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Como é ser israelense



IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
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2004-04-16 00:00:00

Como é ser israelense


Jenny Hazan


Quando, em 27 de abril de 2003, cheguei no aeroporto Ben Gurion, a bordo de um vôo da El Al proveniente de Toronto, com uma passagem oferecida pelo departamento de aliá, eu já tinha juntado um monte de papeizinhos com o número de telefone de, no mínimo, uns dez israelenses, companheiros de viagem que me haviam voluntariado seus conselhos, seus lares, suas famílias e seus amigos - qualquer coisa e todas as coisas necessárias - para ajudar um novo imigrante judeu, solitário, em sua chegada em Israel.

O calor dos israelenses; o senso de solidariedade entre judeus em Israel foi o que, a princípio, me atraiu com mais força ao país. Foi a razão que me fez decidir transferir-me para Jerusalém após minha primeira visita a Israel, dentro do Programa Birthright, em fevereiro de 2001.
Enquanto o sol começava a desaparecer por trás do topo das colinas, em minha primeira noite de 6ª.feira no Kotel, vi-me em meio a um grupo de 20 jovens de comunidades da diáspora norte-americana, recitando, em uníssono, a bênção das velas de Shabat. Logo depois, nosso guia de viagem agarrou minha mão e começou a dançar e cantar e, num instante, estávamos todos dançando e cantando. Éramos perfeitos desconhecidos, cantando músicas em hebraico e anunciando, com grande júbilo, a chegada de nosso Shabat.

Estávamos em nosso lugar. Nosso lugar! Nosso lugar entre as nações do mundo! A história de meu povo, nossas tragédias e nossos triunfos, o milagre que é Israel, tudo isso se tornava uma realidade bonita e, ao mesmo tempo, chocante, diante de meus próprios olhos. Sentia-me repleta de um desejo avassalador de forjar o meu próprio caminho naquela terra, que nascera através do sangue de meus antepassados. Apesar de ter estado tão distraída a ponto de não o ter percebido antes, quando Israel conquistou a sua independência, em 14 de maio de 1948, eu, também, me tinha tornado livre.
E, naquele instante, meu primeiro instante em Israel, tinha percebido quem eu era e qual era o meu lugar.
Na verdade, o fato de aqui viver me fez perceber que, entre os judeus de Israel, apenas existe desunião - seja na religião, na política, na etnia, na cultura, no que quer que seja. Os sabras tendem a ser insensíveis à surpreendente conscientização da união que existe entre os judeus, preferindo dar maior destaque às questões que nos separam.

Mas isso não significa que não existe união. Unidos nos colocamos para lutar por nossa pátria, no passado, e unidos podemos nos colocar para, novamente, lutar por nossa pátria.
Israel me enche de esperança quase que diariamente; esperança não apenas no futuro de nosso povo e de nossa terra, mas esperança no futuro da raça humana. Minha fé em nossa capacidade de cumprir nosso destino coletivo e de servir como uma luz entre as nações permanece inalterada. Com toda a nossa energia reunida, podemos liderar nosso povo para fora do útero de fogo e para dentro dos seios repletos de leite e mel.
Talvez eu não tenha todas as respostas, mas uma coisa é certa: sou parte desse destino. Minha primeira visita a Israel foi um despertar. Conseguiu desenterrar a identidade judaica que eu, tão tragicamente, enterrara por baixo de anos de assimilação à sociedade canadense. Aquilo que eu, tão desatenta, descartara e quase perdera para sempre, tinha sido reavivado. Despertei de uma letargia quase fatal para descobrir que tenho um propósito neste mundo. Ocupo um espaço na história. Não posso dar-me ao luxo de me comportar como um radical livre, boiando ao redor do corpo do planeta. O ônus do futuro de meu povo descansa sobre os meus ombros. Tenho algo com que contribuir para o futuro de nosso povo, para o futuro de nossa pátria e para o futuro da humanidade.
Israel me salvou. Arrebatou-me e me preencheu com um recém-descoberto senso de propósito. O fato de aqui estar inspirou minha fé na crença de que tudo é possível. E é por essa razão que eu preciso de Israel tanto quanto os meus conterrâneos israelenses dizem que Israel precisa de mim.
A primeira vez que comemorei o Dia da Independência em Israel foi no Kibutz Yotvata, onde antes de fazer aliá eu fazia um ulpan intensivo de hebraico. Era abril de 2002, época em que a revolta palestina tinha atingido o seu pico de violência terrorista. Eu voltava de uma cerimônia ao ar livre de acendimento de velas quando recebi uma ligação frenética de minha mãe.
”Marque já uma passagem e volte para Toronto”, ela me implorava pela linha cortada do telefone público do kibutz. Estava assistindo a CNN e, aos prantos, via as imagens da carnificina em Israel que cobriam a tela colorida da TV.
”Não”, respondi. “Não posso, em sã consciência, abandonar este país em sua hora mais negra; não posso, tendo amigos e pessoas queridas que estão servindo nas FDI. Que tipo de pessoa eu seria se abandonasse o país justamente agora? Que tipo de judeu eu seria?”
”Quando você volta para casa?”, ela insistia.
”Estou em casa, mamãe. A pergunta é quando VOCÊ vem para casa?”

A decisão inicial de fazer aliá foi a parte mais fácil de toda a jornada, até agora. Viver aqui é que são elas, uma luta contínua. Houve épocas em que ser israelense significava ir ao enterro de amigos que tinham sido assassinados em ataques terroristas; inúmeras vezes significou visitas muito freqüentes aos hospitais para acompanhar outros amigos, mutilados pelos mesmos ataques; significou falar ao telefone com minha família, em Toronto, todas as noites; significou descontrolar-me, por completo, no Ministério da Absorção de Imigrantes e na Receita Federal; significou aprender um novo idioma (e fazer um monte de erros, no caminho); significou viver em um centro de absorção onde nem o chuveiro nem a geladeira funcionavam direito; significou adormecer diante de meu computador no Jerusalem Post e ser acordado pelo editor-chefe, na manhã seguinte; significou preocupar-me com o pagamento do aluguel do mês entrante; significou tentativas frustradas de vencer as diferenças culturais. Mudar-me para Israel foi a coisa mais difícil que fiz na vida.
Mas, Israel é um lugar de colinas e vales; de altos e baixos; de dias bons e dias ruins. No final de cada dia, um fato permanece inalterado: Israel é o lugar ao qual pertenço. Não trocaria esta jornada por nada neste mundo.
Viver em Israel me fez mais dura. Me fez mais forte. Me fez ser quem eu sou e quem eu quero ser: uma judia orgulhosa e uma israelense mais orgulhosa ainda.


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