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2006-03-15 00:00:00

Muçulmana Corajosa

1 Timóteo 4:1


http://noticias.uol.com.


Crítica à violência muçulmana rende elogios e ameaças

John M. Broder
em Los Angeles

(The New York Times, 11 de Março de 2006)

Há três semanas, Wafa Sultan era uma psiquiatra sírio-americana praticamene desconhecida, que morava em um subúrbio de Los Angeles, nutrindo profunda raiva e desespero diante de seus irmãos muçulmanos.

Hoje, graças a uma entrevista franca e provocativa na rede de televisão por satélite Al Jazeera, no dia 21 de fevereiro, tornou-se uma sensação internacional, saudada como uma voz fresca de razão por uns e como herege infiel que merece morrer por outros.

Wafa Sultan, uma psicóloga sírio-americana, ousou levantar a voz contra o Islã.


Na entrevista que foi assistida mais de um milhão de vezes na Internet e alcançou as caixas de mensagens de centenas de milhares de pessoas em torno do mundo, Sultan criticou amargamente os clérigos muçulmanos, santos guerreiros e líderes políticos que distorceram os ensinamentos de Maomé e o Alcorão por 14 séculos. Ela disse que os muçulmanos desceram por um caminho de autopiedade e violência e os compara desfavoravelmente com os judeus.

Sultan disse que o mundo não está testemunhando um choque entre religiões e culturas, mas uma batalha entre a modernidade e o barbarismo, uma batalha que as forças do islã reacionário e violento estão destinadas a perder.

Em resposta, os clérigos muçulmanos a condenaram, e sua secretária eletrônica está cheia de ameaças. Mas os reformistas islâmicos elogiaram-na por falar alto, em árabe e na rede de televisão mais assistida do mundo árabe, o que poucos muçulmanos têm coragem de dizer até em particular.

"Acredito que nosso povo é refém de nossas crenças e ensinamentos", disse ela em uma entrevista nesta semana, em sua casa no subúrbio de Los Angeles. Sultan, 47, vestia um suéter delicado e saia, com chinelos de lã e meias grossas. Seus olhos e cabelos são negros e seu jeito modesto esconde suas palavras intensas: "O conhecimento me liberou dessa forma ultrapassada de pensar. Alguém tem que ajudar a liberar o povo muçulmano dessas crenças errôneas."

Talvez suas palavras mais provocativas na Al Jazeera tenham sido as que compararam a forma como os judeus e muçulmanos reagiram à adversidade. Falando do Holocausto, ela disse: "Os judeus vieram da tragédia e forçaram o mundo a respeitá-los com seu conhecimento, não com seu terror; com seu trabalho, não com seu choro e grito."

E prosseguiu: "Não vimos um único judeu explodir um restaurante alemão. Não vimos um único judeu destruir uma igreja. Não vimos um único judeu matando pessoas como protesto."

Ela concluiu: "Somente os muçulmanos defendem sua crença queimando igrejas, matando pessoas e destruindo embaixadas. Esse caminho não vai dar resultados. Os muçulmanos precisam se perguntar o que podem fazer pela humanidade, antes de exigirem que a humanidade os respeitem."

Suas opiniões chamaram a atenção do Congresso Judeu Americano, que a convidou para palestrar em uma conferência em Israel, em maio. "Estivemos discutindo com ela a importância de sua mensagem e tentando pensar no espaço certo para ela falar com os líderes judeus", disse Neil B. Goldstein, diretor executivo da organização.

É provável que ela seja mais bem vinda em Tel Aviv do que em Damasco. Pouco depois do programa ir ao ar, clérigos na Síria acusaram-na de heresia. Um disse que havia provocado mais dano ao islã que as charges dinamarquesas zombando do profeta Maomé, de acordo com um serviço de notícias.

Sultan está "trabalhando em um livro que -se for publicado- vai virar o mundo islâmico de cabeça para baixo."

"Cheguei num ponto sem volta. Não tenho escolha. Estou questionando todos os ensinamentos de nosso livro sagrado."

O título provisório é: "The Escaped Prisoner: When God is a Monster" (O prisioneiro que escapou: quando Deus é um monstro).

Sultan vem de uma grande família muçulmana em Banias, Síria, uma pequena cidade no Mediterrâneo, cerca de duas horas de carro de Beirute. Seu pai era comerciante de grãos e muçulmano devoto; ela seguiu os ditames da fé até a idade adulta.

Mas, disse ela, sua vida mudou em 1979, quando estudava medicina na Universidade de Aleppo, no Norte da Síria. Naquela época, a Irmandade Muçulmana radical estava usando o terror para tentar enfraquecer o regime do presidente Hafez Assad. Atiradores da fraternidade entraram em uma sala na universidade e mataram seu professor diante dela.

"Eles atiraram nele centenas de vezes, gritando: 'Deus é Grande!'" disse ela. "Naquele instante, perdi minha confiança em seu deus e comecei a questionar todos os nossos ensinamentos. Foi um ponto de virada em minha vida, e me levou a este momento presente. Tive que partir. Tinha que buscar outro deus."

Ela e seu marido, que hoje usa o nome americanizado de David, fizeram planos de ir morar nos EUA. Seus vistos foram finalmente aprovados em 1989, quando partiram para Cerritos, Califórnia, com seus dois filhos (desde então, tiveram um terceiro). Eles se estabeleceram com amigos nesta próspera comunidade dormitório no condado Orange.

Depois de uma sucessão de empregos e dificuldades com a língua, Sultan tirou sua licença de médica nos EUA. Falta apenas que complete o programa de residência hospitalar, que ela espera fazer dentro de um ano. David opera uma oficina mecânica de escapamentos. Eles compraram uma casa própria na área de Los Angeles e colocaram os filhos em escolas públicas. Todos agora são cidadãos americanos.

No entanto, enquanto se instalava em uma vida de classe média americana confortável, sua raiva queimava por dentro. Ela passou a escrever -primeiro para si mesma, depois para um site da Web de reforma islâmica chamado Annaqed ("O Crítico"), coordenado por um expatriado sírio em Phoenix.

Um ensaio raivoso de Sultan no site, sobre a Fraternidade Muçulmana, chamou a atenção da Al Jazeera, que a convidou para um debate com um clérigo argelino ao vivo em julho.

No debate, ela questionou os ensinamentos religiosos que levam os jovens a cometerem suicídio em nome de Deus. "Por que um jovem muçulmano, na flor da idade, com a vida toda pela frente, vai e se explode?" perguntou. "Em nossos países, a religião é a única fonte de educação e a única fonte da qual aquele terrorista bebeu até matar sua sede."

Suas observações geraram debates em torno do globo e seu nome começou a aparecer em jornais árabes e sites da Web. Mas sua fama cresceu exponencialmente quando apareceu novamente na Al Jazeera, no dia 21 de fevereiro, em uma participação que foi traduzida e amplamente distribuída pelo Instituto de Pesquisa da Mídia do Oriente Médio, conhecido como Memri.

O instituto disse que o trecho de sua participação em fevereiro tinha sido visto mais de um milhão de vezes. (Há um link para o vídeo e trechos traduzidos em http://memri.org/index.html).

"O confronto que estamos vivenciando em torno do mundo não é um choque de religiões ou de civilizações", disse Sultan. "É um choque entre dois opostos, entre duas eras. É um choque entre uma mentalidade que pertence à Idade Média e outra que pertence ao século 21. É um confronto entre a civilização e o retrocesso, entre o civilizado e o primitivo, entre a barbárie e a racionalidade."

Ela disse que não era cristã, muçulmana ou judia, mas um "ser humano secular".

O outro convidado do programa, professor egípcio de estudos da religião, Dr. Ibrahim Al Khouli, perguntou: "Você é uma herege?" e disse que não havia sentido em responder ou debater com ela, pois ela havia blasfemado contra o islã, o profeta Maomé e o Alcorão.

Sultan disse que tomou essas palavras como um fatwa formal, uma condenação religiosa. Desde então, recebeu inúmeras ameaças de morte em sua secretária eletrônica e caixa postal. Um recado dizia: "Você ainda está viva? Espere e verá."

Ela recebeu uma mensagem eletrônica noutro dia, em árabe, que dizia: "Se alguém fosse matá-la, seria eu."

Sultan disse que sua mãe, que ainda mora na Síria, está com medo de fazer contato direto com ela e fala apenas por uma irmã que mora no Qatar. A psiquiatra se preocupa mais com a segurança dos membros da família nos EUA e na Síria do que com si mesma.

"Não tenho medo", disse ela. "Acredito na minha mensagem. É uma viagem de um milhão de quilômetros, e acho que ultrapassei os primeiros e mais difíceis dez."

 

 


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Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2006/03/11/ult574u6396.jhtm




Pedidos de oração:

Oremos por esta mulher de coragem, para que ela conheça o verdadeiro Autor da Vida Eterna!

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