
APRENDENDO COM O PASSADO E CONSTRUINDO O FUTURO
Por mais de cinquenta vezes encontramos nas Sagradas Escrituras a exortação para que nos lembremos dos grandes atos, dos sábios ensinos e dos tremendos juízos de Deus.
O “esquecido”, na Escritura, é comparado ao preguiçoso ou ao ingrato.
Este perdeu as suas referências para orientar o seu caminho no presente e, por isso, não tem mais esperança para o seu futuro.
O Livro de Deuteronômio, na Bíblia, é um grande exemplo da importância de conservarmos as lembranças com muito zelo e cuidado.
Não é à toa que Deuteronômio é chamado de “o Livro da memória de Israel”, pois ali encontramos a repetição dos Mandamentos de Deus (Capítulo 5), o coração da fé de Israel, a renovação da aliança solene com Deus, o famoso e insistente Shemah (“Ouve, Israel”, em 6:4), e os últimos discursos de Moisés.
Fazer memória do passado é útil também para acolher as intervenções inéditas que Deus quer realizar em nós e através de nós.
Quando conhecemos e cremos nos grandes e maravilhosos feitos de Deus no passado, nos fortalecemos para crer e ousar no poder de Deus em nosso presente.
É verdade que há coisas em nossas vidas que nós desejaríamos apagar de vez de nossa memória.
E há coisas que queremos guardar para sempre!
A sabedoria divina é uma poderosa ferramenta nessas duas complexidades da vida: no guardar as coisas boas e no querer esquecer as coisas ruins.
Nós devemos desenvolver o hábito de guardar as boas experiências de Deus em nossas vidas, através de registros, anotações, guarda de objetos significativos, compartilhamentos e testemunhos (lembram-se de nossa Cápsula do Tempo?)
Também seria bom que anotássemos as promessas de Deus nas Escrituras, desenvolvendo Estudos Bíblicos sobre elas, catalogássemos as diferentes promessas, discernindo quais são as promessas gerais e as específicas, etc.
Mas as nossas recordações não devem ficar todas comprimidas, como na memória de um disco rígido. Nem é possível arquivar tudo em uma “nuvem” virtual. É preciso aprender a fazer com que os fatos do passado se tornem realidade dinâmica, refletindo sobre ela e dela tirando lições e sentido para o nosso presente e futuro.
Uma tarefa que pode parecer difícil, mas é extremamente necessária: DESCOBRIR O FIO CONDUTOR DO AMOR DE DEUS QUE UNE TODA A NOSSA EXISTÊNCIA.
Há uma ideia geral de que nós, os brasileiros, somos um povo sem memória, sem passado e sem referenciais.
Porém, como crentes em Cristo, o SENHOR da História, nós não podemos concordar com tal pensamento ou aceitar isso como se fosse uma sina.
Porque, nestes nossos tempos difíceis, há necessidade de recuperar a capacidade de refletir sobre a própria vida com Deus e projetá-la para o futuro.
Saibamos que ter um passado não é o mesmo que ter uma história!
No percurso de nossa vida, podemos ter tantas recordações, mas quais delas realmente constroem verdadeiramente a nossa história, a nossa experiência com Deus?
Quantas são as lembranças que são significativas para os nossos corações e nos ajudam a dar um sentido à nossa existência?
Lembremos sempre de nossa conversão, de nossas vitórias, das intervenções de Deus em nossas vidas, das bênçãos de Deus em nós e nossa família, enfim, construamos nossa história, ousemos na fé em Deus em nosso presente, e olhemos com uma esperança viva o nosso futuro!
Pense nisso!
SHAVUAH TOV!
Uma abençoada Semana com a real e poderosa Paz de Deus!
