
O ÚLTIMO GOLE DÁGUA
A velha embarcação naufragou e 14 homens se salvaram num bote salva-vidas.
Durante 44 dias navegaram sem direção, um bote à deriva com 14 homens tendo que suportar as intempéries do tempo, a fome e a sede – vendo a cada dia as provisões, a água e as forças chegando ao fim.
Na última noite, parecia ter chegado o fim para William Standford, já totalmente sem forças, olhos inchados… Jack Clough, outro sobrevivente, reconhecendo-se mais jovem e reunindo mais resistência, resolveu ceder a William o pouco de água que ainda lhe restava, mesmo que, em razão dessa atitude, estivesse dando a sua última reserva de água e decretando iminente a sua própria morte.
Cinco horas mais tarde, a providência divina fazia passar um navio junto a esse bote, e todos foram salvos.
A vida não foi fácil para Jack Clough – muitos problemas, crises e dificuldades sociais o levaram a uma existência muito difícil.
E, trinta anos depois, Jack estava vivendo nas ruas, sem dispor sequer de um abrigo para passar as noites, ficando invariavelmente nos prédios em ruínas, protegido por jornais velhos.
Numa tarde fria, quando procurava abrigo numa velha fábrica desativada, buscava jornais que lhe servissem de cobertor.
Entre eles, deparou com uma notícia que dizia:
“WILLIAM STANFORD DEIXA UMA HERANÇA DE 100 MIL DÓLARES PARA SEU AMIGO JACK CLOUGH, COMO GRATIDÃO PELO ÚLTIMO GOLE DE ÁGUA, QUE LHE SALVOU A VIDA.”
William nunca mais havia tido notícias de Jack, e por isso deixou a herança-testamento publicada em jornais.
William Standford queria demonstrar gratidão ao homem que repartiu com ele sua última reserva de água e que com isso lhe salvou a vida.
Podemos imaginar a alegria de Jack e a mudança que se operou em sua vida.
Dizem que William Stanford, ao escrever seu testamento, deixando parte de sua fortuna para Jack Clough, escreveu sobre ele: “Digno de saborear o mel é aquele que não foge da colmeia, com medo das picadas de abelhas.”
Jesus Cristo, ao falar da compaixão que se deve ter aos Seus discípulos, em Mateus 10:42, estabeleceu que os bons atos de amor, compaixão e misericórdia nunca serão esquecidos por Deus: “E quem der a beber ainda que seja um copo de água fria a um desses pequeninos, por ser um discípulo, de modo algum perderá o seu galardão.”
Lindo, não?
Melhor do que isso: Verdadeiro!
