-feiras, nestes três anos, além de nos envolvermos nestas atividades (a Verônica e eu somos professores na EBD), pudemos ainda contribuir em muitas outras, como Aulas de Doutrinas Bíblicas, Cultos Missionários, Encontros dos Amigos de Sião, Encontros de Senhoras, evangelismo especial no Dia de Finados, evangelismo especial nas romarias à Fátima, visita a um lar de idosos, cultos em nossa residência e discipulado de recém-convertidos.

 

2. Agradecemos a bênção que foi o evangelismo direto que nossa família fez durante a Romaria Anual à
Fátima, em maio deste ano. Fomos para a estrada abordar os peregrinos distribuindo Evangelhos de João, em versão especialmente preparada, juntamente com garrafas de água mineral com os rótulos convertidos em mensagem bíblica. A receptividade dos romeiros foi surpreendente, uma vez que os católicos normalmente se recusam a receber literatura “protestante”. Todo o material que preparamos foi distribuído e raramente alguém recusou recebê-lo.

 

3. Agradecemos a viagem missionária que 16 irmãos da Igreja Bíblica de Maceió fizeram à Portugal, em abril deste ano. A viagem foi liderada pelo Pastor Roger Johanssen e pelo irmão João de Deus. Além da bênção de desfrutar de agradáveis dias junto a esses irmãos e irmãs, pudemos realizar evangelismo de rua, programação especial na escola das crianças (algo difícil de ser permitido pelos diretores) e programação especial no Lar de Idosos onde já desenvolvemos outros trabalhos.

 

4. Agradecemos a abertura que tivemos junto ao lar de idosos de Cantanhede e as oportunidades que Deus nos deu para que a igreja fizesse este evangelismo. Oferecemos aos idosos um bom material adquirido juntos a crentes da Alemanha, material este que tem sido bem aceito. Também os irmãos brasileiros trouxeram lembranças típicas do nosso país, o que encantou a todos os velhinhos, que gostam muito do Brasil.

 

5. Agradecemos pela fidelidade das igrejas que têm cooperado com nosso ministério, orando e contribuindo, pois graças ao ETERNO, nosso Deus, NADA tem-nos faltado. Agradecemos o amor e a fidelidade dos irmãos.

 

PEDIDOS DE ORAÇÃO
6. Pedimos orações pelas mudanças que faremos para Barcelos, tanto a mudança em si quanto às mudanças adjacentes, principalmente a das escolas das crianças.

 

7. Pedimos orações no sentido de que Deus continue a nos dar intrepidez ao falarmos do Evangelho aos portugueses. O catolicismo está fortemente enraizado na cultura portuguesa e eles resistem à pregação do evangelho. São muito gentis e acolhem o que lhes falamos, mas não abrem mão das suas tradições. Este, aliás, é um pedido que reiteradamente fazemos a todos aqueles que oram por nosso ministério.

 

8. Por fim, pedimos especiais orações para uma senhora chamada Agnieszka, uma verdadeira bênção que conhecemos há três anos e que vem sendo discipulada pela Verônica. Além do crescimento no conhecimento de Deus, estamos orando para que ela possa ter condições de assistir na Igreja Baptista de Esgueira, que das igrejas signatárias do pacto separatista é a mais próxima da casa dela. Orem também para que ela consiga um emprego, pois a família dela, como muitas outras em Portugal, está sendo vítima da severa crise econômica que se abateu sobre o país.

 

9. Pedimos orações pelo desejo que tenho de visitar Israel para não perder os laços que lá deixamos. A princípio havíamos pensado numa viagem ainda este ano, mas as mudanças que faremos e a crescente desvalorização do Real frente ao Euro tem resultado num profundo achatamento do nosso salário, por isso temos que estudar bem a forma de fazer esta viagem. Pedimos orações para que mais algumas igrejas se levantem para nos apoiar, pois, conforme dito acima, tivemos uma sensível diminuição dos nossos recursos.

 

10. Pedimos orações para que Deus levante missionários para Portugal. Temos aprendido a amar este país e seu povo, cuja carência espiritual é enorme. Oramos para de Deus desperte, junto aos irmãos e irmãs das nossas igrejas, pessoas dispostas a ter Portugal no coração, principalmente irmãos que tenham afinidade para lidar com idosos, os mais carentes por aqui. Enquanto as crianças são cada vez mais raras, os idosos encontram-se cada dia mais abandonados.

 

11. Pedimos orações para que possamos alcançar os judeus do Norte de Portugal. Temos o chamado para trabalhar entre os judeus e embora nosso coração lateje por Israel, foi aqui que O Senhor nos permitiu ficar. A descoberta do quanto a presença de judeus em Portugal ainda é grande foi uma alegria para nós! Principalmente pelo facto de eles falarem português e praticarem um pretenso cristianismo, pois sendo católicos sabemos que não conhecem A Verdade.

 

“E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo:
Passa à Macedônia, e ajuda-nos.
– Actos 16:9 –

 

 

ANEXO 2 – A CARTA SEPARATISTA

Carta Aberta às Igrejas e Pastores da Convenção Baptista Portuguesa e AEP.
Quarta-feira, 6 de Março de 2013

 

Como é do conhecimento de todos, no passado dia 17 de Fevereiro, a Igreja Baptista do Estoril – Meeting Point, promoveu a consagração ao ministério pastoral da irmã Connie Main Duarte. Sem qualquer desvalorização das qualidades académicas e pessoais da referida irmã, todos sabemos que lhe faltam as qualificações bíblicas para assumir o pastorado. Assim, o passo que foi dado, embora condizente com a cultura em que estamos inseridos, foi um passo de desrespeito para com a Palavra de Deus, perfeitamente inspirada por Deus na antiguidade e perfeitamente preservada para os nossos dias.

 

A intenção desta carta não é fazer a defesa bíblica exaustiva da nossa posição. No entanto, como todos sabem, quando ensina as qualificações para o pastorado, a Palavra diz, “convém que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher...” (1Tim. 3:2). Capaz e academicamente qualificada como seguramente será, a irmã em questão não consegue cumprir os claros requisitos bíblicos. Aqueles que sempre se propõem a fazer a actualização cultural das palavras inspiradas, precisam de lidar com pelo menos duas questões. Em primeiro lugar, Paulo escreve aquelas palavras num contexto, o do antigo mundo helenizado, em que era comum as práticas religiosas serem lideradas por mulheres. Mesmo assim, inspirado pelo Espírito Santo, as palavras gregas escolhidas são específicas em género. A prática ministerial de Paulo, apesar de limitar o pastorado ao género masculino, não exclui ninguém do ministério para o Senhor na igreja local. Uma segunda questão a considerar é a da actualidade das palavras das Escrituras. A Bíblia foi verbalmente inspirada e preservada por um Deus que já sabia que iríamos estar a olhar para estas palavras no século XXI. Nenhuma das palavras do Novo Testamento passou ainda do seu prazo de validade.

 

As igrejas baptistas, por regra, desde há muitos anos, têm nas suas declarações de fé: “A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática.” Esta afirmação tem grandes responsabilidades. O posicionamento daqueles que defendem e praticam a consagração de mulheres ao ministério pastoral é um posicionamento de afronta à “fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 1:3). É precisamente quando deixamos que as palavras de Deus comecem a ser colocadas em dúvida (“É assim que Deus disse?” – Gn 3:1), que nos abrimos a toda a espécie de desvios que, começando na doutrina, se alastram depois para a prática e para a moral (“um abismo chama outro abismo.” Sl 42:7).

 

Sendo, tanto quanto sabemos, a Igreja Baptista do Estoril – Meeting Point, e a irmã Connie Main Duarte, membros, quer da Convenção Baptista Portuguesa, quer da Aliança Evangélica Portuguesa, este grave posicionamento coloca algumas questões importantes. As igrejas e pastores que amam a Deus e a Sua Palavra, têm a responsabilidade bíblica de se demarcarem daqueles que têm um posicionamento doutrinário contrário às Escrituras (Rom. 16:17) e, como sabem, não devem com eles ter alianças ou convenções. Pelo menos sem que haja, da parte destes, um arrependimento público dos seus desvios. Os irmãos e igrejas que partilham desta mesma preocupação bíblica poderão continuar a cooperar institucionalmente com quem tem tal desrespeito pela Palavra de Deus? As igrejas poderão continuar a recomendar um seminário que tem entre os seus professores alguém com esta visão crítica da Palavra de Deus?

 

Poderão pensar que não existe nada a fazer, que as coisas são o que são. O que pode um só pastor fazer? Qual o peso de apenas uma igreja? A verdade é que existe no nosso país um grupo de igrejas baptistas, legalmente constituídas e que não fazem parte nem da CBP, nem da AEP. Trata-se de igrejas e pastores com uma posição bíblica conservadora e fideística. Estas igrejas baptistas, independentes, não são, no entanto, isolacionistas. Têm comunhão entre si, participam juntas em eventos, conferências, acampamentos, projectos de evangelização e de publicação de literatura. Qualquer igreja que decidir dar um passo de fé e deixar de estar associada a quem desrespeita a Palavra de Deus, não estará, seguramente, sózinha. Existem outros, em Portugal e no mundo, que já decidiram assim.

 

O propósito desta carta é de encorajamento. Aqueles que amam a Deus e a Sua Palavra, estão certamente tristes com o rumo que grande parte do mundo evangélico está a tomar. Estão também tristes com as ramificações desses movimentos em Portugal. Do relativismo cultural, passou-se ao relativismo doutrinário, que coloca tudo em causa. Se você não está disposto a colocar em causa a eterna Palavra de Deus, não deve desanimar e deve, agora, tornar claro que está disposto a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” Signatários:

 

Mark Machado Pereira, Pastor, Igreja Baptista Esperança Viva; Rui António Robalo Simão, Pastor, Igreja Evangélica Baptista de Moreira da Maia; Tito Tiago Pereira, Missão Baptista em Castanheira do Ribatejo; Allen Ray Newton, Pastor, Igreja Baptista Esperança Viva de Castelo Branco (Missão); David Loop, Pastor, Igreja Baptista de Esgueira; Mark James Hale, Pastor, Igreja Baptista do Barlavento (Missão); Jovito Nunes, Pastor, Igreja Evangélica Baptista de Fernão Ferro e Igreja Evangélica Baptista de Casalinhos de Alfaiata; David Booth, Pastor, Missão Baptista do Montijo; Michael Andrzejewski, Pastor, Igreja Evangélica Baptista de Barcelos.


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Pedidos de oração:

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