A HORA DE JESUS CHEGOU

A HORA DE JESUS CHEGOU

“Pai, é chegada a hora…”
João 17:1

A afirmação de Jesus “Pai, é chegada a hora” deve ser entendida não apenas como uma simples declaração, mas sim como o ponto crucial e culminante de todo o Evangelho de João.
A hora do Seu sofrimento e morte haviam chegado. Seu calvário não começou na cruz, não teve início ao levar Sua cruz pela Via Dolorosa, nem quando foi torturado pelos algozes romanos na manhã da crucificação. Sua agonia começou na véspera de Sua morte, ao terminar a última ceia e ir para o Jardim do Getsêmani.
Ali Ele iria agonizar em oração, ser traído, julgado injustamente, espancado e passar o restante da noite sozinho numa prisão (ver o Salmo 88).

Interessante notar que, em pelo menos três momentos distintos, Jesus afirmou que “ainda não é chegada a minha hora” (João 2:4; 7:6 e 7:30). Mas agora, na oração sacerdotal, Ele reconhece que o momento divinamente determinado por Deus havia chegado. Essa hora não se refere a um momento meramente cronológico, e sim a um kairós, o tempo oportuno de Deus para a concretização de Sua perfeita e completa obra redentora.

Essa hora aponta para a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. É o momento em que Ele glorificaria o Pai através de Sua obediência perfeita e sacrifício na cruz. No Getsêmani, Jesus disse aos seus discípulos: “É chegada a hora; eis que o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores” (Mateus 26:45,46).

Essa afirmação nos oferece também um modelo para a nossa vida de oração.
Ela nos ensina a orar não apenas com uma lista de pedidos, mas com um desejo por discernir a vontade e o tempo de Deus para as situações ao nosso redor.
“Pai, é chegada a hora” é um convite a submeter nossos planos, medos e aspirações a Deus, confiando que Ele tem o controle perfeito do tempo e sabe o que é melhor para nós.

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