LEMBRAI-VOS!

LEMBRAI-VOS!

“Lembrai-vos das maravilhas que (o SENHOR) fez, dos Seus prodígios e dos juízos da Sua boca!” – Salmos 105:5

Mais de cinquenta vezes encontramos nas Sagradas Escrituras a exortação para que usemos a faculdade da memória como atividade central na vida do homem em relação aos atos, ensinos e juízos de Deus.

O “esquecido”, na Escritura, é comparado ao preguiçoso ou ao ingrato. Este perdeu as suas referências para orientar o seu caminho no presente e, por isso, não tem mais esperança para o seu futuro.

Deuteronômio, na Bíblia, é chamado de “o Livro da memória de Israel” porque, de fato, contém precisamente a repetição das leis divinas dadas a Moisés, os dez mandamentos (Capítulo 5), o coração da fé de Israel, a aliança solene com Deus, o famoso Shemah (“Ouve, Israel”, Dt 6:4), e os últimos discursos de Moisés.

Assim, fica mais do que óbvio, que também devemos exercitar a nossa memória pessoal dos grandes feitos de Deus, de Suas promessas, Seus ensinos, Suas exortações, Seus ensinos e princípios – ou seja, de todas as palavras de Deus que temos recebido em nossas vidas.

O fato de fazermos memória das circunstâncias, nas quais Deus se fez presente na nossa vida, reforça o caminho da fé. O próprio Jesus, no momento da última Ceia, deu-nos o Seu Corpo e o Seu Sangue, dizendo que repetíssemos aquela Ceia: “Fazei isto em memória de mim!” (Lucas 22:19).
Somos intimados a lembrar e de fazermos os outros a também se lembrarem da Palavra de Deus!

Fazer memória do passado é útil também para acolher as intervenções inéditas que Deus quer realizar em nós e através de nós.
E é uma poderosa ajuda a abrir-nos para sermos escolhidos como Seus instrumentos, colaboradores dos Seus projetos salvíficos.

Bem sei que há coisas em nossas vidas que nós desejaríamos apagar de vez de nossa memória.
E há coisas que queremos guardar para sempre!
Porém, há sabedoria divina nessas duas complexidades da vida: no guardar as coisas boas e no querer esquecer as coisas ruins.

Deveríamos desenvolver o hábito de guardar as boas experiências de Deus em nossas vidas, através de registros, anotações, guarda de objetos significativos, compartilhamentos e testemunhos.

Também seria bom que anotássemos as promessas de Deus nas Escrituras, desenvolvendo Estudos Bíblicos sobre elas, catalogássemos as diferentes promessas, discernindo quais são as promessas gerais e as específicas, etc.

E quanto aquelas memórias negativas?
O que fazer com aquelas que nos fazem ainda sofrer?
Quem já não teve a vontade de “resetar” o passado, principalmente aquelas circunstâncias passadas da vida que nos machucam?
Lembremo-nos também que não há santo sem passado, nem pecador sem futuro.
A linda, perfeita e preciosa pérola nasce de uma ferida da ostra!
Jesus, nosso Bom Pastor, com o Seu infindável amor, pode curar os nossos corações, transformando as nossas feridas em verdadeiras pérolas.
Recordemos o princípio do Apóstolo Paulo que aprendeu que o SENHOR manifesta o Seu poder através das nossas fraquezas (2 Coríntios 12:9).

Há sabedoria no recordar diante do SENHOR!
Lembremos das últimas palavras que os anjos disseram às mulheres que foram ao túmulo de Jesus para tristemente ver o Senhor morto:
“(Ele) Não está aqui, mas ressuscitou. LEMBRAI-vos como (Ele) vos falou, estando ainda na Galiléia!” – Lucas 24:6.

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