ROSH HASHANAH & YOM TERUAH

ROSH HASHANAH & YOM TERUAH
O Ano Novo Judaico & A Festa da Trombeta

O Rosh Hashanah, segundo o Judaísmo, é a data em que se comemora o Aniversário do Universo, mais precisamente o dia em que Deus criou Adão e Eva.

Os judeus celebram-no no início do pôr do sol do último dia do mês de Elul (que cai hoje,nessa Sexta-Feira, à tardinha, dia 11 de setembro).
E no Primeiro Dia do Mês de Tishrei (Sábado será o 1º dia de Rosh Hashanah), continuando até o Segundo Dia de Tishrei (ou seja, o 2º dia de Rosh Hashanah, no Domingo, dias 12 e 13 de setembro).

Contudo, é bom que saibamos que, nas mudanças efetuadas pelos líderes religiosos judeus, o Rosh Hashanah (A Festa de Ano Novo) substituiu a bíblica Festa das Trombetas, também chamada de Yom Teruah (Dia do Brado, ou do Toque do Shofah): que devia ser celebrada no primeiro dia do sétimo mês:

“23 E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
24 Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação.
25 Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao SENHOR.”
(Levítico 23:23-25)

E essa é a única Festa Bíblica (são sete ao todo, conforme Levítico 23) que deve ser celebrada no primeiro dia do mês judaico (fase de Lua Nova, quando as noites são mais escuras).
Essa troca de festa (do Yom Teruah para O Ano Novo: Rosh Hashanah) foi realizada pelos judeus religiosos após o Ano 70 d.C., depois da Destruição do Segundo Templo.

Realmente muitas mudanças foram feitas pelas tradições judaicas no decorrer dos séculos, deixando de observar os Preceitos da Torah (Lei de Deus) para seguir as mudanças promovidas pelos grandes rabinos.

No Período Pós-Exílio da Babilônia, a partir do Século V a.C., começou-se a adoção dos nomes dos meses babilônicos.
Na Torah, os meses são numerados como primeiro mês, segundo mês, terceiro mês, etc. (Levítico 23; Números 28, apenas quatro meses recebem nomes: Aviv, Ziv, Eitanim e Bul).

Mas, durante sua permanência na Babilônia, o povo judeu começou a usar os nomes dos meses babilônicos, fato prontamente admitido no Talmude:
“Os nomes dos meses vieram com eles da Babilônia.” (Talmude de Jerusalém, Rosh Hashaná 1: 2 56d)
A natureza pagã dos nomes dos meses babilônicos é sintetizada pelo quarto mês conhecido como Tamuz. Na religião babilônica, Tamuz era o deus dos grãos. Então, o quarto mês bíblico passou a ser denominado Tamuz, nome de um deus babilônico.

Mais estranho ainda foi transformar o sétimo mês como o início do ano, uma vez que foi o SENHOR Deus Quem instituiu o mês de Aviv como o princípio do ano para Israel, por ocasião da Páscoa e, consequentemente, da libertação dos hebreus da escravidão do Egito – Êxodo 12:1-2:

“1 E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
2 Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.” (esse é o mês da Celebração da Páscoa, o mês de Aviv, que deveria ser o primeiro mês do Ano Bíblico).

Porém, os grandes rabinos judeus, depois do ano 70 d.C., estabeleceram o mês de Aviv como o início do ano religioso, e o primeiro dia de Tishrei como o início do ano civil de Israel. Daí todo o mundo judaico celebrar o Ano Novo no sétimo mês do ano.

Depois trocaram a enigmática Festa do Shofar (ou, Yom Teruah) por uma Festividade de Ano Novo (Rosh Hashanah) – que, com certeza, foi um grande prejuízo espiritual para o povo de Israel.

A Festa das Trombetas é importantíssima por vários motivos:
– Primeiro: Essa Festa comemorava o fim do ano agrícola e festivo. Além disso, o Dia da Expiação caía no décimo dia desse mês, e a Festa das Cabanas começava no décimo quinto dia. Então, o Toque da Trombeta no primeiro dia do mês anunciava um período solene de preparação para as FESTAS DO SENHOR que viriam a seguir. E a próxima FESTA é o Dia da Expiação (o Yom Kippur).
Portanto, esse período de preparação era chamado de “Dez Dias de Arrependimento” ou “Dias de Pavor”. O som da trombeta era uma espécie de alarme e pode ser entendido como um chamado à introspecção e ao arrependimento.

– Segundo: A Festa da Trombeta, juntamente com as outras seis festas do SENHOR, prefigurava certos aspectos do ministério de Jesus Cristo. Os profetas relacionaram o toque da trombeta ao futuro Dia do Juízo: “Tocai a trombeta em Sião e dai o alerta no Meu santo monte. Tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR está chegando, já está perto” (Joel 2:1; veja também Sofonias 1:14, 16).

No Novo Testamento, vemos que o arrebatamento dos salvos (gentios e judeus) será acompanhado pelo som de uma trombeta (1 Coríntios 15:51-52; 1 Tessalonicenses 4:16-17). Cada um dos julgamentos em Apocalipse 8-9 também é sinalizado por uma trombeta.

Assim como o Shofar, ao ser tocado, chamava a nação judaica para voltar sua atenção para o SENHOR e se preparar para o que viria a seguir (o Dia da Angústia de Jacó, o Período da Tribulação), a “trombeta de Deus” nos chamará para o céu e avisará ao mundo o julgamento vindouro.

Portanto, segundo o B’rit Hadashah, o Novo Testamento, a Festa da Trombeta – que estamos iniciando – é um tremendo alerta de que a Segunda Vinda de Jesus para os salvos se aproxima: MARANATHA!
Pensemos nisso!

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