
𝐁𝐔𝐒𝐂𝐀𝐍𝐃𝐎 𝐁Ê𝐍ÇÃ𝐎𝐒 𝐍𝐀𝐒 𝐂𝐑𝐈𝐒𝐄𝐒
“…se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar
e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos,
dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”
2 Crônicas 7:14
Sabemos das tristes condições políticas, econômicas, sociais, religiosas, morais e das crises de saúde, não somente em nosso país, mas no mundo inteiro. Mas, nós podemos ver uma luz no fim do túnel através das diversas experiências do povo de Israel, no Antigo Testamento. E devemos hoje aprender a como viver em tempos de crises e ainda, assim mesmo, ser abençoados pelo SENHOR, e também transmitir essa bênção aos outros.
Voltemos, num túnel do tempo bíblico, por três mil anos, e contemplemos a consagração do Templo do SENHOR, em Jerusalém, na época do rei Salomão.
Eram inesquecíveis dias de comemorações em Jerusalém. Após sete anos de construção, o Templo havia ficado pronto. A vistosa obra brilhava ao sol. O rei Salomão havia falado ao povo ali reunido. As pessoas haviam vindo de todos os lugares da terra, de todas as tribos de Israel. Depois disso, o rei se separou do povo e dirigiu-se ao Templo, para estar na presença de Deus, para apresentar todas as suas petições numa longa oração ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó e de seu pai Davi (veja 1Reis 8:22-53).
Chegou a noite, e Salomão estava sozinho no palácio real, quando ouviu a voz de Deus:
“Ouvi sua oração e escolhi este lugar para mim, como um Templo para sacrifícios” (2 Crônicas 7:12).
Entendemos que o Templo era o lugar em que Deus desejava ter um encontro com o Seu povo – o Deus santo com o homem pecador. Por isso Ele falou a Salomão sobre o Templo ser usado para sacrifícios de sangue, porque todos os sacrifícios, no A.T. falavam de expiação vicária, de morte substitutiva, e deveriam apontar para o sacrifício maior que um dia o Ungido (Messias) iria fazer para a completa reconciliação, perdão e restauração do homem para com o Eterno.
Mais adiante o SENHOR Deus fala em tempos maus e difíceis:
“Se eu fechar o céu para que não chova…” – Podemos imaginar as consequências o que um longo período de estiagem causa para um povo dependente da agricultura.
E o SENHOR acrescenta: “… Ou mandar que os gafanhotos devorem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga…”
Observemos que o próprio Deus seria o responsável por todos esses juízos que seriam ordenados por Ele para o Seu povo. Qual seria a finalidade disso? Para que esses baques doloridos? Por que esses prejuízos e infortúnios?
É evidente que Deus também dá uma resposta alentadora ao profundamente assustado Salomão, quando diz:
Mas “…se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).
A Bíblia Anotada traz o seguinte comentário sobre isso:
“Este versículo bastante conhecido expressa as condições de Deus para o povo receber Sua bênção: humildade, oração, devoção e arrependimento”.
Deus quer muito abençoar o Seu povo. No entanto, o quando e o como são determinados por Ele, e não por nós!
Deus aqui fala claramente: “se o Meu povo”. Naquela época Israel, e hoje todos os que creem nEle e em Sua provisão de perdão, tanto judeus como gentios, redimidos pelo alto preço do sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz. E agora pensemos nos requerimentos de Deus para quando chegarem os dias difíceis: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar…”!
Que incentivo para nós justamente nessa época de crise, de tempos difíceis, com tentações e sofrimentos, com decepções e derrotas, mesmo assim podermos manter diante de nós essas virtudes: “humildade, oração, devoção e arrependimento”.
Tiago, irmão de Jesus, registrou esse poderoso princípio de forma inesquecível:
“Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará.” (Tiago 4:10)
Hoje é tempo de colocarmo-nos perante o SENHOR de forma humilde e perguntar como o quebrantado apóstolo Paulo:
“SENHOR, que queres que eu faça?” (Atos 9:6)
